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segunda-feira, julho 31, 2006

Pérolas a porcos II

Longe de querer meter o bedelho nas opções de particulares que estão a fazer pela vida, a questão que eu pretendia colocar, foi despoletada pela leitura do editorial da revista "Arquitectura e Vida", de José Charters Monteiro, e que vou transcrever um bocado.
"Percorrer o território português "visto do céu ou visto do chão" constitui, desde há bem quatro dezenas de anos, uma experiência que nos exige memória e adaptação, capacidade para encontrar-mos referências e, assim, reconhecer-mos o que vemos, identificar um território sempre diferente. Após o esforço inicial na leitura das modificações, por vezes bem profundas e em substituição da identidade dos lugares, interrogamo-nos sobre o sentido e o porquê do que vemos, na tentativa de procurar perceber as próximas, parece que inevitáveis e mais drásticas, alterações. Da leitura, não resultam paisagens urbanas mais ricas, pelo contrário, somos tomados por uma noção de perda, incómoda por nela participar-mos à força, democraticamente impotentes, por ser-mos cúmplices de um empobrecimento colectivo que se realiza com os recursos estratégicos de todos, desbaratando trabalho, meios materiais, que se jogam em contínuo, sem ciência nem arte, sem economia nem beleza. A publicação da obra "cidade e Democracia - 30 anos de transformação urbana em Portugal" vem documentar factualmente e tornar público, aquilo que a experiência directa de muitos milhões de portugueses já havia constatado: a transposição, na forma do território português, da inconsistência política, ética, técnica e cultural, operada por muitos responsáveis eleitos em sussecivos actos eleitorais nestes trinta anos de democracia. Dir-se-á que a produção deste território vergonhoso que é Portugal se deve à população em geral. Pareceria que sim, já que um território é o retrato de quem o habita e transforma. Mas não é, porque há uma responsabilidade especial, democraticamente delegada nos sucessivos governos, nas administrações autárquicas (três centenas de câmaras e mais de três mil freguesias) a par da responsabilidade activa, insistentemente "propositiva", de alguns milhares de portugueses que promovem a promoção de semelhante território e que estão organizados em empresas de construção, imobiliárias, instituições bancárias, todos fortemente influentes na fileira do sector que transforma o território e que é a mais importante do país."
Ou seja, todos temos culpa do estado a que as coisas chegam, ou chegaram. Todos os pequenos silêncios que alimentamos e com os quais pactuamos, são os principais responsáveis pelo estado das coisas. Somos todos nós os porcos a que se refere o ditado que eu usei.
De quem é então a culpa do estado a que chegou o "Fernão Duque"? Para mim, fundamentalmente da falta de fiscalização dos serviços responsáveis pelos Rios e ribeiras (construções dentro do leito, alterações das margens, falta de limpeza, ruina eminente com prejuízo de terceiros, etc), falta de fiscalização dos serviços da Câmara Municipal, responsáveis pelo licenciamento, fiscalização, punição e por vezes ordens de demolição de obras, que não actuam, o que leva a pensar (infelizmente) que pactuam, Autoridades de polícia, que não fiscalizam os estabelecimentos abertos ao público, Juntas de freguesia que deixam os particulares apropriar-se de bens públicos (neste caso falo directamente da fonte, e do espaço da ponte para fazer explanada esquecendo que uma ponte é uma passagem e que isso quer dizer que tem que estar desimpedida. Sobre a construção de anexos sobre o que já era domínio público - aí a junta também devia ter usado os seus direitos, na figura do uso Capião por exemplo - não tenho elementos suficientes para me pronunciar mas parece-me de legalidade duvidosa).
O que eu gostava que tivesse acontecido no Fernão Duque.
Alguém com gosto, sensibilidade, bom censo e o dinheiro suficiente para elaborar e levar avante um projecto de turismo no espaço rural, que não sendo predador do espaço, antes potenciasse as qualidades do sítio. Alguém que, criando as infra-estruturas mínimas de uma praia fluvial, sem novas riquices ou betão a mais, tornasse o lugar, um dos possíveis oásis na desertificação humana, cultural, económica e de valores que está a atacar todo o interior. É a minha opinião.
É pedir de mais?
Possivelmente sim.
João Pereira

sábado, julho 29, 2006

Para bom entendedor...(parte II)


Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem da laracha com os amigos ao final do trabalho bebendo umas cervejolas. Seu nome era "trabalho" e seu sobrenome "sempre".
Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu para valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.
Então, passados alguns dias, começou a esfriar. Era o inverno que estava à porta. A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca repleta de comida.Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra estava dentro de um Ferrari com um aconchegante casaco de vison.E a cigarra disse para a formiguinha:
- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderia cuidar da minha toca?
E a formiguinha respondeu:
- Claro, sem problemas ! Mas o que lhe aconteceu ? Como você conseguiu dinheiro para ir a Paris e comprar esta Ferrari ?
E a cigarra respondeu:
- Imagine você que eu estava a cantar num bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris... A propósito, a amiga deseja algo de lá?
- Desejo sim. Se você encontrar o La Fontaine (autor da fábula original) por lá, manda-o ir para a puta que pariu!!!

Moral da História: "Aproveite sua vida, saiba doesar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine e ao seu patrão."Trabalhe, mas curta a sua vida. Ela é unica!!


(Alm0creve in Casegas Vai Nua)

Por vezes é preciso palavra e meia, pois a vida não é uma fábula.
Com a natureza não se brinca e comer com todos é pecado!

Para bom entendedor...

"Enquanto a formiga
Carrega comida
Para o formigueiro,
A cigarra canta,
Canta o dia inteiro.
A formiga é só trabalho.
A cigarra é só cantiga."
*sem barra, José Paulo Paes


... meia palavra basta

sexta-feira, julho 28, 2006

Fernão Duque ou dar pérolas a porcos(*)







































Apezar de tudo resiste...

(*) Quando se dá alguma coisa de valor a alguém que não tem capacidade ou visão, ou intuição para compreender esse valor. (ditado popular)

quarta-feira, julho 26, 2006

Foi ontem e continua no Iraque. É novamente a guerrra, agora mais uma no médio oriente. E quão cruel é ela hoje, e que tende a banaslisar-se na vida da humanidade! ...Vivemos no Ocidente, ainda longe dela, mas ela já está no nosso meio.
E tudo isto me faz lembrar a guerra em Angola por mim vivida e sentida e vertida, se é possível verter, para as palavras que se seguem escritas em 1981.


POEMA EM LÁGRIMAS

Foi na poesia que encontrei um hino
O canto da destruição pela construção

Aqui senti a força de mãos contra mãos
De mãos por mãos...

De homens alimentados pela injustiça injusta
Por choros desfraldados
Risos...

De crianças em homens
A violência pela paz
Os nossos rostos oprimidos na desumanidade
A força!... a morte!... a vida!...
As flores violentamente espancadas na morte
Sepulturas na vida de homens

Sempre homens!...
E ainda esperamos
Os hinos exprimidos como que gritos
Gritos em lágrimas

Lágrimas!...
Todas as lágrimas que já não posso chorar.


Tonho ( Angola - Huambo, 1981)

Dor de "Tchavelho" ou assentou a carapuça!


A propósito do post do senhor(a) "rex", colocado na box:

26 Jul 06, 16:54
rex: "já enerva o blog mas será que agora só se fala do jõao pereira. por amor de Deus mudem de assunto, já enerve"

Caro(a) senhor (rex), deve andar a acompanhar muito pouco o blog, pois 10 posts após a última referência á exposição de João Pereira na Biblioteca Municipal, a única coisa que o senhor(a) tem a dizer acerca do blog, é isso! É espantoso de facto e devo concluir que é uma opinião que terá mais a ver com “dor de tchavelho” ou com o vulgo “assentar de carapuça”!
Não se prenderá a sua raiva, mais a factos delatados e relatados pelo atumnespereira? É que se é o caso, aconselho-o a ir sacudir a sua raiva para outro lado, pois o senhor a quem se refere, tem sido um excelente contributo para este blog. Já o senhor(a) “rex”, que nunca vi por estas paragens, nem mais gordo nem mais magro, em vez de aprender alguma coisa, vem para aqui sacudir as pulgas.
Mais uma coisa, lamento ser eu a transmitir-lhe a noticia: A anti-rábica, passa em Maio, desta forma só para o ano que vem! Mas olhe, passe na Ti Delfina, mãe do João Pereira, que ela costuma lá ter dessas coisas…, para desparasitação também, terramicina e outras mezinhas!

Ande que ela não lhe negará ajuda!

As melhoras, é o que lhe desejo!

terça-feira, julho 25, 2006

Mais uma


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(tem uma gafe: "inscrições, 5 carradas" e não "carrdas"). A gafe é minha e não de quem fez o cartaz. Peço desculpa.

segunda-feira, julho 24, 2006

Tutas Finas...

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Este Domingo, a associação de caçadores e pescadores de Casegas, organizou um dia bém passado a todos os caseguenses e não só que se quizessem divertir com a pescaria. Tudo estava a correr bém, até as tutas se recusarem a fazer o serviço para que foram pagas - Cairem que nem umas perdidas nas canas de virís pescadores. Que não, que não foi para isso que as trouxeram, que não gostavam do isco etc e tal diziam elas. Grande partida que pregaram ao nossos pescadores. Alguns mais violentos não foram nas explicações e vai de as agarrar pelo rabo, outros mais violentos pela barriga. Cenas pouco dignas de um Domingo (Sempre se pode dizer que estavam sob o efeito das imperiais servidas no bar da Festa), mas não é desculpa. Ví pescadores que se recusaram a fazer essas figuras. Uma tuta, entrevistada pelo Blog, mas que se recusou a ser identificada, disse que no "casting" a que foi submetida lhe haviam dito que ia para uma grande festa, num sítio lindíssimo e que se sentia enganada por ser metida numa ribeireca de terceira categoria, cheia de pedras no fundo e com uns muros horríííííveis de lado, do tempo da Maria da Fonte. Hà hora de encerramento deste Post, ainda andavam à solta na nossa querida ribeira, a maior parte destas galdérias de importação. Exigimos a vinda imediactamente do serviço de estranjeiros a Casegas para correr com estas tutas finas que estão a roubar o sustento às nossas Trutas.

domingo, julho 23, 2006

BEIRA MINHA

Não somos uma camada de maldizentes, como muita gente ainda pensa. Aqui no "Casegas Vai Nua" há muita gente que sabe pensar e não só... Sabe ainda dizer e também escrever!... Apesar de tudo ... dedico este poema a todos aqueles que nos têm "rogado pragas" e a todos os que, apesar da democracia, ainda vivem aprisionados, agrilhoados, e que por medo não têm coragem para anunciar quão contingente é a verdade das coisas. Para esses, para todos, aqui vai mais um poema de amor. Teluricamente a Beira é também NOSSA ! ...

Subindo à Estrela
Recupero sempre o sabor da Beira!

Por momentos, lá no alto,
E bem perto do cheiro,
Das estevas,
Do pinheiro,
Das carqueijas e da urze,
Se me varre ideia mesquinha
E, com o vento teimoso e persistente,
Alarga-se-me o pensamento,
Se distende o meu olhar
Por entre a Estrela e a Gardunha! ...

E sempre
Sempre bela e grandiosa
A Serra e a Cova da Beira bem lá ao fundo!...


Tonho,24 de Junho de 2001

Novas/Velhas Fontes



Porque:
- Esta pintora aceita fazer uma cópia a partir de uma fotografia em vêz de estudar o original e fazer uma cópia deste em papel vegetal para o poder reproduzir fielmente.
- Não sabe fazer um traço direito.
- Não sabe copiar ou desenhar uma letra.
- não sabe fazer as gradações de claro escuro usando uma côr, mas sim usando duas (amarelo e verde neste caso. Para quem não sabe do que estou a falar, tem os azulejos da igreja como exemplo só que nestes a cor usada é o azul escuro, que aliás são da mesma época).
- Assina com o seu nome uma cópia sem identificar o autor original.
Deve gastar os seus dias a pintar azulejos para turistas e deixar os portugueses sossegados.
De quem encomendou estes azulejos (com a melhor das intenções, mas de boas intenções está o inferno cheio), não esperava nada. Na minha opinião, limitam-se a continuar a mais antiga tradição de Casegas, deitar abaixo o bom para erguer o menos bom (nos casos mais felizes), o mau e o péssimo na actuação corrente.Ou seja, costumam despejar a banheira com o bébé lá dentro.
Exemplifico:
Deitaram a Igreja antiga abaixo (tinha azulejos hispano-árabes, altares barrocos, etc), substituiram-na pela estilo-Estado-Novo-em-Neo-antigo-nem-carne-nem-peixe que nos calhou na sorte; deixaram cair primeiro e depois demoliram a Capela de S. António, com altar barroco e santo em pedra de ançã e substituiram-na por um pombal com um santo de gesso; Soterraram a Fonte de Baixo e afogaram a Ponte, que dizem ser o Ex-libris da freguesia, nas não o suficiênte para ocultar o tubo da trampa. E isto para falar só de edifícios, para não mencionar uma pessoa que por ignorância estava a rasgar livros de 1700 para encher o fundo das velas e estas não cairem dos castiçais, etc. Ou seja, uma enorme lista de boas intenções.
Dizer que os actuais não são culpados dos erros do passado, não os iliba já que têm o mesmo comportamento. Quem não conhece os erros históricos está condenado a repetir-los.
No outro dia, ia a descer a Eira e duas pessoas estavam admirando a velha/Nova fonte e comentavam o quanto esta estava bela e que não merecia os comentários contra que estavam a fazer na internet. Identifiquei-me e disse-lhes que o trabalho estava uma merda. Uma das pessoas muito ofendida disse-me que agora estava mais bonita. Quase que me apeteceu dizer que ela, aliás, nunca estivera tão bonita. É que Há pessoas que não sabem distinguir a joia do pechibeque (não é que eu achasse as fontes uma joia ou um espectáculo, mas eram um trabalho honesto, bem executado e tinham uns azulejos pintados por um artífice que sabia da arte).
Isso só quer dizer que merecem o pechibeque.
E já agora, que sejam muito felizes.
João Pereira

sexta-feira, julho 21, 2006

Já não há pachorra para tanta antiguidade...





Mais mineração Romana.
Dentro da povoação, no sítio denominado "Mina" (porque será?), o Ti Pacheco tem feito tudo para ocultar o que sempre esteve visível. Deve ter medo que o IPA o exproprie... O Ipa não tem dinheiro para mandar investigar, excavar, estudar, expor, divulgar, como vai ter dinheiro para expropriar? O IPA é um organismo público logo fáz pouco (para não dizer outra coisa) ou ainda atrapalha a quem faz. Ti Pacheco não tenha medo que eles não mordem.

quinta-feira, julho 20, 2006

Asno no JF!

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O blog de Casegas é da responsabilidade do conhecido bloguista beirão "Asno". Vale a pena uma visita

Aldeia «Blogal»

Uma vez que na região centro os blogs têm provocado alguma polémica, o JF consultou os blogs de três aldeias serranas e soube as opiniões dos seus administradores

Miguel Geraldes

QUANDO McLuhan se referiu a "aldeia global" para explicar um novo conceito nos meios de co­municação social, passando o Homem a saber o que se passa no mundo de forma quase imediata, estaria longe de imaginar que essa sua ideia seria levada tão à letra.
O surgimento recente de mui­tos blogs nas aldeias do interior, tem proporcionado a muitos, es­pecialmente emigrantes, de man­terem um contacto mais directo, sabendo as novas da aldeia que os viu partir. São cada vez mais aqueles que anonimamente se de­dicam à sua criação, como é o caso de "Asno", conhecido bloguista, responsável pela criação de muitos blogs em aldeias do In­terior, como em Ourondo, Paul, Sobral de São Miguel e de Casegas. Este último em www.casegas.blogspot.com, no qual dedica mais do seu tempo. Diz que o fez para alterar consciências e provo­car espaços de discussão. O "Casegas vai nua", blog da sua res­ponsabilidade, é de leitura fácil, que procura dar a conhecer a al­deia, através de fotos e textos, não deixando de fazer uma certa crítica, como que chamadas de atenção, sobre o muito que se passa na sua aldeia. Para aqueles que não conhecem Casegas, en­contram aqui uma boa montra. Muitos dos outros blogs por si criados, estão agora entregues a diversos administradores, nor­malmente residentes ou somente naturais dessas aldeias, por si contactados, sendo-lhes assim entregue a gestão dos mesmos.
Um dos melhores blogs, dos mais correctos e simples na sua forma, é o www.sobraldesaomiguel.blogspot.com, que valoriza o que de mais belo tem esta aldeia, com muitas fotografias, textos e algumas ideias originais, como o­ concurso on-line das misses lá da terra, não esquecendo ainda o vo­cábulo que dá a conhecer a pro­núncia muito própria desta aldeia bem serrana, entre muitas outras curiosidades que justificam uma vista de olhos a este blog já mui­to visitado. "Famel", uma das responsáveis pelo blog, diz este "procura informar aqueles que estão longe, sobre as actividades que aqui se realizam, permitindo assim um contacto mais próximo com esses emigrantes. Para aqueles que não conhecem Sobral de São Miguel, permite-lhes conhecer as suas tradições, a etnografia e o potencial turístico e arqueológico existente"(...).

(in Jornal do Fundão)

O de S.Jorge da Beira tmbém já esta a "bombar" Miguel!
Um abraço e obrigado!

Ai tanto tacanho e regozijado precoce a morder a lingua!!

Para que depois não falem em direitos adquiridos...





O acesso a ribeiros, ribeiras, rios, lagos, lagoas, barragens (mesmo as particulares) e ao mar, tem que estar desimpedido. Não pode ser negado o direito de passagem e de acesso às margens de qualquer curso de àgua ou a qualquer praia. Esta Lei, bém antiga está na origen de que não haja em portugal nenhuma praia particular, por exemplo. O motivo invocado para esta Lei, não foi a sujeição a qualquer "Lobi" poderoso da altura (os pescadores por exemplo), mas sim o tratar os cursos de àgua e o mar como forças rebeldes que de tempos a tempos deixam um rasto de destruição à sua passagem (lembram-se do que se passou à dias no nosso visinho Piodão) e daí vém também a não construção em leito de cheia, só consentida para construções especiais (lagares, moinhos, pisões, etc), que necessitavam das forças das àguas para o seu funcionamento. Foi tudo então pensado para que em caso de desastre, o socorro se possa fazer de forma fácil e o menos demorada possível pois nesse tempo como agora se pensava que um segundo pode salvar uma vida.
Vém isto a propósito de umas construções nos quartos, que não respeitam qualquer regulamento ou lei e que impedem (aliás foram feitas para isso mesmo) o acesso à ribeira para o Socorro, o desfrute ou a pesca. A Associação de caçadores e Pescadores de Casegas já viu? comeu e calou? Já fez alguma coisa? Se não fez espero que faça e se não fizer alguém terá que fazer...


P.S.
A bandeira asteada deve ser para dizer que isto é uma república das bananas...

Não foi em Casegas, mas somos todos cumplices...

Fruto da ganância pelo petróleo...



Estas são apenas mais umas vítimas dos ataques israelitas... perigosos terroristas, diriam aqueles que justificam as acções criminosas e verdadeiramente terroristas de um exército que atenta contra zonas residências. Têm ainda a particularidade de terem sido “rejeitados” em instalações das nações unidas em Ter Hafra
in: http://fromisraeltolebanon.info/

in Mafia da Cova

terça-feira, julho 18, 2006

Novamente a Expo de João Pereira







Alguns bonecos da Exposição de João Pereira "Ley, uma linha no território". Uma instalação que tem como ponto de partida quatro construções que estão em linha reta entre Casegas e o Cântaro Raso da Serra da Estrela. A ver até ao fim de Julho na Biblioteca Municipal da Covilhã.

segunda-feira, julho 17, 2006

Mais mineração romana ou "tão antigos que nós somos"




Próximo dos Covões (nome evocativo), mais propriamente no Vale de Barreiro, (Também não menos evocativo), existe este buraco desde sempre. O dono já tentou tudo para o cerrar e continua a atirar lá para dentro tudo o que em sua casa já não tem préstimo (lamentavelmente...), ele resiste e ano após ano lá abre outra vez.
Tudo indica que,pelas características do solo, pela abundância de "mancas" e pelo buraco já agora, estamos perante mais uma exploração mineira do tempo dos romanos (Será que uma das funções dos senhores do IPA não é irem às localidades e perguntarem aos residentes mais interessados se sabem da notícia da existência de ruinas, restos, achados, etc).

Momento Zen







sábado, julho 15, 2006

Mais respeito SFF!

(clique para aumentar)
Fugindo um pouco á minha “rubrica” habitual de culinária e usando o possibilidade que me foi oferecida pelo asno, de publicar neste blog - a quem aproveito para cumprimentar e expressar a minha gratidão - , vou mijar um pouco fora do testo.
Esta semana fui a Casegas e fiz a minha habitual “arruada” pelos tascos da terra. Ao passar pela Casa do Povo deparei-me com este flyer da APDEL (Associação Portuguesa para o Desenvolvimento), pelo qual não posso deixar de expressar a minha indignação pela forma como mais uma vez o assunto “Casegas” é tratado, principalmente na página esquerda do flyer. Desta forma, deixo aqui algumas questões no ar, dirigidas aos “Senhores APDEL”:

- Consultaram alguém de Casegas para elaborar este documento?
- Este documento, parece-me um documento de divulgação turística. Os locais de interesse Histórico-Cultural, podem ser visitados, caso algum turista de desloque à aldeia para o efeito?
- Existe algum moinho “de pé” que possa ser visitado?
- Quem lhes disse que a festa do Anjo da Guarda era no ultimo fim-de-semana de Junho? Inventaram?
- A ponte é romana? Vejam lá bem…não será românica?
- Já ouviram Falar na capela de São Sebastião e na Capela de S. António, cujo jardim alguém se esmera a deixar degradar como já foi
aqui publicado?
- Não havia nenhuma foto mais interessante para colocar no documento? Posso sugerir: Capela das Amas, Parque de Lazer, Fernambuque, etc., agora não vejo que piada mete o edifício da igreja…se pelo menos alguém tivesse a inteligência de a mandar picar e de lhe por a pedra á vista…Mas infelizmente, inteligência é virtude que não abunda por aquelas paragens, senão veja-se o que fizeram ás figuras do museu da arte sacra (mais uma para visitar) e ao tecto da capela das almas! Mas em relação a esse assunto, penso que há contributors neste blog com mais competência que eu para falar acerca do assunto. Ainda aguardo que o faças Atumnespereira!
- Fizeram este flyer, foi só para dizerem que fizeram ou a intenção era mesmo informar?

Estou farto de ver a aldeia tratada como aldeia de terceira!BASTA!
Mais respeito se faz favor!

Obrigado e bom proveito!

quinta-feira, julho 13, 2006

"CASEGAS VAI NUA" E A SUA GÉNESE




Não estou na génese do “CASEGAS VAI NUA”, por isso tenho aqui a minha intervenção como simples convidado e comentador. Por considerar interessante o BLOG e por pensar, apesar de alguns excessos iniciais, felizmente já ultrapassados, que o objectivo principal do BLOG era promover a nossa aldeia e deitar o nosso olhar aos que têm por obrigação de zelar pela “ rés pública”, decidi colaborar neste sítio.
Não estou arrependido de o ter feito. Casegas precisava de um lugar destes na Internet. Isto foi uma “pedrada no charco”. E contrariamente ao que alguma intelectualite medrosa possa pensar, com algumas excepções, o “Casegas Vai Nua” vai bem e recomenda-se. Penso que o BLOG tem de continuar, deve continuar, promovendo, no essencial, o debate de ideias sobre a nossa aldeia, fazendo a denúncia responsável e promovendo a terra onde todos nascemos, sem individualismos exacerbados.
E o que afirmamos não visa atingir ninguém em particular, o que nós não podemos é esquecer-nos do apreço que merece a nossa aldeia, e do objectivo fundamental: não podemos deixar que o conservadorismo retrógrado continue eternamente a mandar nos destinos da NOSSA TERRA.

Será este o objectivo do “CASEGAS VAI NUA”, como nos pareceu? Era bom que esta questão fosse esclarecida, por quem teve o mérito e o génio de criar o BLOG?
O Tonho, filho de outro Tonho, o Tonho Alves

Campanha Copófona

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