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sexta-feira, agosto 31, 2007

Loiças de uso comum



Uma das peças fundamentais do "trem de cozinha" das casas das nossas avós eram as panelas. Usadas para fazer comida ou simplesmente para aquecer a água. Devido à sua fragilidade, quase nunca chegaram aos nossos dias e foram substituidas por outras que lhes copiaram a forma mas que eram feitas de um material mais duradouro - o ferro.
Possivelmente todas as olarias da região produziam panelas com esta forma, mas, esta de que mostro uma fotografia, é proveniente do outro lado da Serra. É de trás de serra como se dizia.
O barro usado na confecção é de uma cor mais encarniçada, sendo a cor exterior obtida mergulhando a peça já seca numa argila amarela diluida em água. A peça fica como que pintada.
A Casegas chegava também loiça de trás de Serra

A Estrela não pode morrer!....

Olá caros leitores

Sei que muito se tem escrito e se continua a escrever sobre a nossa Serra da Estrela, mas, deixem que vos diga, que se continuarmos a escrever sem nada fazer, corremos o risco de perder de vez este património que é de todos nós.
É com uma enorme tristeza que encontro uma Serra desfalcada do seu património florestal, (toda a zona das Pedras Lavradas por exemplo) devido a incêndios sucessivos; “algarveada” no topo, com lixo e esgotos a correr a céu aberto; mini estâncias de montanha sem condições de laborar; aldeias de montanha; estradas esburacadas e passeios manhosos a parecer Beirute depois da guerra; centros comerciais ampliados na Torre (vulgo barracas, o primeiro já existia) e um edifício degradado do lado poente da torre a uns 100 metros da mesma; a cabine inferior do projecto teleférico Piornos-Torre, que parece não querer abandonar o local… enfim, uma falta total de valores e um desrespeito enormíssimo pelo meio ambiente.
Em Primeiro lugar a minha maneira de ver a Serra de Estrela compreende, a extinção\ demissão do agente responsável pela tutela do Parque Natural, por inoperância e falta de valores morais e éticos.
Defendo também projectos de telecabines de Alvoco da Serra e Unhais da Serra, para que se possa subir sempre que há muita ou pouca neve. Sou favorável à construção de um túnel, pelo menos que efectue a ligação perdida entre a Covilhã e Seia, ficando o estudo do local a cargo de técnicos responsáveis. Quem o irá pagar… talvez os mesmos que vão pagar uma terceira ponte sobre o Tejo em Lisboa, um Aeroporto da Ota ou mesmo um TGV!
Defendo uma reflorestação urgente de toda a Serra com espécies autócnes, pois são mais resistentes ao fogo, dando especial atenção ao carvalho (eucaliptos nem vê-los, quanto aos que existem deveriam ser arrancados pelas raízes).
No que se refere ao turismo todos aqueles desportos onde o motor impulsionador é o nosso coração, com especial relevo às caminhadas de montanha (uma vez que a neve tende a rarear devido ao aquecimento global), passeios de Btt, observação/ contemplação da natureza, acampamentos em locais propícios… enfim, toda uma série de actividades, onde o respeito pela natureza dá o mote.

Tenho a certeza que muito mais havia a dizer, por agora fico por aqui. Opinem se quiserem.

quarta-feira, agosto 29, 2007

terça-feira, agosto 28, 2007

Água e mais água! (recordando as cheias de 2007)

E tudo a água levou!!!

Que água limpinha!!!!!

A carrinha lá ao fundo não é estranha!!

quinta-feira, agosto 23, 2007

Aínda a "Feira dos produtos" ou lá como lhe chamam...

Ai, desculpem-me, mas não me contive em publicar este comentário do post "Reportagem em directo" do Egas, feito pelo nosso leitor "ponto da situação"
lol!!!!!!

E dizia Sá de Miranda que tudo é feito de mudança….

Diz-me espelho meu se haverá coisas piores que aquela pseudo Feira da Literatura e dos Produtos Locais?!!!

LITERATURA?!!! PRODUTOS LOCAIS?!!!

O vinho que vendiam era Espanhol comprado no Lidl e empacotado como em edições anteriores? Os chás e mezinhas foram cultivados ou apanhados na área de Casegas? O pão que se vendeu foi produzido em Casegas? E os “bibelots” e outras inutilidades “os monos” Made In China fornecidos pela mercearia oficial? As Associações Locais foram convidadas e estiveram representadas?

O cardeal “Dubois” disse ter preferido que a Gioconda nos mostrasse o cú. Quando se pensa que milhões de pessoas sonharam diante do sorriso da Gioconda, o que não teria sido se fosse o seu cú! O da Gioconda, claro…

O confessor duma tal Senhora Sablière dizia que:
As bestas não desdenham o cu marciano. Eva andou de amores com uma serpente. Leda foi amada por um cisne. Pasiphaé por um touro. Nas mil e uma noites, uma rapariga casa com um bode, um príncipe desposa uma tartaruga gigante, uma mulher vive com um urso e uma adolescente fornica com um macaco enorme.

CONFUSÕES À PARTE, TUDO ISTO É DEMAIS….

Mas como dizia um amigo meu, graças ao fato-de-banho lua cheia, ao slip desvio e ao string, podemos mostrar o cú e manter o pudor. Desta forma a moral e a decência ficam salvaguardadas.

Não há pachorra… e que venha a próxima Feira.
Volte sempre "ponto da situação"!

Loiça de barro usada em Casegas e procedência

Fig. 1

Muita da "loiça normal", usada em Casegas vinha dos oleiros do Telhado. Contudo, outros centros de produção forneciam as famílias de Casegas. Hoje vou apresentar loiça de Miranda do Corvo, que era trazida pelos almocreves que percorriam a estrada do Sal, ou então era trazida pelos peregrinos que iam à festa da Senhora das Preces.
A loiça de Miranda do Corvo era muito boa para assar coisas no forno. era resistente aos choques térmicos e quando era brunida como é o caso desta assadeira era muito decorativa. Esta cor natural preta, não lhe é dada pela cor do barro, que é vermelho, mas por uma operação que se faz durante o processo de cozedura da loiça. O nome técnico dessa operação é "Redução" e consiste em reduzir bruscamente a temperatura dentro do forno onde estão as peças a cozer. Para efectuar esta operação havia várias técnicas mas a mais usada é introduzir ramas verdes dentro do forno. Como a introdução de matérias verdes e a própria abertura do forno, provocam um abaixamento da temperatura das peças, estas, que estão ao rubro, chupam o ar que existe dentro do forno que é constituído pelo fumo negro libertado pelas ramas verdes em combustão.
As peças ficam então com esta cor negra característica. As peças brunidas ficam por vezes com uns brilhos metálicos. Se estas peças voltassem ao forno do oleiro e fossem cozidas de novo, voltariam a ser vermelhas, devido à combustão do carbono que se havia infiltrado na operação anterior. O choque térmico provocado pela "Redução", capacita estas peças para resistirem bem ao forno


Fig.2
Fig. 3

Legenda: Fig.1 Assadeira, fig.2 e 3 Assadeira de chanfana
No primeiro caso serviam as mais pequenas para coelhos e as maiores para cabritos.
No segundo caso, servia para assar cabra velha no forno do pão. A típica chanfana.

segunda-feira, agosto 20, 2007

ainda o torneio: a entrega de prémios

E agora as fotos da entrega de prémios do Mini-Torneio de Verão organizado pela Casa do Povo:

A rapaziada dos Galitos do Sobral com a taça de 1º Classificado e a taça de Melhor Jogador do Torneio, atribuída ao Paulo Gaspar.

Alguns elementos da equipa do "Bar O Lagar" com a taça de 2º Classificado.

O Egas a receber a taça de 3º lugar pela Casa do Povo (eh! eh! eh!).

Finalmente a taça de agradecimento ao Pedro pela sua disponibilidade em vir até Casegas arbitrar os jogos. Aqui na foto com o seu "ajudante de linha" - o Tiago, e mais atrás como não podia deixar de ser: o Joínha!

domingo, agosto 19, 2007

Reportagem em directo....

O Casegas vai nua deslocou-se ontem à noite à festarola da Junta de Freguesia no Adro, onde aproveitou para atestar o depósito com umas fresquinhas e tirar umas fotos. Atentem aí:

Panorâmica Geral

Parece que o Joínha virou escritor!

Estes também foram para abastecer o depósito... Acorda pá!

terça-feira, agosto 14, 2007

Barranhão




Comer do Barranhão, era comer a família toda do mesmo prato, o barranhão.
Estes pratos, vinham de Coimbra e no sul (Alentejo) são conhecidos como os pratos dos ratinhos.
Eram os pratos que estes levavam, quando iam para a campanha do trigo. Muitas vezes antes de partir vendiam-nos para não voltarem carregados. Os feijões com couves, eram um dos pratos confeccionados para ser comido do barranhão. Aqui mostro imagens de barranhões.
Também eram usados para o arroz doce e para as farófias.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Casa do Povo brinda Casegas com os "Velha Gaiteira"









Aos Velha Gaiteira, tal como prometido, cá está o filme partidinho aos pedaços.Obrigado mais uma vez malta! Foram espectaculares!
Para o Xico do Blog de S.Jorge obrigado pela reportagem e filmagens. Abraço!

segunda-feira, agosto 06, 2007

Velha Gaiteira e outras da CPC

Um espectáculo, os Velha Gaiteira! Encheram as ruas de Casegas de energia, musica e alegria... andaram com este sorriso e vigor do principio ao fim, apesar do calor.
Penso que também gostaram de ter vindo tocar para a CPC, pelo menos foi a impressão com que fiquei! Certamente nos veremos em breve.
Obrigado Ricardo Brás, Ricardo, Rui e Hervé. São excelentes! Contem sempre com a CPC para o que precisarem e esteja ao nosso alcance! Pode ser que vamos juntos aos Açores, era uma boa malha! Burlhões, Cabritos e Gaitadas!
Eira

Concerto
Tava cá um calor!! Umas fresquinhas bem merecidas não faltaram!
Casa do Povo
Adro
Karpinteiro
Lotação esgotada para o filme de "Casegas em 1975 + Exposição da artesã Graciela Costa".
Nesse dia tivemos ainda "Feijoada de beiço", tipicamente confeccionada sempre que alguém gostaria de ter tido as ideias mas não as teve a tempo. Pode ser que um dia publique aqui a receita... Na gíria caseguense é também conhecida por "dor de corno", que surge sempre que apregoamos que não há cultura na CPC e depois levamos um banho dela!!!