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sábado, outubro 16, 2010

E siga o gamanço...

Pois é, pedir desculpa só não chega, quem já PEC(ou) tem de assumir a responsabilidade pela "criancinha do orçamento". (Sem direito a dedução fiscal)
 
(por KAOS)

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Eles também andem aqui...Água do concelho da Covilhã aumenta 8%

Num Concelho com tanta água e num ano de tanta pluviosidade o que justifica os aumentos verificados na factura?


Só a ganância e o lucro fácil podem justificar aumentos de 8%. 
Aqui está um dos efeitos da venda de 49% da ADC a uma das empresas do grupo Somague que, lembre-se, também tem a concessão do tratamento das águas residuais (esgotos) - Águas da Serra e os silos do Pelourinho e shopping do Sporting -Parq C


(Quem administra a Covilhã ?????)


Quando lutámos contra a privatização tinhamos a noção de que iríamos pagar a água mais cara. Mas.... nem todos perceberam isso. Contudo recolhemos 6.000 assinaturas contra o negócio. Apesar disso o Sr Pinto, utilizando a maioria PSD, concretizou o negócio. Ficou com uns milhões de Euros para obras de utilidade e necessidade duvidosa e ....assim se renovam mandatos à custa da venda do património concelhio e do esforço da população que se traduz,neste caso, na factura de água.


É preciso e necessário informar e denunciar mais este "mete a mão no bolso"na população do Concelho quando "o cenário" montado pelo grande capital que nos desgoverna é o de congelamentos de salários e de reformas.


É necessário dizer ao Sr Pinto que já basta de atropelos e que já estamos fartos da sua politica municipal,assim como dos outros a nível nacional, desubjugação aos interesses dos privados lixando as populações.


Vitor Manuel Reis Silva, Eleito do PCP na Assembleia Municipal da Covilhã

Mais? Aqui (clicar)

quarta-feira, julho 01, 2009

quarta-feira, novembro 19, 2008

Interrupção Voluntária da Democracia

IVD

«Eu não acredito em reformas quando se está em democracia, quando não se está em democracia, é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se; e até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia», afirmou a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite.

Ela fala e ou entra mosca ou sai merda. Moscas que,com este frio, não há muitas.

Tirado ao Kaos

segunda-feira, julho 07, 2008

A Pátria do quintal dos malandros

Bilderberg 2008



"Braudel já pensava que a história não muda ao ritmo das necessidades sociais. Vamos ter que nos assoar durante muito tempo com a mesma trampa de sempre: Infelizmente!!!...Por alguma razão GUERRA JUNQUEIRO foi excluído dos programas escolares....É um autor inconveniente em tempo de conformismos...Incomoda, não é? Pois é!!!!!

Diz-se (dizemos) que estamos em maré de grandes vultos da escrita portuguesa e das suas opiniões acerca da política portuguesa.

Vejam, porém, o que Guerra Junqueiro dizia do comportamento do povo português e dos partidos políticos maioritários da altura (dois, por sinal...), e como hoje, passados mais de 100 anos, tal testemunho se aplica sem necessidade de alterar uma virgula que seja....

 “10 junho


Pátria

'Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
[.] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.'

Guerra Junqueiro 1896"

Por Casimiro Santos

Boa malha Casimiro!
Urge tocar nas feridas e denunciar a cambada de pantomineiros e sevandijas do Guerra Junqueiro. Há que correr com eles e começando já em 2009, acabando com estas maiorias "democráticas"
que camuflam estes pequenos ditadores sem escrúpulos que fazem definhar o país aos poucos, para que esta gentinha, os malandros e os compinchas do clube Bilderberg se banquetearem alternadamente à custa do povo.
É uma irresponsabilidade de todos os que não lutam, não procurar um futuro melhor para os que cá vão deixar.

quinta-feira, junho 12, 2008

OS MEDIA EM PORTUGAL E OS “ARGUMENTOS” DE SOCRATES



O 1º ministro, depois da manifestação de mais de 200.000 trabalhadores em Lisboa, irritado afirmou : "Não me impressiona os números.Impressiona os argumentos". São precisamente alguns desses argumentos que Sócrates se tem recusado a escutar, e a forma como têm sido tratados pela maioria (felizmente não todos) dos grandes orgãos de comunicação social que analiso neste estudo.



Espero que
ele possa ser útil.
Com consideração
Eugénio Rosa
Economista

Ler os argumentos

Sociedade Perturbada

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Há dias, Joaquim Aguiar disse, na SIC, que José Sócrates não está preparado para a governação do País. Afirmação contundente, vinda de um conselheiro de Presidentes e de primeiros-ministros. O dr. Cavaco também o não estava, e dirigiu a nação durante uma longa e penosa década. Sabe-se que teve nas mãos rios de dinheiro, que trocou prioridades e atribuiu ao betão uma importância superlativa. A maioria absoluta de que dispôs colocou o português comum em estado de crispação. E a soberba dos seus áulicos recriou o espírito de obediência servil, marca d'água do salazarismo. Estamos, actualmente, na mesma situação. Quem não está de acordo, fora da carroça.

Cavaco, como Sócrates, entendia, difusamente, os princípios fundamentais da democracia, que se não limitam a questões de estatística. A democracia exige uma cultura democrática, e a identidade dessa cultura baseia-se na conciliação do respeito mútuo com a dimensão colectiva. Ambos, homens tensos, hirtos, de temperamento autoritário, desprezam a manifestação, a rua, o ardor do protesto que associam duas injunções aparentemente contraditórias: a igualdade de tratamento e diferencia- ção. [É curioso que o dr. Cavaco tenha designado o 10 de Junho por Dia da Raça, terminologia oficial do salazarismo. Raça? Que raça?]

.
Até hoje, não tivemos dirigentes à altura das expectativas dos portugueses. As crises, acumuladas umas nas outras, atingiram um estádio insuportável. A agitação social dos últimos meses não culmina com a questão dos combustíveis e a revolta dos camionistas. E estabelece uma relação de continuidade, cujas origens estão no desfasamento de quem dirige com a realidade circundante, e na recusa obstinada em selar um novo pacto social, que não coloque no limbo o mundo do trabalho. Pescadores parados, milhares de camiões estacionados, duzentas mil pessoas em desfile protestatário, a Igreja a dar inequívocos sinais de incomodidade, através de declarações veementes de D. Manuel Clemente e de D. Manuel Martins, pronunciamentos políticos de diversos sectores - eis a representação de uma sociedade perturbada.

Sócrates não conseguiu dar resposta aos problemas mais rudimentares. Um homem novo, incapaz de proceder à evicção do que é antigo, cediço, bafiento, praticante da cartilha de Milton Friedman, experimentada no Chile de Pinochet e um pouco por todo o mundo - com sangrentos rastos de miséria, morte e desespero. Não tenhamos receio das analogias. A História é uma comparação permanente. E aqueles que a não conhecem estão condenados a repeti-la.

Aparece, agora, como "novidade", a candidata do PSD, cujo catecismo político pertence às regras e aos mandamentos dos Chicago Boys. Com perdão da palavra, assistimos à reincarnação do irracional.

Baptista Bastos

Escritor-Jornalista

terça-feira, junho 10, 2008

Dia de Portugal, de Camões e da Canalha que nos rouba.

Como não tive tempo para fazer um post assinalando o 10 de Junho, e uma vez que a roubalheira está na moda, roubei mais um precioso contributo ao Kaos.

 “10 junho

Para ampliar imagem clicar "AQUI"

Meus caros amigos

Como disse no post em que decidi fazer um intervalo na minha passagem pela blogosfera, ando farto desta merda em que estamos atolados, deste país de alterne onde nem somos governados pelas putas, mulheres que pelo menos vendem aquilo que é seu, mas pelos seus filhos, chulos que usam, abusam e vendem aquilo que é de todos nós. Agradeço os muitos comentários que fizeram e no fundo não posso deixar de me sentir “babado” por tanta gente dizer que aquilo que faço serve para alguma coisa e sensibilizado pela amizade demonstrada, mas não deixo de me questionar se realmente não acabo a servir o sistema que tanto critico. Que estamos nós realmente a conseguir mudar, que incomodo conseguimos nós fazer contra o movimento deste enorme e pesado comboio dos Bilderberg já em velocidade de cruzeiro. Até onde estamos nós dispostos a ir e fazer para o parar? Até onde tenho eu o direito de o fazer se isso colocar em causa o haver pão na mesa para os meus filhos? Posso eu perder o emprego, posso eu prejudica-los só porque estou convencido que de outra forma também o seu futuro está comprometido? Como posso eu dizer que a minha verdade é mais verdadeira que a desta gente? Eles têm tudo, os órgãos de comunicação, a força, a legalidade, e até o futuro dos meus filhos nas suas mãos. Eu só tenho a minha consciência burguesa, a minha lógica que me faz antever uma nova idade média e o meu medo. Tinha 17 anos em 1974, vislumbrei um país novo, um povo que solidário, uma alegria, uma cor e sentimentos que me fizeram acreditar que a utopia era possível. Até hoje nunca quis acreditar que estava enganado e recuso-me a aceitar o fim desse sonho. Como será possível concretizá-lo não sei, mas não posso desistir.
Fazer este blog pode contribuir para o tal “pauzinho na engrenagem”, mas é claramente irrelevante para avariar esta máquina que nos tritura. É necessário fazer mais, muito mais. Temos de ultrapassar os nossos medos, as regras que inventaram para nos manter bem comportados, os partidos, os sindicatos, e todas as organizações que criaram para nos fazerem festejar ou manifestar em dias certos e com hora marcada.
Hoje é dia de Portugal e amanhã volta a jogar a selecção para agitarmos as bandeiras e esquecermos as tristezas e as desgraças desta vida que a corja nos impõe. A revolta, essa terá de ser adiada para depois, para quando acabar o campeonato, quando acabarem os jogos olímpicos e o orgulho que vamos sentir de ver a Vanessa Fernandes de medalha de ouro ao peito, para depois do verão pois já todos temos as férias planeadas e marcadas. Depois, entre duas telenovelas, o Prós e o Contras ou no intervalo de um jogo do Benfica, talvez encontremos um tempinho para fazer uma revolução. Se não houver, podemos sempre escolher um dos partidos de alterne para votar e ficarmos de consciência tranquila pelo dever cumprido. Eu por mim cá continuarei a fazer bonecos sabendo que nada altero, mas satisfazendo-me só de pensar que possa, de quando em vez, irritar alguém. Se pelo menos conseguir que alguém sorria nesta vida cinzenta para onde nos estão a atirar já não será mau.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN

Este diz que é o "dia da raça"...
Que raça de gente esta!

Só o Kaos me faz rir neste país triste...

segunda-feira, junho 09, 2008

Não diz a comunicação social...Dizemos nós!

Como podemos verificar em mais um genial boneco do Kaos, ao cimo: "a Bilderberg production" em jeito de afirmação de que a ASAE é obra destas "toupeiras" que ninguém vê à luz do dia(pelo menos a fazer estas sacanagens) e muito menos na comunicação social, os "Bilderbergs".

E pergunta o caro e leitor e muito bem:
Quem é essa gente de quem nunca ouvi falar?
Então aqui vão algumas breves explicações acerca de quem são em Portugal e como operam à socapa:

São Grupo secreto de banqueiros internacionais, que reúne membros importantes de vários países, pessoas influentes na política e na imprensa.
Fundado em 1954 todos os anos têm reuniões secretas, não divulgadas na imprensa, planeiam guerras, estratégias, nova ordem mundial, situação económica mundial, etc.
O grupo influencia certas organizações como Banco central Europeu, Banco mundial, Nato e outras.
Bill Clinton, Tony Blair pertencem ao grupo.
De Portugal pertencem Pinto Balsemão, Jorge Sampaio, Santana Lopes, Durão Barroso, José Sócrates. (E talvez mais).
A última reunião em Portugal foi em 1999, em Sintra.
O grupo coexiste com outras formações poderosas e de composição complexa, como o G-8 ou o FMI.
O último encontro teria sido em Itália, Junho de 2004, Por “coincidência” Durão Barroso esteve em Itália, “foi ver o Papa”, e certamente participou do encontro.
____________________________________________
A Nova Ordem Mundial é sustentada pela pobreza humana e a destruição do ambiente. Dá origem ao apartheid social, promove o racismo e os conflitos étnicos, mina os direitos das mulheres e, frequentemente, precipita os países para confrontos destrutivos entre nacionalidades.
Tudo o que você ver acontecer, nos noticiários, na economia do seu país, todas as mudanças negativas, pode ter a certeza que é um avanço para a Nova Ordem mundial.
Os governantes irão sempre prometer maravilhas, mas ignore, Durão Barroso prometia baixar o Iva mas repare como ele subiu em flecha. Prometiam melhorar a economia e repare como mergulhamos há anos na crise.

A Maçonaria
Os nomes de alguns políticos famosos maçons
João Soares,Santana Lopes, Pinto Balsemão.
Mário Soares ( ex-presidente de Portugal) é Maçon. (a 22 de Julho de 2000 inaugurou o Museu da Maçonaria, na Quinta da Regaleira, Sintra).
Durão Barroso já participou em reuniões de Maçons, e tambem no encontro do Grupo Bilderberg em 1999 em Sintra.
Porque permanece a Maçonaria secreta? Ler mais aqui

Quer saber como os Bancos nos enganam? Como o dinheiro vem do nada? Como surge o endividamento ? Clique aqui: Quero toda a terra mais 5%

Delicie-se com mais algumas curiosidades acerca desta cambada, que nos ajudam a compreender muito do que se passa no país e no mundo em Realidade Oculta

É de ficar boquiaberto não é?
Yo no creo en bruxas, pero que l´ASAE, l´ASAE!

Palha podre?
- Não obrigado!

segunda-feira, junho 02, 2008

O futuro (?)































































































Não se esqueça de não abastecer nos postos Galp, BP e Shell nos dias 1,2 e 3 de Junho!
Alguém os mandou ir "roubar para a estrada"! E não é que vieram mesmo!?

sexta-feira, maio 30, 2008

Justiça Criminosa

«A JUSTIÇA CRIMINOSA»

NB: Não sabemos em que jornal foi publicado o artigo de Clara Ferreira Alves, e que aqui publicitamos, já que nos foi transmitido por amigo que também não conseguiu descobrir a fonte. Pela clarividência que revela , vale apena ler e meditar! ...


*A Justiça criminosa* por Clara Ferreira Alves

«Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhunm português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado. Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços do enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura. E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade. Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muito alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos.
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida? Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático? Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico? Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana? Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma. No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou? E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu. E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê? E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha. E aquele médico do Hospital de Santa Maria suspeita de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa.»

In Reginot

terça-feira, abril 08, 2008

Submissão sem frutos ao melhor estilo de Casegas


A distância da terra por vezes afasta-nos das coisas importantes da vida e da terra, mas não posso deixar de evidenciar o comentário de "viva o povo" na box, que a ser verdade, é mais uma vergonha ao bom estilo "lambe botas" a que Casegas nos vem habituando.

"Viva o povo: O vosso Presidente da Junta de Freguesia votou pela venda da água de Casegas à Somague. Contentes? Felizes? Quando receberem a factura de água podem agradecer-lhe o valor que irão pagar."

Em suma, uma submissão que poucos frutos tem dado ao nosso eleitorado.
Ao melhor estilo!