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segunda-feira, agosto 25, 2008

Caminheiros do Demo...

Este é o Filipe, o pioneiro das caminhadas em Casegas. Hà cerca de 20 anos caiu, bateu com a cabeça e consegui enganar os primeiros a subir a Serra da Estrela desde Casegas. Foram buscar "picas" ao Tonho Padeiro e andor...
(8 horas e meia depois e 24km em linha recta. Fiz questão de levar uma pequena representação do Núcleo de Caminhadas da CPC.
Da esquerda para a direita: Henrique, Christian, Fernando, Eu, Olivier e Filipe)

Assim nos chamou o meu amigo, companheiro das andanças e camarada meio índio, Ricardo da Velha Gaiteira:
"-Eh, caminheiros do demo!"
Achei piada e adoptei, pois esta caminhada é mesmo um inferno. Não sei o que me leva repeti-la sempre, apesar de ter prometido ao meu primo, amigo companheiro e camarada Filipe, que desta é que arrumei mesmo as botas, como sempre...O que é certo é que na 2ª vez que nos metemos nessa aventura, em meados da década de 90 (mês de Abril, o ano não consigo precisar), vimos no meio da tempestade a tal amiga de preto com a gadanha às costas...Fomos salvos por uma pequena bússola porta-chaves, que trazia por acaso na mochila que nos indicou o nosso N-NE, e desde essa data, nunca mais um voltou lá sem outro, algo que não consigo explicar. Nunca mais nos separámos...

(não tenho a certeza se esta é umas das construções do João pereira, construídas entre Casegas e a Serra. Olha, se forem, escusas de ir verificar esta João. Está em óptimo estado. Esta dista a cerca de 5horas de caminhada)

Olá! Nós somos o Filipe e o Rui Jorge somos masoquistas e temos um clube de sado-masoquismo que entra em actividade de 3 em 3 a 4 em 4 anos por volta das duas da manhã, tipicamente bem bebidos e sem dormir.
Procuramos
frustrantemente angariar novos masoquistas para o nosso clube sem sucesso...Bem, temos o Olivier que já repetiu a "dose", mas o Olivier não conta porque é maluco. Depois de subir a encosta mais difícil, a ultima, e dizer "Porra, já não me lembrava que esta era tão dura", passados minutos dizer: "para a próxima vimos a correr!". Dá para ver que o rapaz não é normal!

Prometo mais fotos para breve e mais algumas histórias desta espécie de "safari de malucos" . Provavelmente as mais espectaculares alguma vez aqui publicadas. Fotos estas que me deram algum alento para ir mais esta vez, uma vez que nunca havíamos feito qualquer registo.
Esta custou-me bastante...passei o caminho a arrotar a chouriça...

6 comentários:

Anónimo disse...

ainda te lembras de quem foram os primeiros?
e a descida até a Covilha ainda é feita a pé? tal como da 1ª.

Manjedoura disse...

se...

Mais ao menos...
para baixo não...ou porque são caminhos estradas a mais...sinceramente não sei...
Haverá pouco a disfurtar, se queres que te diga não sei porque não o fazem, mas deve prender-se ao facto de não "dar pica"...
Pessoalmente a encosta da Covilhã não me atrai muito. Aliás, para mim é a mais "menos bonita". A opinião do Filipe não deve andar muito longe disso...
Mas um regresso pelas Cortes ou Manteigas...Olha que não é mal lembrado(sem caminhos claro, ou violavamos os principios do sado-masoquismo pá!!!heheh!)
Mas com uma pausasita seria na boa.Não se pensando que descer montanha agreste é pêra doce...

Tens de vir repetir pá, que eu já arrumei as botas! O psicopata do Filipe é que não sei se o faz tão cedo...

. disse...

Jovem Rui, se dúvidas houvessem bastaria ler os teus textos para chegar a uma conclusão triste mas factual: escreves, de longe, muito melhor que a esmagadora maioria dos Universitários, eu incluido. Isso é escola à antiga ou nasceste assim? Acredita que a maioria dos meus alunos escreveria "ixo é xkola à ãtiga ou nasces-te (!!!!!!) axim? os nasces-te, disses-te, fizes-te, disses-te, etc etc é que me partem todo! nem mesmo os tradutores e "legendadores" de filmes (pirateados ou não) se escapam!

Um abraço
Freire

Manjedoura disse...

Sempre atento este Freire...
Tens razão...é o ensino que temos. Tive sorte, ainda aprendi alguma coisa na primária, o suficiente...

Abraxhuu Freire!

Anónimo disse...

Manjedoura,
A próxima vez que decidiem ir avisa que também não me importo de experimentar. Desta forma pode ser que recorde os tempos da tropa e das marchas forçadas...

Um abraço

Abrantes

Anónimo disse...

Ser escuteiro, é mais do que acampar

É mais do que gostar, de um dia diferente

É servir com garra e confiança

forte canhota