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quinta-feira, novembro 04, 2010

José Mário Branco - FMI (ao vivo/audio) parte 1



A ver se nos entendemos!
Afinal é a musica escrita em finai dos anos 70 que é actualissima, ou é o país que está igual aos finais dos anos 70?

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Censura. Eles andem aí....

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.

Este artigo foi censurado no JN

quarta-feira, novembro 25, 2009

Gripe Suína. Vejam isto depressa, antes que retirem este vídeo



O depoimento da ex-Ministra da Saúde da Finlândia, Dra. Rauni Kilde, é muito claro e corajoso.


(pena é a sra ter sido dada como incapacitada para o serviço devido a perturbações mentais, e agora passar o tempo a escrever livros sobre teorias de OVNIS e Conspirações mundiais... :s) De qualquer maneira a culpa não é dela, porque qualquer um se põe a imaginar cenas destas, porque andarem com estes alarmismos e normas e vacinações em massa só por causa da porcaria de uma gripe que mata menos que a gripe sazonal... lá que é estranho é... :s

sexta-feira, novembro 13, 2009

...e mais uma do KAOS para esta avestruz e outras aves de rapina


Todos sabem o que penso e a falta de confiança que o Engenheiro me merece. Nem duvido, por todas as histórias tão mal contadas que aconteceram no passado, que até possa haver motivos para investigação e acusação por razões menos claras, neste e em outros casos em que está envolvido. Já a Manuela Ferreira Leite tem o condão de dizer o pior que pode dizer de cada vez que abre a boca. Em vez de ir para a Assembleia, armada em Urubu por cima do cadáver político do Engenheiro fazer folclore político, mais valia que apresentasse propostas e soluções que obviem a que a corrupção seja possível em Portugal. Proponha acabar com o sigilo bancário, com o enriquecimento ilícito e o agravar das penas para os culpados. É que também não nos podemos esquecer que as leis que temos, as leis que permitem que este país esteja nesta bandalheira, que a corrupção esteja institucionalizada e que nunca se consiga condenar os culpados também é da responsabilidade do PSD. O que falta é uma verdadeira vontade de acabar com a corrupção e o compadrio por parte de todos os que no poder, não vão tentações do diabo fazê-los cair em tentação.

quinta-feira, novembro 06, 2008

A banca nacionalizou o governo


5 11 2008

A banca nacionalizou o Governo

A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada
Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio. Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa. E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise. Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior. Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.
A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.
Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade. Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos. Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.

Ricardo Araújo Pereira

in Público, 16 Out 2008


quarta-feira, outubro 15, 2008

A Europa que temos

União Europeia

Depois da Angela Merkel ter vindo dizer que os políticos europeus deviam pegar numa "Mala de Ferramentas" para cuidar da crise, os lideres europeus resolveram o assunto fazendo cada governo colocar à disposição da Banca a módica quantia de vinte mil milhões de Euros. Esta é a demonstração clara de que na alta finança o crime compensa e que os estados estão reféns dessa mesma alta finança. Quem perde, perdemos todos que vemos o dinheiro dos nossos impostos a serem utilizados para salvar os ladrões, enquanto as vitimas, todos nós, temos de pagar para os safar. Pena é que só haja dinheiro para salvar esta gente e nunca quando ele é necessário para criar empregos, para acabar com a pobreza e a miséria. A crise só é de falta de dinheiro quando atinge os mais pobres porque para os mais ricos nunca falta.

KAOS

terça-feira, outubro 07, 2008

Será este o principio do fim do Capitalismo?

(clicar para aumentar)

De facto o sistema deixou de olhar o ser humano como pessoa e passou ser um mero indicador de Lucro. Os trabalhadores são vistos como mercadorias e são medidos com indicies de produtividade, estatísticas, gráficos para se perceber como podem sempre produzir mais por menos isto é gerar mais lucro.
O Social rendeu-se por definitivo ao Económico.

Então e as emoções?
Os sentimentos?
O ser Humano?

A família?
A criatividade?
A entre ajuda?
A repartição dos bens?

Cuidado com o Abismo…!
Está nas nossas mãos a recriar um sistema que cuide dos seres humanos e do Planeta, senão não valerá a pena termos filhos!!!


"O Caminho Faz-se caminhando"
António Machado

terça-feira, setembro 30, 2008

Os pobres e os Povos desarmados à condução da História, já!

2008 SETEMBRO 30

O Grande Capital sempre foi louco, intrinsecamente demente-demente, perverso, mentiroso e assassino. A Ordem Económico-Financeira Mundial por ele gerada só poderia acabar por ser uma (Des)Ordem Mundial à sua imagem e semelhança. Deveríamos saber isso, desde sempre. Por mim, não me tenho cansado de o lembrar. Sem grande sucesso. Ou mesmo sem nenhum sucesso. Porque, infelizmente, os que continuam aí a conduzir a História ainda não são os pobres e os povos desarmados como eu, mas os grandes ricos e os poderosos como Bush e como o papa de Roma. Juntamente com todos os seus assessores, qual deles o mais demente-demente. Por sinal, todos muito mais loucos, dementes-dementes, perversos e assassinos que o Grande Capital. Porque foram os grandes ricos e poderosos do mundo que pariram o Grande Capital. E ele, uma vez independente deles e dos povos do mundo, está hoje aí, finalmente, a fazer de todos nós, gato-sapato. Entre nós próprios, os seres humanos, e o Grande Capital , sempre temos corrido, na peugada dos grandes ricos e dos poderosos, a escolher o Grande Capital, em vez de nos escolhermos a nós próprios e ao Planeta. Deveríamos travá-los, aos grandes ricos e aos poderosos do mundo, e travar o Grande Capital, ter mão neles e nele. Infelizmente, corremos mais eles e, na nossa demência-demência, até os constituímos nossos guias, nossos chefes, nossos reis, os Executivos das nossas nações. Semelhante demência-demência humana só podia dar no que deu. E hoje, o Século XXI que poderia e deveria ser o século da plenitude do Humano, está a ser o da plenitude da demência-demência humana. Estamos todos - pessoas, povos e planeta - sob o jugo do Império do Grande Capital. Até hoje, não descansamos enquanto não criamos e alimentamos um Ídolo maior do que nós, o Grande Deus Dinheiro, em lugar de trabalharmos dia e noite para levarmos a nossa própria criação, como seres humanos, ao seu termo. Agora, o Ídolo ou Grande Deus Dinheiro que criámos tornou-se um Monstro, uma Besta indomável, e passou a mandar em nós. É a Descriação humana no seu pior. Estamos, por isso, de regresso ao Caos. Não, obviamente, ao Caos inicial, que esse ainda foi o do Começo da vida. Ao princípio, era o Caos, diz o texto bíblico, no seu primeiro livro, o do Génesis. O de hoje, obra da nossa demência-demência, é o Caos da Sucata, do Ferro-velho, da Desagregação, da Descriação, da Morte global. Jesus, o de Nazaré, o Humano por antonomásia, o Alfa e Ómega do Humano, bem advertiu os seus irmãos humanos, as mulheres e os homens do planeta, sobre o desviado rumo que estávamos a imprimir à História e que, se prosseguíssemos por ele, acabaríamos todos no Abismo. Disse-o com a solenidade dos grandes Momentos. Assim: "Atenção! Ninguém pode servir a dois Senhores com objectivos opostos entre si. Não podeis servir a Deus e ao Dinheiro". Riram-se dele, na altura, os saduceus, que já então gostavam muito de Dinheiro. Ainda hoje, se riem. E com os saduceus, riram-se também os sumos-sacerdotes do Templo de Jerusalém, o rei Herodes e, sobretudo, o imperador de Roma. Ainda hoje se riem. Trataram-no todos à uma como o louco dos loucos. Ainda hoje, tratam. E, quando ele se atreveu a dar um passo mais e lhes disse, olhos nos olhos, que os loucos eram eles, por isso, cegos e guias cegos, eles não suportaram tanta Verdade desarmada e correram a matá-lo na Cruz do seu Império, para que nunca mais ninguém se atrevesse a repetir semelhante Verdade, aos ouvidos deles, pura blasfémia. Ainda hoje fazem o mesmo. Mas eis que, vinte séculos depois, os factos estão aí bem à vista. Só que os cegos e guias cegos do planeta continuam a não querer ver. E, perante o Caos global da Sucata e da Morte a que conduziu a sua demência-demência humana, insistem demencialmente nela. Em vez de decapitarem o Grande Capital, correm, na demência das demências, a fornecer-lhe milhares e milhares de milhões de dólares e de euros. São tão cegos, que ainda não viram que o Grande Capital o que pretende não é apenas nem sobretudo mais capital. Também o quer, é verdade, e cada vez mais concentrado, cada vez mais acumulado em poucas mãos. Mas o que o Grande Capital mais quer são as pessoas e os povos, são os seres humanos. Até reduzir tudo a Sucata, a Morte. O Grande Capital odeia a vida humana, os afectos, a ternura, o carinho, a paz, o prazer, o beijo, o abraço, a mesa-partilhada, o ar puro, a beleza, a poesia, a cultura, a arte, a graça e a verdade, numa palavra, a Política feita de Práticas maiêuticas ou libertadoras. Jesus, o de Nazaré, a Luz do Mundo, percebeu como ninguém que o Grande Capital é o inimigo número um dos Seres Humanos e dos Povos. Os Seres Humanos e os Povos ainda não perceberam. Nem querem perceber. E, por isso, estes nossos dias são de demência-demência humana. E poderão levar à Demência Global. Se assim for, acabaremos todos numa guerra global, cósmica como nunca houve desde o início, com bomba atómica e nuclear e tudo. Ou mudamos de rumo e de líderes, ou corremos a alta velocidade para o Caos da Sucata, da Morte. Ou decapitamos já o Grande Capital e temos mão nos seus Executivos mundiais dementes-dementes, ou acabamos juntamente com eles no Grande Abismo. O século XXI - volto a dizê-lo aqui com a solenidade dos grandes Momentos - será jesuânico, ou não será. A escolha é nossa. Cada dia que passa sem escolhermos e escolhermos bem, torna-se muito mais difícil evitar o Caos da Sucata, da Morte. Apressemo-nos a escolher bem e a decidir bem. Distrairmo-nos nestes dias com os futebóis dos Milhões e com o vomitado discurso do sucesso do nosso pinóquio primeiro-ministro, chega a ser obsceno. Decapitemos o Grande Capital. Mudemos de rumo. Cooperemos activamente com Deus-Vivo-e-Criador, mais íntimo a nós do que nós próprios, para levarmos à plenitude a Criação dos seres humanos que o Grande Capital tem sistematicamente impedido. Os pobres e os Povos desarmados à condução da História, já! É Hora!