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terça-feira, abril 27, 2010

A classe de um Embaixador...


Há dias, um aprendiz de jornalista brasileiro de Porto Alegre, de seu nome Polipio Braga, publicou a seguinte notícia: Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento. Há apenas uma semana, em apenas quatro anos, o editor desta página visitou pela quinta vez Lisboa, arrependendo-se pela quarta vez de ter feito isto. Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento.
É como visitar a casa de um parente malquisto, invejoso e mal-educado. Na sexta e no sábado, dias 24 e 25, Portugal submergiu diante de um dilúvio e mais uma vez mostrou suas mazelas. O País real ficou diante de todos.
Portugal é bonito por fora e podre por dentro. O dinheiro que a União Europeia alcançou generosamente para que os portugueses saíssem do buraco e alcançassem sem seus sócios, foi desperdiçado em obras desnecessárias ou sumptuosas.
Hoje, existe obra demais e dinheiro de menos. O pior de tudo é que foi essa gente que descobriu e colonizou o Brasil. É impossível saber se o pior para os brasileiros foi a herança maldita portuguesa ou a herança
maldita católica. Talvez as duas.
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Esta Nota mereceu a seguinte resposta do nosso Embaixador:

Brasília, 8 de Dezembro de 2006

Senhor Políbio Braga

Um cidadão brasileiro, que faz o favor de ser meu amigo, teve a gentileza de me dar a conhecer uma nota que publicou no seu site, na qual comentava aspectos relativos à sua mais recente visita a Portugal. Trata-se de um
texto muito interessante, pelo facto de nele ter a apreciável franqueza de afirmar, com todas as letras, o que pensa de Portugal e dos portugueses. O modo elegante como o faz confere-lhe, aliás, uma singular dignidade
literária e até estilística. Mas porque se limita apenas a uma abordagem em linhas muito breves, embora densas e ricas de pensamento, tenho que confessar-lhe que o seu texto fica-nos a saber a pouco. Seria muito
curioso se pudesse vir a aprofundar, com maior detalhe, essa sua aberta acrimónia selectiva contra nós. Por isso lhe pergunto: não tem intenção de nos brindar com um artigo mais longo, do género de ensaio didáctico, onde possa dar-se ao cuidado de explanar, com minúcia e profundidade, sobre o que entende ser a listagem de todas as nossas perfídias históricas, das nossas invejazinhas enraizadas, dos inumeráveis defeitos que a sua
considerável experiência com a triste realidade lusa lhe deu oportunidade de decantar? Seria um texto onde, por exemplo, poderia deter-se numa temática que, como sabe, é comum a uma conhecida escola de pensamento, que julgo também partilhar: a de que nos caberá, pela imensidão dos tempos, a inapelável culpa histórica no que toca aos resquícios de corrupção, aos vícios de compadrio e nepotismo (veja-se, desde logo, a última parte da Carta de Pêro Vaz de Caminha), que aqui foram instilados, qual vírus crónico, para o qual, nem os cerca de dois séculos, que se sucederam ao regresso da maléfica Corte à fonte geográfica de todos os males, conseguiram ainda erradicar por completo.
Permita-me, contudo, uma perplexidade: porquê essa sua insistência e obcecação em visitar um país que tanto lhe desagrada? Pela quinta vez, num espaço de quatro anos? Terá que reconhecer que parece haver algo de inexoravelmente masoquista nessa sua insistente peregrinação pela terra de um "parente malquisto, invejoso e mal-educado". Ainda pensei que pudesse ser a Fé em Nossa Senhora de Fátima o motivo sentimental dessa rotina, como sabe comum a muitos cidadãos brasileiros, mas o final do seu texto, ao referir-se à "herança maldita católica", afasta tal hipótese e remete-o para outras eventuais devoções alternativas. Gostava que soubesse que reconheço e aceito, em absoluto, o seu pleníssimo direito de pensar tão mal de nós, de rejeitar a "herança maldita portuguesa" (na qual, por acaso, se inscreve a Língua que utiliza). Com isso, pode crer, ajuda muito um país, que aliás concede ser "bonito por fora" (valha-nos isso!), a ter a oportunidade de olhar severamente para dentro de si próprio, através da arguta perspectiva crítica de um visitante crónico, quiçá relutante.
E porque razão lhe reconheço esse direito? Porque, de forma egoísta, eu também quero usufruir da possibilidade de viajar, cada vez mais, pelo maravilhoso país que é o Brasil, de admirar esta terra, as suas gentes, na sua diversidade e na riqueza da sua cultura (de múltiplas origens, eu sei). Só que, ao contrário de si, eu tenho a sorte de gostar de andar por onde ando e você tem o lamentável azar de se passear com insistência
(vá-se lá saber porquê!), pela triste terra dessa "gente que descobriu e colonizou o Brasil". Em má hora,claro!
Da próxima vez que se deslocar a Portugal (porque já vi que é um vício de que não se liberta) espero que possa usufruir de um tempo melhor, sem chuvas e sem um "dilúvio" como o que agora tanto o afectou. E, se acaso se
constipou ou engripou com o clima, uma coisa quero desejar-lhe, com a maior sinceridade: cure-se!
Com a retribuída cordialidade do Francisco Seixas da Costa
Embaixador de Portugal no Brasil

Boas malhas

quinta-feira, junho 12, 2008

Uma porreira sexta feira 13 para o Cherne&Cia.

<Segundo as últimas pesquisas, 35% dos irlandeses devem votar contra o Tratado, e 30% a favor, enquanto 28% ainda estão indecisos e 7% não devem votar.

O Tratado de Lisboa adotado pelos líderes da União Européia na reunião de cúpula realizada no dia 13 de dezembro do ano passado na capital portuguesa substitui a fracassada Constituição Européia e põe fim a mais de dois anos de crise no bloco, mas não satisfaz aos que questionam o futuro da UE em pontos como sua ampliação e integração.

O Tratado estabelece personalidade jurídica para a União Européia, para que ela possa assinar acordos internacionais em nível comunitário. Além disso, ele determina a nomeação de um Alto Representante para a Política Exterior e de Segurança Comum do bloco e estabelece a aplicação formal da dupla maioria a partir de 2014. Atualmente, as decisões são tomadas por consenso.

O objetivo da UE é que o Tratado seja ratificado por seus 27 membros durante este ano para que entre em vigor em 1º de janeiro de 2009.>>

Folha Online

Salva-nos desta cambada, Irlanda! Please!

(Já que o ditador sócretino não cumpriu com mais uma promessa: a de referendar esta matéria. Haveria já compromissos assumidos com os Bilderbergs? Provavelmente)


segunda-feira, junho 02, 2008

O futuro (?)































































































Não se esqueça de não abastecer nos postos Galp, BP e Shell nos dias 1,2 e 3 de Junho!
Alguém os mandou ir "roubar para a estrada"! E não é que vieram mesmo!?

quinta-feira, maio 22, 2008

O PinókiKalimero

O Calimero

Ontem o Engenheiro considerou que esta crise mundial como uma injustiça para este governo que tanto fez para equilibrar as contas publicas e que agora vê tudo a desmoronar-se à sua volta. É uma injustiça para nós portugueses, não para o governo do Engenheiro que está a ser vitima exactamente das políticas que defende. Quem defende o liberalismo, quem defende o capitalismo global, quem defende que devem ser os mercados a auto regularem-se, quem defende a retirada do estado de todo o lado? Eu não certamente, e aqui já o referi diversas vezes, pelo que afirmo que a culpa é dele, do Engenheiro, dos Portas, dos Santanas, dos Cavacos, de todos os que deram mão livre aos senhores do grande capital e agora se admiram que eles abusem. Estavam à espera de quê?

kaos

sábado, março 29, 2008

Casegas lá fora. Correio "Avec".

Não hà là Estrela, hà là Alpes...A minha querida prima Sandra(ganda maluca!), Silvie e Noel.
Silvie, estás bem? Parece que vais fazer uma pega de touros...ou um agente do Matrix
Christien, João Claude, e Armando
(Qual dos seis o mais maluco? Bem a Noel não é das piores...)
UM ABRAÇO A TODOS! ATÉ PARA O VERÃO!

quarta-feira, janeiro 09, 2008

2ª Piada do dia

O nosso 1º Hoje acordou muito bem disposto. Leram a piada do post anterior?
Então aí vai uma mais fresquinha!

No debate parlamentar acerca de 30 minutos, Sócrates para Portas:
-Ó Senhor deputado, eu não tenho medo do povo nem de levar o tratado a referendo!!!

lol

Bem, este tipo ainda consegue ser mais demagogo que o Portas! O que é obra!

Diz que é uma espécie de ditadura modernizada!


Noticia do dia
Em Fevereiro de 2005, os socialistas, liderados por José Sócrates, venceram, pela primeira vez, em Portugal, as eleições legislativas com maioria absoluta e assumiram como compromisso programático a realização de um referendo ao então Tratado Constitucional da UE.
José Sócrates, que hoje vai propor a ratificação em Portugal do novo Tratado da UE por via parlamentar, apenas se afastou da defesa do referendo depois dos resultados negativos das consultas populares à Constituição Europeia em França e na Holanda.

«Nenhuma razão impede que o Tratado Europeu seja sufragado pelos portugueses, em simultâneo com as eleições autárquicas»
(José Sócrates, 12 de Março de 2005)

Piada do dia:
- Então senhor 1º Ministro, disse que ia haver referendo ao Tratado europeu, e agora nada?
- Ah e tal, mas agora já não se chama assim!

Senhor Sócrates, sabemos que há quem chore de alegria. Mas não acha que querer que riamos de tristeza, é assim um bocadito a abusar?


Mentiroso!!!Toma lá os resultados do Casegas Vai Nua!
Bom proveito!

Sim, deve haver um referendo e esclarecimento (21) 45%


Estou pouco esclarecido, não há muita informação (14) 30%
Não, que decidam por mim (11) 23%
Não me interessa. A Europa não tem servido a Portugal (1) 2%

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Meter ou não meter na gaveta o socialismo

Chavez perdeu o referendo, pela margem mínima e aceitou a derrota.
Aliás, todas as eleições na Venezuela são certificadas por observadores internacionais.
Mas todos nós assistimos e continuaremos a assistir na nossa comunicação social a ataques permanentes contra ele como se fora um ditador.
Segundo "espertos" cá deste país, Chavez é um ditador porque se pretendia perpetuar no Poder.
Perpetuar como? Sem eleições?

Afinal o que propunha Chavez sobre a eleição presidencial no referendo?

Que o presidente da República da Venezuela pudesse candidatar-se à reeleição e em plena igualdade com todos os demais candidatos, sem limitação do número de mandatos.
Chavez ou qualquer outro que fosse o chefe de estado teria sempre de competir em eleições nos períodos já constitucionalmente estabelecidos.

Este princípio já existe em muitos países do mundo. Porque é que os patrões da nossa comunicação social só dizem que Chavez se pretende perpetuar?

Na vizinha Colômbia, o presidente Uribe pretende fazer uma reforma idêntica. Alguém diz o mesmo dele?

Aaahhh!!! Pois, pois…Mas Uribe é amigo intimo de Bush e governa apoiado nos narcotraficantes…logo, um «democrata" para os donos da nossa comunicação.

E na Europa?

Por exemplo, na Alemanha e na Itália os presidentes da república são eleitos pelos partidos do parlamento (com uma ou duas câmaras) e não por sufrágio directo do povo. Quem concentra o máximo poder é o primeiro ministro que pode ser reeleito as vezes que entender.
Nas monarquias europeias ainda é pior.
Os reis e seus descendentes são "eternos" e quem manda, os primeiros ministros, podem ser reeleitos permanentemente.

Então, qual a diferença???

É que o Chavez diz-se socialista como muitos outros mas, ao contrário deles, não há maneira de meter o socialismo na gaveta…
E isso os patrões da nossa alta finança que são donos das TV's , jornais e rádios não perdoam

Agora Imaginem apenas por exercício de raciocínio, que daqui a uns tempos, o Chavez apresentava uma proposta de nova reforma constitucional como na Europa fizeram à Constituição rejeitada e se lembrava de a aprovar no parlamento, o que diria a nossa comunicação social?
DITADOR!!!

Mas não é isso que se está a pretender fazer na Europa?

Lembram-se do referendo em França à constituição europeia em que os franceses disseram Não?
Nessa altura o actual presidente da republica francesa, Sarkosy, que era ministro do interior de Chirac, disse que aceitava a decisão universal dos franceses.

Que diz agora Sarkosy?
Com medo de perder de novo em referendo, defende acérrimamente a aprovação do tratado constitucional no parlamento.
E agora, que dizem os nossos patrões?
«DEMOCRACIA!»

E em Portugal? Como se fazem as alterações constitucionais?

Para além das várias alterações constitucionais sempre decididas por PS
e PSD juntos no parlamento, já houve alterações constitucionais por motivos
internacionais, como adesão à U.E., tratado de Maastricht, adesão à moeda
única, adesão ao Tribunal Penal internacional.
Consultas por referendo popular como fizeram outros povos, nem vê-los, apesar de insistentemente pedidas.
Agora chegou o tratado constitucional europeu.
O PS deu-se ao trabalho de prometer um referendo no programa eleitoral pelo qual foi eleito em 2005.
Agora Sócrates e a elite que manda no PS querem que seja aprovado no parlamento.

Claro, Sócrates é de confiança para a alta finança que domina o país e os "media".
Se fosse o Chavez a fazer exactamente isso…era arrasado como sendo um ditador.

Não sou apoiante do Hugo Chavez mas...

Porque No Vos Callais de Vez Faslos Democratas,Pseudo Socialistas e Partidos do Centrão!!Já que Sois os Responsáveis da Desgraça Mundial?‏

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Hoje sou um asno decepcionado!

Referendo na Venezuela Com um total de 97% das urnas apuradas, 50,7% dos votantes --o equivalente a cerca de 4,5 millhões-- optaram pelo "Não", contra 49, 29% -- cerca de 4, 3 milhões-- que escolheram o "Sim".

"Eu compreendo e aceito que a proposta que fiz foi profunda e intensa", afirmou Chavez, ao comentar a vitória da rejeição à reforma da Constituição de 1999.

"Parabenizo os meus adversários por esta vitória. Com o coração digo a vocês que por horas estive em um dilema. Saí do dilema e já estou tranquilo, espero que o venezuelanos também".

Hugo ChavezEstava já eu esfregando os cascos e afiando ferraduras para apontar baterias a Hugo Chavez e chamá-lo de ditador tirano e filho da puta para cima e que a votação do referendo realizado hoje, em que eram votadas a alterações à constituição Venezuelana, havia sido forjada...eis que o raio do sacripanta, resolve perder o referendo! Nunca lhe perdoarei!

Muito bem feito "ditador" que me enganaste, aliás, "aprendiz de ditador", assim é que está bem! Sim, porque cá por paragens europeias e portuguesas, essa coisa de "democracias" já não cola! Por cá, as práticas Socráticas ou Burrosas fazem qualquer Chaves parecer Madre Teresa de Calcutá. Já alguém ouviu falar em referendo à constituição europeia? Pois, exacto, eu também não...!
Hoje sou um asno português roído de inveja, frustrado e envergonhado!
Perdoe-me Senhor das minhas más intenções para com o mauzão do Chavez, pois o vidro está caro, e com este tempo, ficar sem telhado na palhota, não me dá grande jeito! Talvez lá para a primavera ou verão volte a apontar baterias a Chavez, quando o telhado não fizer tanta falta.
Até lá, vou-me entretendo cá pelo inóspito Portugal.