Que obra deixa o homem e seus muchachos? Uma sede de Junta de vão de escada onde no piso utilizável mal cabem duas secretárias e a luz natural não entra. Ao lado o esqueleto de uma casa que diziam iria servir de museu dos monos. Mais ao lado uma posto médico exíguo onde uma única casa de banho é partilhada por H/M e no gabinete médico mal cabe a secretária do médico e uma maca/marquesa. Num recanto do Adro um estaleiro a céu aberto com tractores alfaias e lixo como paisagem de fundo para quem se dirige ao museu Monsenhor Bráz. Na área ribeirinha, junto à ponte, uma ribeira poluída, um parque de lazer votado ao abandono e um terreno público que supostamente seria para parque de campismo mas onde o Luís Grilo pastoreia a cabrada. Lá para os lados do Braceiro uma barraca que pomposamente na altura chamaram de ecoponto. Caminhos beneficiados lá para as bandas da aldeia das montanhas que servem a maison do maire e do encarregado geral.
Casas em ruínas, Aldeia sem gente, Igreja sem fiéis, escola sem alunos, terras ao abandono e outras desgraças a que nos condenaram.
Que Deus nos acuda
Surge Janeiro frio e pardacento, Descem da serra os lobos ao povoado; Assentam-se os fantoches em São Bento E o Decreto da fome é publicado. Edita-se a novela do Orçamento; Cresce a miséria ao povo amordaçado; Mas os biltres do novo parlamento Usufruem seis contos de ordenado. E enquanto à fome o povo se estiola, Certo santo pupilo de Loyola, Mistura de judeu e de vilão, o Também faz o pequeno "sacrifício" De trinta contos - só! - por seu ofício Receber, a bem dele... e da nação. JOSÉ RÉGIO Soneto escrito em 1969. Tão actual em 1969, como hoje...
VENDE-SE CASA COM 650m de terreno (CASEGAS).
R/C amplo, com paredes de 1m de espessura, com estrutura em betão armado. Soalhos em bom estado de conservação. Com alambique.
ESTA VALE A PENA DIVULGAR!!! é uma verdadeira
vergonha...
...batendo as asas pela noite calada... vêm em bandos, com pés de veludo...» Os Vampiros do Século XXI:
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores - principescamente pagos - daquela instituição bancária.
A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço
qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem.
As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruir da isenção dacomissão de despesas de manutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta.
Ora sucede que muitas contas da CGD,designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposiçãolegal.
É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão deEUR243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.
Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria.
O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucrosfabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com «obscenas» pensões (para citar Bagão Félix), a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos.
É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade.
Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa.
em respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.
Medita e divulga... Mas divulga mesmo por favor...
Cidadania é fazê-lo, é demonstrar esta pouca vergonha que nos atira para a miserabilidade social.
Este tipo de comentário não aparece nos jornais, tv's e rádios... Porque será???
Eu já fiz a minha parte. Faz a tua.
Foi lançado pela Ministra da Cultura o Lince-conversor para a nova ortografia, produzido por uma equipa do Instituto de Linguística
Teórica e Computacional, sob a orientação da Prof. Doutora Margarita
Correia. É uma ferramenta gratuita que permite converter documentos
inteiros à velocidade da luz, transformando o português de antes no
português de amanhã. Está disponível no Portal da Língua Portuguesa,
em:
Quando passar numa das principais artérias da cidade de Lamego, não vai precisar de muita atenção para esbarrar numa original placa. Não se trata de um escritório de advogado, ou um consultório médico, nem mesmo de um gabinete de contabilidade, mas sim da novíssima profissão liberal de, imagine lá... deputado!A mediocridade não enxerga além de si mesma, já dizia Doyle e, antigamente este tipo de pessoas recebiam apropriado adjectivo mas hoje, ainda que tal aconteça pouco lhes importa... já perderam a noção do ridículo e a vergonha!
"Socialistas"...Do PS, que eu conheça, chegam os dedos duma mão para os contar. Lobos vestidos de ovelha e sepulcros caiados de branco...?UUUUII isso é mato!
Comprem que vale a pena, este trabalho de sons da nossa região e não só. Não é aquele album estridente de gaitas que por vezes chega a maçar. Está bem arejado de belas vozes e novas sonoridades trazidas também por vários artistas convidados da Velha.
«Se há palavras realmente repugnantes são as decentes.» «É pior falar mau português do que falar mal em bom português»... «E, para obscenidade, já basta a vida em si.»
O Largo de São Carlos serve de abrigo para a poesia erótica e satírica. Rita Blanco, Miguel Guilherme e Diogo Dória emprestam o corpo e a voz aos poemas de Bocage, Alexandre O'Neill, Mário Henrique Leiria, Mário Cesariny, Bernardo Soares, Alberto Pimenta, Pedro Mexia, Miguel Esteves Cardoso, Adília Lopes, entre outros.
Se soubesse que a "capsaicina" destruia o lixo que paira na represa junto à ponte, plantava lá uns pezitos de piripiri. Jamais se viu aquele local com tanta imundicie a boiar. Como se não bastassem latas garrafas e sacos de plástico, temos agora misturado um líquido oleoso e esbranquiçado, quiçá oriundo da lavagem de pincéis e betoneiras de alguma obra que tem ligação à rede de águas pluviais que serve o arruamento entre a fonte do marco e a ponte ou outras que nela desembocam.
Onde param os Autarcas da Junta de Freguesia que se eclipsaram e ninguém vê? É verdade que acabou o tempo das vacas gordas mas fazer vista grossa a tudo é incompetência, incúria e irresponsabilidade.