sexta-feira, março 14, 2008

Olhem-me para este palermoide, a chamar "hooligans" aos professores


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Leia a resposta a este palerma aqui

E assim vai o jornalismo em portugal...há sempre alguém ao serviço do governo a fazer o "dirty job". Este deve andar a ver se xuxa alguma coisa, aliás, este já xuxa há muito tempo!

quinta-feira, março 13, 2008

O profeta da desgraça...

O Nababo

Em declarações aos jornalistas no Fórum do Diário Económico sobre Banca e Mercados de Capitais, em Lisboa, Vítor Constâncio disse que "o custo de financiamento para os bancos vai aumentar". "Até agora, os bancos não reflectiram isso concretamente, mas a continuação desta situação, se não houver uma normalização nos mercados internacionais, terá reflexos no preço a que os bancos oferecem os serviços aos seus clientes", acrescentou o governador.

Não há dia em que, quando vejo aparecer este profeta da desgraça nas televisões, sei que vêm aí mais uma maldição. Não há vez em que ele fale que não nos recite a Bíblia dos Bilderberg em homilias de louvor ao Deus do Lucro e do Capitalismo. Quem reclama para si salários milionários não se cansa de nos condenar a salários cada vez mais baixos, vem agora informar-nos que os Bancos tem toda a razão em nos assaltar ainda mais as contas. Custa a entender toda esta crise financeira, em que a ganância da banca por lucros cada vez maiores, acaba em problemas de crédito mal parado e, somos nós que temos de a pagar. Custa a entender que a Banca se queixe de problemas quando apresenta aumentos de lucros superiores a 20 ou 30 por cento. Custa a entender que queiram que sejam aqueles que perdem poder de compra todos os anos que tenham de sustentar os salários e reformas de milhões que os abutres recebem. Vai custar a entender e a aceitar vermos os custos das nossas contas bancárias aumentarem ou, quando finalmente conseguirem cobrar.nos um euro e meio de cada vez que nos dirigirmos a uma Caixa Multibanco. O Governador do Banco de Portugal devia estar ao serviço do estado, ou seja dos cidadãos, que são quem lhe paga principescamente os salários e as mordomias que recebe, e não de interesses privados e de lucros das arábias para meia dúzia de nababos.

in Wehavekaosinthegarden

Foi este mesmo sacripanta que ajudou o Sócrates a ganhar poleiro, anunciando o fim do mundo se Sócrates não nos pusesse a pedir e que tinhams de andar a pagar que nem cordeirinhos ou o mundo acabaria.
Se soubesse o que sei hoje quando este camelo foi a Casegas...ai as bogas do chão da velha, que gordinhas andavam hoje!

O tratado em 10 parágrafos



O projecto de tratado europeu, assinado em Lisboa, a 13 de Dezembro passado, pelos 27 chefes de Estado e de Governo da União Europeia, reproduz praticamente na íntegra a malograda «constituição europeia», recusada nos referendos de 2005 pelos povos francês e holandês. Tal como aquela, o presente texto atenta gravemente contra a soberania dos povos, consagra e aprofunda o capitalismo como sistema único, reduz direitos sociais e laborais ao mínimo e aponta para a criação de um império antidemocrático e militarizado, onde as decisões dependeriam da vontade de um directório restrito de grandes nações, ao serviço do grande capital e das multinacionais.

1. Tal como pretendia a dita «constituição europeia», o «Tratado de Lisboa» confere à União Europeia personalidade jurídica, lançando assim as bases para a criação de um super-estado. Neste sentido, são criados os cargos de Presidente do Conselho Europeu, pondo fim às presidências rotativas, e de Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, ao qual competirá a condução da política externa e de segurança comum da União.

2. Os estados-membros ficam comprometidos a melhorar progressivamente as suas capacidades militares e a colocá-las à disposição da União de modo a contribuir para os objectivos definidos pelo Conselho em matéria de política de segurança e de defesa. Para a promoção da escalada militarista é criada a Agência Europeia de Defesa que identifica as necessidades operacionais e executa medidas de reforço da base industrial e tecnológica da defesa. Prevendo o aumento da despesa militar dos estados-membros, o tratado subordina expressamente os compromissos e a cooperação neste domínio ao quadro da NATO ou, por outras palavras, ao comando dos Estados Unidos.

3. O âmbito das competências exclusivas da União é substancialmente alargado, passando a incluir regras de concorrência do mercado interno e a conservação dos recursos biológico do mar, para além da política comercial comum, da união aduaneira, política monetária da zona euro e acordos internacionais.

4.Incomparavelmente mais vasto é o campo das ditas competências «partilhadas», nas quais, reza o tratado, «os estados-membros exercem a sua competência na medida em que a União não tenha exercido a sua». Na realidade, também aqui, as instâncias supranacionais prevalecem sobre os órgãos nacionais democraticamente eleitos, com a agravante de poderem interferir em domínios que afectam o quotidiano das pessoas: mercado interno, política social, coesão, agricultura e pescas, ambiente, defesa dos consumidores, transportes, energia, espaço de liberdade, segurança e justiça, etc. Todas estas políticas nacionais são subordinadas às regras do mercado capitalista, garantidas por «um sistema que assegura que a concorrência não seja falseada». Dito de outro modo, os estados terão dificuldades crescentes para financiar serviços públicos, apoiar as micro e pequenas empresas, ou a economia social.

5. A Carta dos Direitos Fundamentais, documento minimalista que reduz conquistas históricas dos trabalhadores a uma expressão ridícula, adquire «o mesmo valor jurídico que os tratados», sendo que a interpretação do seu articulado é agora balizada pelas anotações do relatório de Giscard d’Estaing sobre os trabalhos da Convenção. Como exemplo, refira-se que, nela, o direito constitucional ao trabalho é transformado num alegado «direito de trabalhar» e numa hipotética «liberdade de procurar emprego, de trabalhar». A «Carta» representa uma regressão de mais de meio século, ficando aquém da Declaração Universal dos Direitos do Homem, da Carta Social Europeia do Conselho da Europa e, naturalmente, a anos de luz da Constituição da República Portuguesa, uma das mais avançadas da Europa e importante obstáculo ao avanço das reformas neoliberais.

6. A institucionalização da regra de maioria dupla na tomada de decisão («O Conselho delibera por maioria qualificada, salvo disposição em contrário nos Tratados») significa, na prática, que nenhuma decisão poderá ser tomada contra a vontade dos quatro maiores estados da UE (Alemanha, França, Itália, Reino Unido), o que se traduz no reconhecimento «constitucional» do «directório dos grandes», que já hoje determina o rumo do essencial das políticas comunitárias, das quais é também o principal beneficiário. Este grupo de países, com a Espanha e a Polónia, dominarão igualmente a maioria dos deputados do Parlamento Europeu. Sem possibilidade de vetar uma decisão que fira o interesse nacional, Portugal perde também o comissário permanente na Comissão Europeia e fica sem dois deputados no Parlamento Europeu.

7. Salários, condições de trabalho e sistemas de protecção social ficam debaixo do fogo da «concorrência livre e não falseada» à escala da União. Sem entraves à liberdade de estabelecimento das empresas, as deslocalizações e o dumping social acentuar-se-ão. É o próprio tratado que o afirma ao prever que a «harmonização» das «condições de vida e de trabalho» e a «promoção do emprego» resultarão «do funcionamento do mercado interno» que «favorecerá a harmonização dos sistemas sociais» tendo em conta a «necessidade de manter a capacidade concorrencial da economia da União». As recentes decisões do Tribunal de Justiça Europeu sobre os casos Laval e Viking são a alarmante antecipação de futuras decisões em que os direitos dos trabalhadores serão preteridos em favor do capital explorador.

8. O alargamento dos poderes da União, que passaria a tutelar com exclusividade o sector das pescas, por exemplo, põe em causa o direito soberano e inalienável de cada país a utilizar os seus recursos para o desenvolvimento da sua economia e elevação do bem-estar da sua população.

9. A decisão por maioria constitui um procedimento normal no funcionamento das instituições democráticas de cada país. Todavia, este método torna-se intolerável no relacionamento entre estados soberanos, como são os 27 países que integram a União Europeia, já que os interesses das chamadas «grandes» nações passariam a impor-se aos restantes parceiros impedidos de evocar o interesse nacional. A eliminação das decisões por unanimidade (único princípio aceitável no relacionamento multilateral entre estados), e a aplicação de um sistema de maioria qualificada (55% de países e 65% da população) vêm assim acentuar o carácter antidemocrático da União Europeia (igualmente expresso no alargamento das competências exclusivas da UE), visando retirar aos povos a capacidade de decidirem democraticamente sobre questões centrais que afectarão as suas vidas e as gerações vindouras.

10. A tendência para o esvaziamento dos órgãos nacionais (os únicos que resultam directamente da vontade democrática dos povos), é também visível na redução das competências dos parlamentos nacionais, que perdem poder de decisão em áreas fundamentais, transformando-se numa espécie de órgãos consultivos sem direito de vetar decisões comunitárias contrárias aos interesses nacionais. Por outro lado, o reforço das competências do Parlamento Europeu, sendo feito à custa dos poderes dos parlamentos nacionais, coloca em clara desvantagem países como Portugal que, em consequência do novo projecto de tratado, veriam ainda mais reduzidas as suas já hoje fracas representações no hemiciclo de Estrasburgo e Bruxelas.

terça-feira, março 11, 2008

Lobo vestido de ovelha


Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais) recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720). Recebeu ainda mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007 (Pág. 30115). Trata-se da única organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra. Com um salário destes, o que se pode esperar do sr. Albino Almeida? Mais de 150.000 euros por ano é muito dinheiro. O sr. Albino é apenas e só um assalariado do Ministério da Educação (por sinal, muito bem pago com os nossos impostos). Fonte: PÚBLICO on-line

Evolução da espécie esportinguista...

DUAS OBRAS RECOMENDADAS NO PLANO NACIONAL DE LEITURA

Uma proposta magnífica do governo, integrada na Campanha " Novas Oportunidades". Vamos fazer de Portugal um país de Engenheiros! Frequência disponível em várias modalidades:
1. Sem pôr lá os pés
2. Só aos fins – de - semana
3. Um prof. para 4 cadeiras
4. Permuta directa de favores (cargos)
5. Pontos da Margarina Vaqueiro

Apresentamos aqui, em primeira edição, a obra-prima de Maria de Lurdes Rodrigues, Mona Vazia, ou Como lixei a escola pública . Aplaudido pela critica mais liberal, esta obra mostra como em apenas dois anos se pode abrir o caminho à futura gestão privada das escolas e como se transformam os educadores dos nossos filhos, os professores, em inimigos públicos da sociedade e culpados do estado em que se encontra a educação em Portugal.

segunda-feira, março 10, 2008

Cornudos voltam à carga (parte III)

De sexta para sábado o cornudo voltou a marrar. A pata selvagem que estava a chocar os ovos no ninho no parque de lazer, simplesmente desapareceu juntamente com os ovos

Desejo ao cornudo que passe uma semana como esta criança e que nosso senhor lhe dê muitos filhos da raça deste menino caso o nosso cornudo e sua esposa sejam "brancos"!
Então mas a fome é assim tanta por cá?!

Terá sido o coelho da Páscoa? Raposo? Ou o bicho mais selvagem à face da terra...?
Tudo aponta para a 3ª hipótese, uma vez que não ficaram quaisquer vestígios, seja da pata ou de ovos.

Deixo recado ao senhor cornudo:
Vou oferecer uma das minhas cameras de vigilância de logo alcance do restaurante Ovelhita à Casa do Povo que será instalada o mais breve possível no edifício em local estratégico.
Aguardamos a sua próxima investida!
Garanto-lhe que será a ultima e pagará pelas anteriores!!!

100.000 em Lisboa.

Desta vez, como não puderam deturpar o numero de manifestantes...
...resolveram ignora-los...
...quando o que deviam fazer, era olharem-se ao espelho e recuar com tanta medida estúpida.
Sócrates diz que foi eleito e diz arrogantemente QUEM MANDA SOU EU, NÓS É QUE SABEMOS TUDO E FAZEMOS TUDO BEM!
E não é verdade que a maioria dos manifestantes votou nele?
Das maioria absolutas nascem ditadorsitos destes.

Desempenho da C.M.C. em Casegas

Os "meninos" da Câmara municipal trouxeram esta prenda que labora na estrada Casegas/Ourondo, para o estacionamento da Eira. Mais, não encontraram sitio mais azado para o mono e teve ser espantalhado mesmo na entrada da Casa do Povo. É bom saber que a nossa câmara labora com tão elevado sentido cívico.
Suas excelências estacionam aqui. Moradores e cliente dos cafés, se quiserem vão para estacionamento 1º de Novembro.
Este merecia o prémio "orelhas de burro"...

Estão a ver os novos candeeiros não estão...

Tenha cuidado ao circular nos passeios da rua da Eira (ou estacionamentos? Acho que nunca vou saber que raio é aquilo afinal)!
É que parece que começaram a cair e um calhamaço daqueles na tola deve ajoujar bem!
Congratulo-me ao saber que o dinheiro dos meus impostos e contribuições seja empregue em tão elevado profissionalismo...ou em candeeiros leprosos que se desintegram com o vento ou com o barulho das luzes quiçá...

sábado, março 08, 2008

Criatura Unica
















Dia internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher alcançados pela é celebrado a 8 de Março. É um dia comemorativo para a celebração dos feitos econômicos, políticos e sociaismulher.

A idéia da existência de um dia internacional da mulher foi inicialmente proposta na virada do século XX, durante o rápido processo de industrialização e expansão econômica que levou aos protestos sobre as condições de trabalho. As mulheres empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos em 8 de Março de 1857 em Nova Iorque, em que protestavam sobre as más condições de trabalho e reduzidos salários.

Este fato levou à uma versão distorcida dos fatos, misturando este evento com o incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist, que também aconteceu em Nova Iorque, em 25 de março de 1911, onde morreram 146 trabalhadoras. Segundo esta versão, 129 trabalhadoras durante um protesto teriam sido trancadas e queimadas vivas. Este evento porém nunca aconteceu e o incêndio da Triangle Shirtwaist continua como o pior incêndio da história de Nova Iorque.

Muitos outros protestos se seguiram nos anos seguintes ao episódio de 8 de Março, destacando-se um outro em 1908, onde 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque exigindo a redução de horário, melhores salários, e o direito ao voto. Assim, o primeiro Dia Internacional da Mulher observou-se a 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América após uma declaração do Partido Socialista da América. Em 1910, a primeira conferência internacional sobre a mulher ocorreu em Copenhague, dirigida pela Internacional Socialista, e o Dia Internacional da Mulher foi estabelecido. No ano seguinte, esse dia foi celebrado por mais de um milhão de pessoas na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, no dia 19 de Março. No entanto, logo depois, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 140 costureiras; o número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Além disto, ocorreram também manifestações pela Paz em toda a Europa nas vésperas da Primeira Guerra Mundial.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher serviram de estopim para a Revolução russa de 1917. Depois da Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético permaneceu numa celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a sua vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a sua simpatia ou amor pelas mulheres da sua vida — um tanto semelhante a uma mistura dos feriados ocidentais Dia das Mães e Dia dos Namorados. O dia permanece como feriado oficial na Rússia (bem como na Bielorrússia, Macedônia, Moldávia e Ucrânia), e verifica-se pelas ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres (quaisquer mulheres). Quando a Tchecoslováquia integrou o Bloco Soviético, esta celebração foi apoiada oficialmente e gradualmente transformada em paródia — ver MDŽ.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu. Foi revitalizado pelo feminismo na década de 1960. Em 1975, designado como o Ano Internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas começou a patrocinar o Dia Internacional da Mulher.

Jantar anual de Mulheres. DIa 8 de Março






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sexta-feira, março 07, 2008

Governo de Sócrates alheio ao maior problema de Portugal

Mais de metade de Portugal corre o risco de desertificar. No espaço de duas décadas, 66% do País pode transformar-se em solo árido, se nada for feito para inverter a situação que se vive na actualidade um terço do território continental encontra-se classificado como zona susceptível à desertificação.
A aridez dos solos atinge a totalidade do interior algarvio e o Alentejo. Nesta região, o fenómeno assume proporções quase dramáticas, na margem esquerda do Guadiana, nos concelhos de Mértola, Castro Marim e Alcoutim. Mas a desertificação não está confinada ao Sul do País. Todo o interior raiano, do Algarve a Trás-os-Montes, está a ficar deserto, a nível de perda de potencial biológico dos solos. Mas não só.
Também é humana a desertifiação do País.A desertificação não se explica só por factores físicos. Os problemas socioeconómicos, que afastam as pessoas do interior para as cidades do litoral, deixam as terras ao abandono e indefesas perante os incêndios que devoram centenas de hectares e provocam forte erosão nos solos.
Um cenário assustador!

Os professores estão a caminho de se tornarem os empregados domésticos dos pais


Deus nos livre desta Ministra!
O DN de hoje traz mais uma má notícia para as escolas, os alunos e os professores. A Ministra da Educação ameaça estender o conceito de “escola a tempo inteiro” aos 5º e 6º anos de escolaridade. O senhor Albino, Presidente da Confap, rejubila com a medida. Com esta medida, ficamos mais perto do sonho da Confap: transformar os professores em empregados domésticos dos pais. Os alunos do 2º ciclo do ensino básico passam actualmente 39 horas por semana na escola. A dona Lurdes e o senhor Albino acham pouco. E vai daí, juntam esforços e o sonho concretiza-se: os alunos vão estar, brevemente,enfiados na escola durante 55 horas semanais, ou seja, mais 16 horas do que actualmente. O plano é assim: depois das 17 horas, as escolas do 2º ciclo passam a oferecer mais duas horas de Actividades de Enriquecimento Curricular, onde a Ministra vai enfiar a martelo a área de projecto, a formação cívica e o estudo acompanhado. Para o senhor Albino, esta é uma boa medida. Assim, os pais podem trabalhar descansados, ir ao cinema, namorar e enfiar-se nos centros comerciais, enquanto os filhos ficam enclausurados entre quatro paredes, desafiando a paciência e a autoridade dos professores. Ninguém contesta um modelo de sociedade e de economia que impede os pais de estar com os filhos antes das 20 horas. A anomia e a anestesia deste Povo são tão grandes que poucos contestam uma sociedade que obriga as crianças a estarem 11 horas por dia na escola! Estou em crer que se quer fazer com as crianças aquilo que a economia já fez com muitos dos pais delas: embrutecê-las! É provável que a Ministra ainda tenha tempo para anunciar a suprema das medidas, a mãe de todas as reformas da Educação: as escolas públicas irão passar a funcionar em regime de internato, oferecendo uma verdadeira “escola a tempo inteiro”: 24 horas por dia de actividades lectivas, de enriquecimento curricular e de repouso. O senhor Albino ficará feliz e o Povo rejubilará. Os pais vão finalmente ver-se livres dos filhos: para sempre! E os professores verão aprovado um novo e derradeiro estatuto: o estatuto de empregados domésticos dos pais!

segunda-feira, março 03, 2008

Comunicado de Bin Lada aos portugueses

O Sócrates com letra maiúscula e o sócrates com letra minúscula.

Sócrates, o grego, que apesar de ter 2500 anos e ser filósofo, é muito mais notável do que o nosso homónimo engenheiro, seguia o lema "Conhece-te a ti mesmo". Sócrates deu a própria vida para que a verdade fosse por todos alcançada. Colocava perguntas incómodas, cujas possíveis respostas conduziam os seus interlocutores a um de dois possíveis resultados: ou à descoberta da verdade, ou então ao desmascaramento do engano com que tantas vezes se encobre a mesma verdade. Foi essa ousadia junto dos poderosos que o deitou a perder...

O nosso Sócrates, pelo contrário, alia à sua falta de convicções um uso infeliz das técnicas em que deveria revelar excelência.

O país geme no marasmo económico, sofre o aumento da carga fiscal, assiste à redução e ao encarecimento dos serviços sociais, à desertificação do interior, ao envelhecimento da população; a moral das famílias está de rastos, as expectativas dos agentes económicos são sombrias, a luz mal se vê ao fundo do túnel, e o PM o que é que faz? Demonstra compaixão, compreensão pelo sofrimento do próximo, solidariedade com os mais desfavorecidos? Nada disso.

Já nos tinha habituado ao espectáculo das suas férias de novo rico em cenários exóticos (safaris no Quénia, esqui na Suiça) em tempos de aperto e de contenção, agora deu-nos a contemplar, a propósito das recentes manifestações de descontentamento promovidas pelos sindicatos, o espectáculo da insensibilidade!

Mas a arrogância nunca é sinal de força, é prenúncio de cegueira; Vem aí 2009 e o "gigante de pés de barro" irá certamente cair!

sábado, março 01, 2008

O rico e o pobre

Clicar aqui para ouvir. Está espetacular!

Metamorfose da Democracia. Teremos uma Ditadurocracia?

Compara-se frequentemente Sócrates com Salazar. Isto acontece na imprensa, em inúmeras conversas privadas, nos meios académicos em geral, em conversas em júris de doutoramento, em anedotas ao almoço entre colegas da universidade onde Sócrates é ridicularizado pela história do curso de engenharia, e no Técnico, o nível do anedotário é superiormente desenvolvido e onde até se aconselham os alunos a estudar a sério que "isto aqui, não é a Independente e os senhores alunos não são políticos para poderem tirar o curso por FAX".

Salazar tinha um curso superior e um doutoramento, tinha provado na vida profissional uma enorme competência e respeito. Lia muito e era muito culto, gostava de música, é célebre o episódio da Guilhermina Suggia e o seu Cachet. Como ministro das finanças foi brilhante e adquiriu ainda maior prestígio com isso. Como ditador foi sério, não um ditadorzeco da treta, fez uma polícia política à séria, decidiu lutar nas colónias contra os movimentos de libertação, foi coerente até ao fim, algo que também foi motivo de respeito em Cunhal. Salazar teve defeitos imensos, objectivamente, e face à ética democrática de hoje, foi um criminoso. Mas é preciso ter cuidado com as generalizações e o anacronismo: na sua ética e à luz da sua perspectiva, e do tempo em que começou a governar, fazia aquilo que genuinamente acreditava ser o bem do país.

Sócrates é um pequeno fruto de anos de salazarismo. Salazarismo que produziu um português médio impreparado, quase analfabeto, muito inculto, com formação académica débil. O autoritarismo de Sócrates é apenas fruto da insegurança e, ao contrário de Salazar, desajustado da ética democrática que hoje vigora, a forma como distribui os tachos pelos amigos, os seus discursos lineares, sem referentes ideológicos ou culturais, a sua oralidade pobre, são apenas reflexos dessa impreparação.

Temos como primeiro-ministro um homem complexado, incapaz de encaixar críticas, sem cultura democrática. A determinação é boa, o facto de ter Mariano Gago no governo não é mau de todo, mas ter Maria de Lurdes Rodrigues e Mário Lino é péssimo, Sócrates, impreparado mas determinado apoia todos por igual, os que sabem realizar alguma coisa e os que têm sido péssimos. Entretanto tem umas figuras decorativas na cultura e um orçamento miserável para este ministério, que deveria ser um dos pilares de desenvolvimento do país.

Mas se Sócrates chegou a primeiro-ministro sem precisar de cultura, porque raio precisarão os portugueses de cultura? Analfabetos é que é bom, aqui e tal como no tempo de Salazar.

Apesar das diferenças é claramente melhor o ditador de Santa Comba Dão!