Eis-me de volta depois de longa ausência. E tudo porque ontem alguém decidiu ir fazer festança lá para o lado da minha rica ribeirinha, forçando-me a despertar da minha pachorrenta hibernação.
Parece-me também que alguns no fim deste texto são capazes de desejar que eu continuasse a dormitar, mas sinto-me compelido a compartilhar connvosco algumas das descobertas que fiz assim que pela manhã decidi ir rever os cantos à aldeia, após demorada ausência.
Pois bem...
Caminhadas, passeios pedestres ou trekking, sem dúvida, actividades de ar livre e um desporto de natureza.
CONCORDO:
-Que é uma actividade que pode ser praticada em grupo e por pessoas de todas as idades.
-Que não requer conhecimentos de cartografia ou orientação quando se pratica acompanhado por alguém que conhece a área.
-É um bom anti-depressivo para combater o stress quotidiano.
-Permite o conhecimento e sensibilização do meio ambiente, promovendo a protecção da natureza.
-Que estimula a observação do meio natural e sua fauna e flora.
-Que fomenta a amizade e conhecimento cultural através das suas gentes, costumes e tradições.
Não sendo um praticante regular do “pedestrianismo”, algo que o ser humano outrora fazia diariamente para se deslocar de um lugar para outro, reconheço que mais que um desporto e actividade de ar livre, o desenvolvimento do hábito de realizar passeios a pé, pode constituir uma fonte de reabilitação e conservação de vias e caminhos e dos valores patrimoniais, culturais ou naturais, a eles associados.
As antigas vias de comunicação do meio rural constituem parte de um património que gradualmente vai desaparecendo em virtude de múltiplas causas (abandono, falta de uso, etc) . Estas vias podem adquirir actualmente um valor importante sob o ponto de vista de educação ambiental e as caminhadas agora transformadas em “moda” deviam ser precedidas de uma simples pergunta :
O QUE PODES OU NÃO DEVES FAZER PARA SALVAR A TERRA? MUITO CERTAMENTE.
ASSIM É QUE NÃO….
Quando hoje pela manhã, preocupado com a ferrugem que se acumulou nas minhas articulações durante este período de ausência, decidi fazer a minha caminhada obrigatória, dei comigo a calcorrear uma “pequena” parte do percurso da caminhada nocturna que ontem se realizou na Freguesia.
Encontrei um trilho sinalizado com 5 garrafas de água em plástico, 1 lata de Ice tea, 1 lata de cerveja, 1 garrafa de cerveja em vidro, 1 copo de iogurte de beber, 1 saco de plástico.
TUDO ESPALHADO AO LONGO DO CAMINHO.
PALAVRAS PARA QUÊ ?
É ESTA A “ARTE” RUPESTRE QUE QUEREMOS DEIXAR ÀS GERAÇÕES VINDOURAS ?
PORQUE NÃO TRANSFORMAR AS CAMINHADAS NUM DESAFIO ALICIANTE, COMO ACTIVIDADES EDUCATIVAS SOBRE O MEIO AMBIENTE E ECOLOGIA ?
SÓ CAMINHAR E ENCHER A “BARRIGUINHA”?
FRANCAMENTE É MUITO POUCO.