Os Alcoviteiras
Anda por ali entre o cruzamento e o muro da ribeira uma nova espécie de alcoviteiras, contrariando a tendência natural predominantemente feminina, estes alcoviteiras, são muito “machos”.
E machos entre aspas porquê?
- Porque só são machos para o que não presta: Alcovitar, mexericar, coscuvilhar, minar, invejar, caluniar, injuriar, difamar, baboseirar, etc. Enfim, estava aqui o dia todo…Formas de estar na vida no reino dos “Bardamerdaseternamentecontratudoquemexe”, classificação taxonómica atribuída pelo atumnespereira há uns tempos atrás. O atumnespereira, para quem chegou mais atrasado, é um dos nossos contributors, afastado por questões técnicas e profissionais (regressa brevemente), que também se dedica ao estudo científico destes estranhos bichos semi-racionais.
Há várias espécies mas vou tentar descrever aqui algumas delas muito sucintamente, Os “Pançaintchada-Viperinus” atacam ao fim de semana, de dia com pés de veludo e durante a noite à medida que vai amanhecendo, com pés de chumbo. Estes seres nómadas andam sorrateiros, de café em café, escondem-se normalmente atrás de um jornal a ver os desenhos, e vão folheando enquanto lançam olhares de raposa manholas, sorrateiramente sob a linha do horizonte da página. Frustrados pela sua nula utilidade, deprimem-se e têm crises alimentares, vai daí que saem de toca e vão à caça! Alimentam-se de informação extraída às suas presas, armazenando a excedente no ventre, que se apresenta sempre notoriamente inchado, para utilizarem na criação de nova informação sempre que haja escassez desta. Laboram todo o dia, sugam num pouso saltam para outro, e ao final da jorna fazem banquetes de alcoviteirices com os “semi-raconais” da mesma família. Autenticas orgias! Lindo de se ver!
O comportamento dos “Delirius-Inconformatus” é um pouco diferente, com genes aracnídeos, esta espécie sedentária de Alcoviteira do reino dos “Bardamerdaseternamentecontratudoquemexe”. Apesar viverem deprimidos com receio de morrerem virgens, os Delirius-Inconformatus, são bastantes activos, reparem:
Alimentam-se fundamentalmente de informadores, dos quais são completamente dependentes a apresentam também uma natural tendência para ganhar raízes que têm de ser aparadas periodicamente. Atraem as vítimas com um composto de cevada, agarra-se a eles, vai construindo a sua teia onde instrui as presas para actuarem em motins e provocar estados caóticos, faz um fio aqui, um fio acolá…muito sorrateiramente...normalmente ao fim de semana já tem a teia armada. Instala-lhe um detonador, espera pelo momento certo…e CLIC, carrega no botão e lá vão as presas eufóricas todas desvairadas por ali a fora a espalhar a desordem por todo lado de pistola em punho a dar tiros nos pés enquanto que os “Delirius-Inconformatus” se congratulam com regozijo orgásmico.
Pelo contrário os “Pançaintchada-Viperinus” são pais passivos, bem como uma outra espécie que fica para um outro episódio: A espécie “Bezanisfumusbufatutis” de língua bífida, contudo, não menos perigosos.
Cuidado com eles, apesar de aparentemente inofensivos, podem causar mazelas ou tornar-mo-nos num deles se não estivermos vacinados! Esta análise é uma das vacinas, é um genérico "Chamensan Bovinal Plosnomesicina".
Vou dedicar a estes simpáticos seres um destes azulejos pirosos que a minha mãe espalha aqui por casa:
Ou Deus ou seja quem for...