quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Os videos: Tempo dos mais novos



Aí vão mais (faltam os videos!)

A tarde de terça foi da pequenada!

Mais um postal da festa, esta miúda dava um belo modelo para a marca Cerelac ou Milupa. É engraçadissima a pequena!
O Zé Luís e a sua "Granada"...já com as pernas cansadas! Mas aínda guardou genica para rebentar os balões! Esperem pelos videos!
Um dos postais da terça à tarde, nesta o Leonardo aínda estava a achar piada à fotografia...
...mas nesta já nem por isso. A Leonor sim, sempre bem disposta! Ó Sónia, guarda esta para lhe mostrares quando for da nossa idade! lol

Na terça a festa foi mesmo das crianças!
De vez em quando lá ía aparecendo um "par de jarros"

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Olhó carnaval! (nos próximos dias outras fotos se seguirão)

As Princesas ganharam o 3º lugar do escalão infantil
Estes este ano vieram sem o caixão (como no Carnaval do ano passado)
Sadam mudou-se para Portugal onde a corrupção, tão banalizada que está, um dia destes ainda é legalizada! lol
Estava o salão bem composto, esteve "à pinha"
Paulo Serrão com a namorada nova...É SIIIM!!!! TI-TIIII!! TI-TÓÓO!
Alice Rui, sempre presentes cada vez que há festa na terra e não só, apesar da distância! Pena que mais não lhe sigam o exemplo!
O encore dos vencedores, desta vez sem as máscaras de borracha(máscaras que na minha insignificante opinião, nunca deviam ter levado)

O palhaço Anão, 1º Lugar no escalão inantil
Vencedores a posar

reportagem: ASNO NO CARNAVAL DO RIO...

Andava eu a fazer um zap pelas revistas cor-de-rosa de hoje quando me deparei com isto: Porra Asno, então foste para o Carnaval do Rio e nem convidas a malta para ir contigo?! Ao menos trouxeste de lá alguma "babe" como essas da foto para o amigo Calhondra?

domingo, fevereiro 18, 2007

Não visualisa correctamente este blog?! Use firefox

Caros utilizadores e visitantes do Casegas Vai Nua,

Como já devem ter reparado, nos últimos tempos, o nosso blog apareceu com um modelo diferente, com novas rubricas e funcionalidades. Acontece, porém, que o design do novo formato apresenta uma codificação que não é aceite pelo browser Internet Explorer (IE), pelo que o blog não é visionado correctamente. Especificamente, o que se passa é que a barra lateral (sidebar) que contem links, box-chat, relógio e contador de visitantes não aparece no lugar certo, pelo que aqueles que usam o IE têm que se deslocar até ao final do blog (fundo da página) para poder aceder a ela. Esse é de facto um problema já verificado pela empresa Blogger (onde este blog está alojado) e que se prende única e exclusivamente com incompatibilidades do IE.

O que nós podemos aconselhar é que façam o download do Mozilla Firefox, pois esse erro não se verifica em utilizadores deste browser. O Mozilla Firefox além de fazer as mesmas vezes que o IE é:
  • Gratuito;
  • Mais rápido;
  • Mais simples e funcional;
  • Mais seguro contra ataques de vírus;
  • Mais bonito (apresenta vários esquemas de design diferentes).
ACONSELHAMOS VIVAMENTE O DOWNLOAD DO FIREFOX EM:

APROVEITANDO A ESPECULAÇÃO , A GALP COBROU PREÇOS EXCESSIVOS E OBTEVE 69 MILHÕES DE EUROS DE LUCROS EXTRAORDINÁRIOS EM 3 MESES, O TRIPLO DE 2007

A GALP acabou de apresentar publicamente as contas referentes ao 1º Trimestre de 2008. E por elas ficamos a saber que esta petrolífera obteve, só no 1º Trimestre de 2008, 175 milhões de euros de lucros líquidos, ou seja, mais 22,4% do que em idêntico período de 2007. E isto quando são exigidos tantos sacrifícios aos portugueses. Mas ainda mais grave, é que 69 milhões de euros desses lucros,, que é o triplo do valor registado em 2007 (+ 228,6%), que foi de 21 milhões de euros, resultaram da especulação do preço do petróleo no mercado internacional, que a GALP e as outras petrolíferas se aproveitam para cobrarem aos portugueses preços de venda nos combustíveis excessivos e escandalosos.. E isso resulta de um estranho sistema de cálculo dos preços de venda dos combustíveis aos portugueses, que não se baseia nos custos efectivos suportados pela empresa, mas que tira partido directo da especulação do petróleo no mercado internacional, que é urgente alterar pois, caso contrário, como a especulação vai continuar os portugueses serão obrigados a alimentar os lucros das petrolíferas resultantes dessa especulação.

Esse sistema de cálculo dos preços de venda dos combustíveis, diferente do adoptado pela generalidade das empresas, é utilizado pelas petrolíferas, perante a passividade, para não dizer mesmo a conivência, do governo e da Autoridade da Concorrência. Para calcular os preços de venda dos combustíveis, as petrolíferas recolhem os valores dos preços dos produtos refinados (gasolina, gasóleo, etc.) no mercado de Roterdão em cada semana, depois calculam a média em relação a cada produto , e é o valor assim obtido para cada um dos produtos que é o preço, sem impostos, a que vendem os combustíveis em Portugal. É evidente que esse preço de Roterdão, que não é determinado pelos custos suportados pelas petrolíferas portuguesas, incorpora a especulação que se verifica todos os dias no mercado internacional do petróleo, determinada pela entrada maciça dos fundos de investimento nesse mercado, com o objectivo de, controlando a oferta, como estão a fazer, imporem preços especulativos e, consequentemente, embolsarem gigantes lucros (o que está a suceder). Portanto, as petrolíferas em Portugal aproveitam-se da especulação no mercado internacional do petróleo para cobrar pelos combustíveis preços aos portugueses muito superiores aos custos que têm de suportar, utilizando um esquema privilegiado de cálculo dos preços. É urgente que o governo e a Autoridade da Concorrência ponham cobro a este lucro especulativo das petrolíferas que resulta do aproveitamento que elas estão a fazer da especulação que se verifica nos mercados internacionais alterando o sistema de cálculo dos preços de venda dos combustíveis excluindo a especulação. Os preços de Roterdão devem funcionar apenas como limite máximo, para obrigar as petrolíferas a serem eficientes, em relação aos preços que as petrolíferas podem cobrar pela venda dos combustíveis em Portugal. No entanto, o cálculo dos preços deverá respeitar o que a generalidade das empresas são obrigadas fazer, ou seja, cobrir os seus custos efectivos e adicionar uma margem decente de lucro.

Em Maio de 2008, os preços dos combustíveis em Portugal, quer se inclua ou não impostos,(e ainda não considera os últimos aumentos) eram superiores aos cobrados na maioria dos países da União Europeia. Assim, o preço sem impostos do gasóleo em Portugal era superior em 2% ao preço médio do gasóleo na União Europeia, e o da gasolina, também sem impostos, era em Portugal superior ao preço médio da União Europeia em +2,4%. Considerando preços com impostos, o preço do gasóleo em Portugal era inferior ao preço médio da U.E. em -0,1%, mas o da gasolina era já superior ao preço médio da União Europeia em + 5,2%. Se a análise for feita por países, conclui-se que na Áustria, na Irlanda , na França, na Suécia, na Alemanha, na Dinamarca, na Finlândia e na Inglaterra, o preço do gasóleo sem impostos era inferior ao preço cobrado pelas petrolíferas em Portugal. Na Áustria, na Irlanda, na França, na Suécia, na Alemanha, na Dinamarca, na Finlândia, e na Inglaterra, em todos estes países, o preço da gasolina sem impostos era também inferior ao cobrado pelas petrolíferas em Portugal. É um autêntico escândalo, pois com remunerações, por ex., as petrolíferas em Portugal têm custos inferiores aos suportados pelas empresas desses países ( menos de metade).

A GAP foi privatizada pelos governos do PSD e do PS. Em Dez.2003 foram liberalizados os preços dos combustíveis em Portugal pelo governo PSD/CDS. A razões apresentadas pelos então governos é que isso iria determinar o aumento da concorrência com, a consequente, descida dos preços. No entanto, o que sucedeu foi precisamente o contrário. Entre 2.1.2004 e 22.5.2008 o preço da gasolina 95 aumentou 57,3%; o do gasóleo rodoviário 102,7%; e o do gasóleo de aquecimento mais de 138,1%. Durante o mesmo período os rendimentos da esmagadora maioria dos portugueses aumentaram menos de 15%. Isto tem-se verificado perante a passividade, para não dizer mesmo a conivência do governo e da Autoridade da Concorrência. Ambos preparam-se agora para branquear o comportamento das petrolíferas, pois é de esperar que pretendam fazer passar como “natural” a actuação destas empresas, dizendo que elas adoptam “o sistema de conformação de preços adoptado a nível internacional”, como já veio dizer o presidente da GALP, que exige a baixa dos impostos, para assim poder manter os seus elevados lucros.

A GALP acabou de apresentar publicamente as contas referentes ao 1º Trimestre de 2008. E numa altura em que são exigidos aos portugueses tanto sacrifícios, não só aos que têm de adquirir combustíveis mas a todos que sofrem também as consequências dos aumentos semanais dos preços dos combustíveis, os resultados obtidos pela GALP e, consequentemente, por todas as petrolíferas são impressionantes, para não dizer mesmo chocantes.

SÓ NO 1º TRIM. DE 2008, A GALP OBTEVE UM LUCRO EXTRAORDINÁRIO DE 69 MILHÕES DE EUROS DEVIDO À ESPECULAÇÃO DO PREÇO DO PETRÓLEO NO MERCADO INTERNACIONAL E OS LUCROS TOTAIS ATINGIRAM 175 MILHÕES DE EUROS

Como mostra o quadro seguinte, construído com dados que estão disponíveis no “site” da GALP os resultados obtidos no 1º Trimestre de 2008, quando comparamos com os de 2007, que foi um ano “muito bom” para a GALP são muito significativos.

QUADRO I – Vendas, resultados operacionais, resultados líquidos e lucros obtidos devido ao aumento do preço do petróleo no 1º Trimestre de 2007 e no 1º Trimestre de 2008

RÚBRICAS

1º TRIMESTRE - Milhões euros

2007

2008

VARIAÇÃO 2007-08

VENDAS E PRESTAÇÕES SERVIÇOS

2.750

3.493

+ 27,0%

RESULTADO OPERACIONAL

179

247

+ 38,0%

RESULTADO ANTES IMPOSTOS

188

250

+ 33,0%

RESULTADOS LIQUIDOS

143

175

+ 22,4%

Lucro resultante do aumento especulativo do preço do petróleo a nível internacional (efeito stock)

21

69

+ 228,6%

/FONTE: Resultados 1º Trimestre 2008 - GALP ENERGIA



Se se comparar o 1º Trimestre de 2007 com o de 2008, conclui-se que as vendas, em milhões de euros, no 1º Trimestre de 2008 foram superiores às do 1º Trimestre de 2008 em 27%, mas os resultados operacionais, ou seja, aquele que resulta da actividade essencial e normal da empresa aumentaram em 38%, muito mais que a subida registada nas vendas.

Se se analisar os resultados líquidos, ou seja, depois de retirar a parte para pagar impostos, conclui-se que eles subiram, entre o 1º Trimestre de 2007 e o 1º Trimestre de 2008, em 22,4%, atingindo, no 1º Trimestre de 2008, 175 milhões de euros, ou seja, mais 32 milhões de euros, que em idêntico período de 2007.

Mas o que é impressionante, e é mesmo chocante numa altura em que são pedidos tantos sacrifícios aos portugueses, é que a GALP tenha obtido um lucro extraordinário de 69 milhões de euros, ou seja, mais 228,6% do que em 2007, devido à subida do preço do barril do petróleo, ou seja, com a especulação dos preços do petróleo no mercado internacional, o que não tem nada a ver com a actividade normal da empresa. É esse o valor do chamado “efeito stock” em 2008, ou seja, a diferença entre o preço a que a GALP adquiriu o barril de petróleo, muito mais baixo porque foi comprado cerca de 2,5 meses antes da sua utilização, e o preço a que depois foi considerado para cálculo do preço de venda de combustíveis aos portugueses.

COMO SE FORMAM OS PREÇOS COBRADOS PELAS PETROLIFERAS EM PORTUGAL

As petrolíferas não calculam os preços de venda dos combustíveis em Portugal da mesma forma que fazem a generalidade das outras empresas, ou seja, somando os custos que suportaram e adicionando depois uma margem de lucro. As petrolíferas o que fazem é recolher os preços dos produtos refinados (gasolina, gasóleo, etc.) no mercado de Roterdão em cada semana, depois calculam a média para cada produto, e é esse preço assim determinado que aplicam aos consumidores portugueses. Como é evidente esse preço incorpora também a especulação que se verifica todos os dias no mercado internacional do petróleo, determinada pela entrada maciça dos chamados fundos de investimento, cujas aplicações multiplicaram 30 vezes nos últimos meses, com o objectivo de, controlando a oferta, como estão a conseguir, imporem preços especulativos e embolsarem, assim, gigantes lucros (como está também a suceder).

Para que se possa ficar com uma ideia como a GALP, e as outras petrolíferas estão-se a aproveitar da situação, é necessário que ter presente o seguinte. Os combustíveis que as petrolíferas vendem em cada dia foram produzidos com petróleo adquirido entre dois a três meses antes (num estudo anterior referimos 3 meses, mas uma investigação feita por nós levou à conclusão, para sermos mais rigorosos, que o período médio varia entre 2 a 2,5 meses). E o custo do petróleo adquirido 2 a 2,5 meses antes, que é utilizado para produzir os combustíveis que são vendidos diariamente, é inferior ao preço do petróleo que é utilizado pelas petroliferas para calcular os preços de venda, sem impostos, dos combustíveis que cobram aos portugueses, como revelam os dados oficiais da Direcção Geral de Energia constante do quadro seguinte:

Mês/ANO

Petróleo Brent

Petróleo Brent

Dólares/barril

Euros/barril

Fevereiro de 2008

95,05

64,45

Mar-08

103,69

66,78

Abril de 2008

109,03

69,06

% que o preço que foi utilizado para cálcu-lo dos preços de venda de Abril é superior ao preço do petróleo utilizado para o produzir que é o de Fevereiro

+ 14,7%

+ 7,2%

% que o preço do petróleo utilizado para produzir é inferior ao usado para calcular preço de venda

- 12,8%

- 6,7%

FONTE: Direcção Geral Energia - Ministério Economia



Como mostra o quadro, o preço do petróleo utilizado pelas petrolíferas para calcular o preço de venda dos combustíveis em Abril de 2008 é superior em 14,7% em dólares (7,2% em euros) ao preço do petróleo utilizado para produzir esses combustíveis, que é o de Fevereiro, pois é o adquirido 2 a 2,5 meses antes. E isto porque o petróleo utilizado não foi o adquirido no mês de Abril, mas sim o que estava em armazém que tinha sido adquirido em Fevereiro e que tinha custado à GALP muito menos (-12,8% em dólares e – 6,7% em euros). É precisamente essa diferença de preços do barril de petróleo, que resulta da especulação, que explica aquele lucro extraordinário de 69 milhões de euros só no 1º Trimestre de 2008, a que a GALP chama “efeito stock” ( a GALP utiliza o termo técnico “replacement cost” para ocultar aos olhos dos portugueses a especulação de que se aproveita para aumentar os lucros), efeito este que aumentará com o aumento da especulação no mercado internacional do petróleo. É urgente que o governo e a Autoridade da Concorrência ponham cobro ao escândalo que resulta do aproveitamento que as petrolíferas estão a fazer da especulação nos mercados mundiais, passando a funcionar os preços de Roterdão como máximos, não podendo ser ultrapassados no cálculo dos preços de venda dos combustíveis com base nos custos efectivos suportados mais uma margem de lucro decente.

EM MAIO DE 2008, OS PREÇOS DOS COMBUSTIVEIS EM PORTUGAL CONTINUAVAM A SER SUPERIORES AOS PREÇOS MÉDIOS DA UE15

O quadro seguinte mostra que em Portugal, em Maio de 2008, os preços, sem impostos, quer do gasóleo quer da gasolina eram superiores aos preços médios da EU-15.

QUADRO III – Preços do gasóleo e da gasolina sem impostos e com impostos em Portugal e em outros países da União Europeia em Maio de 2008

PAÍS

GASÓLEO - Maio 2008 - Euros/Litro

GASOLINA 95 – Maio 2008 - €/Litro

PE

PVP

Peso Taxas

PE

PVP

Peso Taxas

Grécia

0,756

1,264

36%

0,624

1,171

42%

Espanha

0,722

1,199

39%

0,605

1,174

47%

Luxemburgo

0,738

1,196

37%

0,623

1,248

50%

Áustria

0,687

1,288

47%

0,577

1,275

55%

Irlanda

0,663

1,248

47%

0,554

1,206

54%

França

0,688

1,334

48%

0,571

1,408

59%

Suécia

0,679

1,406

49%

0,524

1,363

61%

PORTUGAL

0,721

1,313

45%

0,603

1,435

58%

Itália

0,753

1,411

47%

0,629

1,432

56%

Alemanha

0,673

1,361

51%

0,557

1,442

61%

Bélgica

0,729

1,267

44%

0,605

1,476

60%

Dinamarca

0,706

1,340

47%

0,570

1,400

59%

Finlândia

0,665

1,214

44%

0,557

1,425

59%

Reino Unido

0,663

1,533

62%

0,554

1,405

66%

Holanda

0,755

1,351

44%

0,676

1,596

58%

Média UE-15

0,707

1,315

46%

0,589

1,364

57%

PORTUGAL /UE15

2,0%

-0,1%

-2,3%

2,4%

5,2%

2,3%

PE: Preços sem impostos ; PVP : Preço Venda ao Público, que inclui impostos

FONTE: Direcção Geral de Energia e Geologia - Ministério da Economia

AS DESIGUALDADES REGIONAIS CONTINUAM A SER MUITO GRANDES EM PORTUGAL

RESUMO DESTE ESTUDO

As graves assimetrias regionais existentes em Portugal geram desigualdades entre os portugueses e são um obstáculo importante ao desenvolvimento . Entre 2000 e 2005, o PIB, ou seja, a riqueza produzida, a preços correntes, aumentou, a nível do País 22%, enquanto na Região Norte cresceu apenas 18,7%; na Região do Centro 21,8%; na Região de Lisboa 22,7%; na Região do Alentejo, 21,8%; e nas regiões do Algarve, Açores e Madeira, apesar de terem registado maiores crescimentos (entre 31,5% e 34,1%), no entanto o PIB destas três regiões aumentou apenas de 8,4% para 9% do PIB nacional. Como consequência as graves assimetrias regionais existentes mantiveram-se, e a riqueza produzida na Região de Lisboa que, em 2000, já representava 36,8% do PIB nacional, em 2005 até aumentou para 37%.

Em 2005, a Região de Lisboa apesar de ter produzido 37% da riqueza nacional deu apenas emprego a 26,9% da população empregada, enquanto a Região Norte produziu apenas 28% da riqueza nacional mas deu emprego a 34,4% da população. No período compreendido entre 2000 e 2005, as regiões que criaram mais emprego foram, por ordem decrescente, Algarve (+ 15,9%); RA Açores (+6,7%); Alentejo (+4,8%); RA Madeira (+3,6%); e Lisboa (+2,5); nas regiões Norte (-0,3%) e Centro (-0,6%) registou-se uma redução do emprego.

O desemprego tem aumentado de uma forma desigual a nível do País. Entre 2000 e 2007, o desemprego aumentou 118,4% a nível do País, mas na Região Norte subiu 144,7%; na do Centro 174,6%; na de Lisboa 77,6% na do Alentejo 73,9%; na do Algarve 123,1%; na dos Açores 75%; e na da Madeira 200%, o que contribuiu para o agravamento das desigualdades regionais já que crescimentos muito diferentes determinam e reflectem agravamento sociais diferentes

Uma parte já muito significativa da população portuguesa é constituída por pensionistas. E a pensão média é muito baixa em Portugal, o que determina uma vida difícil para milhões de portugueses. No entanto, os valores por distrito são muito desiguais o que contribui para o agravamento das desigualdades regionais. Em 2007, a pensão média mensal de velhice a nível do País era apenas de 359 €, mas no distrito de Lisboa era de 463 €, no distrito de Braga de 316 €, no distrito de Évora de 315€, e no de Vila Real somente de 264 €. A mesma desigualdade se verificava em relação às remunerações declaradas à Segurança Social. A remuneração média mensal declarada à Segurança Social em 2007, foi a nível do País, de 785 €, mas no distrito de Lisboa foi de 1.027 €; no distrito de Évora de 682€; no de Braga de 604€ e no distrito de Vila Real apenas 590 €. Estes dados tornam visível a existência de desigualdades nas pensões e salariais regionais muito grandes.

Se se fizer uma análise ainda mais fina por sub-regiões utilizando o “Indicador per capita do Poder de Compra Concelhio” do INE, que compara o poder de compra de um habitante de cada região, sub-região ou concelho com o poder de compra médio do País por habitante, as desigualdade ainda são maiores. Assim, em 2005, de acordo com o “Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio do INE, o poder de compra de um habitante da Península de Setúbal era inferior ao da Grande Lisboa em -20,5%; o do Baixo Mondego em -29%; o do Médio Tejo em -42,7%; o da Cova da Beira em -46,8%; o do Vale do Ave em -48,8%; o do Pinhal Interior em -60,7%; e o do Corvo, uma ilha da RA dos Açores, o poder de compra era inferior ao de um habitante da Grande Lisboa em -65,8%.

Os sucessivos governos e, em particular o de Sócrates, têm-se caracterizado por uma ausência total de uma politica regional visando combater as graves assimetrias a nível do País. A provar isso, está o PIDDAC, que é o plano de investimentos mais importante do Estado. Entre 2002 e 2008, o investimento público realizado pelo governo através do PIDDAC reduz-se em -45,5% a nível do País. No entanto, a diminuição atinge - 77,7% no distrito de Aveiro, -82,6% no de Braga, -63,9% no de Bragança; -75,7% no de Santarém; -74,2% no de Setúbal; -76,4% no de Viana do Castelo; -67,4% no de Viseu; etc.. É evidente que uma redução tão drástica e tão desigual do investimento público, afectando muitos distritos do interior, determinará o aumento das desigualdades regionais

O Instituto Nacional de Estatística acabou de divulgar as Contas Regionais definitivas relativas aos anos 2000-2005. E de acordo com essas contas e também segundo dados constantes quer das Estatísticas do Emprego do INE quer das Estatísticas da Segurança Social, que utilizamos neste estudo, as assimetrias regionais continuam a ser muito grandes em Portugal. E isto apesar de constituírem um obstáculo importante ao desenvolvimento do País.

A REGIÃO DE LISBOA PRODUZIU 37% DA RIQUEZA NACIONAL E DEU APENAS 26,9% DO EMPREGO

No período compreendido entre 2000 e 2005, a concentração da riqueza na região de Lisboa não diminuiu; pelo contrário, até aumentou, como revelam os dados do quadro seguinte.

QUADRO I – Variação do PIB por regiões a preços correntes entre 2000 e 2005

REGIÕES

2000

2001

2002

2003

2004

2005

VARIAÇÃO %

% de PORTUGAL

PIB - Milhões e euros

2005-2000

2000

2005

PORTUGAL

122 270

129 308

135 434

138 582

144 128

149 123

22,0%

100,0%

100,0%

Norte

35 226

37 609

38 836

39 061

40 421

41 804

18,7%

28,8%

28,0%

Centro

23 337

24 709

25 674

26 635

27 717

28 417

21,8%

19,1%

19,1%

Lisboa

44 935

47 279

49 676

50 894

53 208

55 140

22,7%

36,8%

37,0%

Alentejo

8 244

8 541

9 000

9 384

9 722

10 045

21,8%

6,7%

6,7%

Algarve

4 693

5 104

5 417

5 669

5 852

6 169

31,5%

3,8%

4,1%

R A Açores

2 274

2 488

2 666

2 785

2 887

3 018

32,7%

1,9%

2,0%

RA Madeira

3 242

3 227

3 884

3 884

4 156

4 348

34,1%

2,7%

2,9%

FONTE: Contas Regionais : 2000-2005 – INE

Entre 2000 e 2005, o PIB a preços correntes, isto é, sem deduzir o efeito de preços, aumentou, a nível do País 22%, enquanto na Região Norte cresceu apenas 18,7%; na Região do Centro 21,8%; na Região de Lisboa, 22,7%; na Região do Alentejo, 21,8%; e nas regiões do Algarve, Açores e Madeira, apesar de terem registado maiores crescimentos (entre 31,5% e 34,1%), no entanto, em conjunto verificou-se um aumento do seu PIB de apenas 0,6 pontos percentuais (passou de 8,4% para 9% do PIB nacional). Como consequência, a riqueza produzida na Região de Lisboa que, em 2000, já representava 36,8% do PIB nacional, em 2005 até aumentou para 37%. E isto apesar da Região de Lisboa criar menos emprego do que a Região do Norte, como mostra o quadro seguinte QUADRO II – Variação do emprego por regiões entre 2000 e 2005

REGIÕES

2000

2001

2002

2003

2004

2005

VARIAÇÃO %

% de PORTUGAL

EMPREGO – Milhares

2005-2000

2000

2005

PORTUGAL

5030,0

5121,3

5151,2

5120,7

5116,7

5099,9

1,4%

100,0%

100,0%

Norte

1757,7

1794,9

1781,3

1762,5

1761,4

1752,3

-0,3%

34,9%

34,4%

Centro

1228,4

1242,8

1242,1

1245,1

1233,3

1221,5

-0,6%

24,4%

24,0%

Lisboa

1335,6

1360,0

1390,0

1365,2

1366,3

1369,5

2,5%

26,6%

26,9%

Alentejo

302,9

309,5

316,2

317,9

316,8

317,5

4,8%

6,0%

6,2%

Algarve

179,1

187,8

193,9

202,0

206,8

207,6

15,9%

3,6%

4,1%

R A Açores

97,7

98,3

100,7

100,8

103,2

104,2

6,7%

1,9%

2,0%

RA Madeira

118,0

116,5

117,9

119,1

124,0

122,2

3,6%

2,3%

2,4%

FONTE: Contas Regionais : 2000-2005 – INE

Em 2005, a Região de Lisboa produziu 37% da riqueza nacional mas deu emprego apenas a 26,9% da população, enquanto a Região Norte produziu 28% da riqueza nacional e deu 34,4% do emprego. No período 2000-2005, as regiões que criaram mais emprego foram, por ordem decrescente, Algarve (+ 15,9%); RA Açores (+6,7%); Alentejo (+4,8%); RA Madeira (+3,6%); e Lisboa (+2,5); nas regiões Norte (-0,3%) e Centro (-0,6%) registou-se uma redução do emprego.

EM 2005, A DESPESA COM INVESTIMENTO POR EMPREGO MAIS ELEVADA FOI NA REGIÃO DOS AÇORES E A MAIS BAIXA FOI NA REGIÃO DO NORTE

A produtividade (PIB por empregado), a riqueza “per-capita” (PIB por habitante) e a despesa de investimento por emprego (FBCF por empregado) são muito diferentes entre as diferentes regiões do País como revelam os dados do quadro seguinte.

QUADRO III - Produtividade, riqueza “per-capita” e despesa de investimento por emprego nas diferentes regiões do País em 2005

REGIÕES

PIB por empregado

PIB por habitante

FBCF (Investimento) por empregado

% em relação ao valor da Região de Lisboa

2005 - Euros

2005 - Euros

2005- Euros

PIB/Empregado

PIB/Hab.

FBCF/Empregado

Norte

23.857

11.200

5 160

59,3%

56,3%

72,6%

Centro

23.264

11.942

5 804

57,8%

60,0%

81,7%

Lisboa

40.263

19.907

7 106

100,0%

100,0%

100,0%

Alentejo

31.638

13.100

8 872

78,6%

65,8%

124,9%

Algarve

29.716

14.894

7 909

73,8%

74,8%

111,3%

R A Açores

28.964

12.487

12 380

71,9%

62,7%

174,2%

RA Madeira

35.581

17.769

12 111

88,4%

89,3%

170,4%

FONTE: Contas Regionais : 2000-2005 – INE

Em 2005, a produtividade na Região do Norte correspondia apenas a 59,3% da produtividade da Região de Lisboa; a do Centro a 57,8%; a do Alentejo a 78,6%; a do Algarve a 73,8&%; a dos Açores a 71,9%; a da Madeira a 88,4% da produtividade da Região de Lisboa. Em relação à riqueza produzida por habitante em 2005, a da Região do Norte correspondia apenas a 56,3% da de Lisboa; a do Centro a 60%; a do Alentejo a 65,8%; a do Algarve a 74,8%; a dos Açores a 62,7%, e a da Madeira a 89,3%. Apesar disso, a despesa de investimento por emprego era em várias regiões do País superior à da Região de Lisboa, Assim, em 2005, a despesa de investimento por empregado na Região Norte correspondia apenas a 72,6% da despesa de investimento por emprego da Região de Lisboa; a da Região do Centro correspondia a 81,7%; mas a das outras regiões, apesar de terem produtividade e riqueza criada por habitante inferiores à da Região de Lisboa, apresentavam despesa de investimento por emprego superiores à da Região de Lisboa. Assim, a despesa da região do Alentejo era superior à da Região de Lisboa em 24,9%; a do Algarve em 11,3%; a dos Açores em 74,2%; e a da Madeira em 70,4%. As regiões do Norte e do Centro são claramente sacrificadas em termos de investimento quando as comparamos com a Região de Lisboa, sendo o investimento nas restantes regiões do País superior ao da região de Lisboa, mas não tendo o retorno em termos de aumento de produtividade e de crescimento de riqueza para as respectivas populações que seria de esperar, o que pode ser uma consequência da deficiente qualidade desse investimento, o que agrava ainda mais as desigualdades regionais.

O DESEMPREGO TEM AUMENTADO MAIS NAS REGIÕES DA MADEIRA, DO CENTRO E DO NORTE

O desemprego tem aumentado de uma forma desigual nas diferentes regiões do País, como revelam os dados do INE constantes do quadro seguinte.

QUADRO IV – Variação do desemprego por regiões entre 2000 e 2007

REGIÃO

2000

2006

2007

VARIAÇÃO %

Mil

Mil

Mil

2007-2000

2007-2006

PORTUGAL

205,4

427,9

448,5

118,4%

4,8%

Norte

76,0

175,8

186,0

144,7%

5,8%

Centro

27,9

74,5

76,6

174,6%

2,8%

Lisboa

71,4

119,9

126,8

77,6%

5,8%

Alentejo

18,0

34,9

31,3

73,9%

-10,3%

Algarve

6,5

11,8

14,5

123,1%

22,9%

RA Açores

2,8

4,3

4,9

75,0%

14,0%

RA Madeira

2,8

6,7

8,4

200,0%

25,4%

FONTE: Estatísticas do Emprego - 4º Trimestre de 2007 – INE

Entre 2000 e 2007, o desemprego aumentou 118,4% a nível do País, mas na Região Norte subiu 144,7%; na do Centro 174,6%; na de Lisboa 77,6% na do Alentejo 73,9%; na do Algarve 123,1%; na dos Açores 75%; e na da Madeira 200%, o que contribui para o aumento das desigualdades regionais já que crescimentos muito diferentes determinam agravamento diferente das respectivas situações sociais.

AS PENSÕES E AS REMUNERAÇÕES DECLARADAS PARA A SEGURANÇA SOCIAL VARIAM

MUITO DE DISTRITO PARA DISTRITO

Uma parte importante da população portuguesa são pensionistas. E o valor da pensão média de velhice é muito baixo. No entanto, existem distritos onde os valores são ainda mais baixos que a média nacional, como revelam os dados do quadro, o que reflecte as grandes desigualdades regionais. O mesmo se verifica a nível de remunerações declaradas à Segurança Social.

QUADRO V – Pensões médias mensais de velhice e remunerações médias mensais declaradas

à Segurança Social por distritos – 1º semestre de 2007

DISTRITOS

VELHICE

TRABALHADORES CONTA OUTRÉM (TCO)

Reformados

Pensão Média -

Total

Remuneração declarada -Euros

Aveiro

114.472

338

233.052

693

Beja

37.459

289

38.238

647

Braga

114.227

316

270.215

604

Bragança

32.116

254

23.585

611

C. Branco

48.322

281

49.324

638

Coimbra

79.905

315

116.569

768

Evora

38.429

315

47.774

682

Faro

65.937

313

150.278

654

Guarda

38.968

267

36.776

622

Leiria

82.887

315

144.566

709

Lisboa

354.416

463

721.334

1.027

Portalegre

31.052

296

30.423

644

Porto

245.272

390

571.197

742

Santarém

89.177

323

134.681

713

Setúbal

128.682

419

259.478

901

V. Castelo

44.692

276

61.466

610

Vila Real

41.059

264

42.030

590

Viseu

72.074

275

93.270

621

TOTAL

1.659.146

359

3.024.256

785

FONTE: Estatísticas da Segurança Social - Dezembro 2007 - Instituto Informática –MTSS

Em 2007, a pensão média mensal de velhice paga no País era apenas de 359 euros, e a remuneração média mensal declarada à Segurança Social de 785 euros. No entanto, verificam-se grandes desigualdades entre os diferentes distritos. Assim, a pensão média paga no distrito de Lisboa era de 463 euros, enquanto a paga no distrito de Vila Real atingia somente 264 euros. Por outro lado, a remuneração média mensal declarada foi de 1.027 euros no distrito de Lisboa, enquanto a do distrito de Vila Real atingiu apenas 590 euros.

O ESTADO INVESTE DE UMA FORMA MUITO DESIGUAL NOS DIFERENTES DISTRITOS DO PAÍS

O principal Plano de Investimento do Estado é o PIDDAC . E como mostram os dados do quadro seguinte o Estado tem investido de uma forma extremamente desigual entre os diferentes distritos do País, o que tem contribuído para agravar as assimetrias regionais.

QUADRO VI – PIDDAC por distritos – 2002/2008

DISTRITOS

PIDDAC- Mil Euros

Variação 2008-2002

ESTRUTURA

2002

2005

2008

% do TOTAL

Mil €

Mil €

Mil €

2002

2005

2008

Total PIDDAC

6.638.990

6.724.022

3.616.091

-45,5%

100%

100%

100%

Aveiro

285.230

254.789

63.581

-77,7%

4%

4%

2%

Beja

186.323

134.692

92.997

-50,1%

3%

2%

3%

Braga

358.267

182.649

62.285

-82,6%

5%

3%

2%

Bragança

125.063

94.711

45.135

-63,9%

2%

1%

1%

Castelo Branco

148.273

124.805

62.132

-58,1%

2%

2%

2%

Coimbra

218.163

231.777

140.458

-35,6%

3%

3%

4%

Évora

135.804

151.891

71.700

-47,2%

2%

2%

2%

Faro

333.702

262.268

95.225

-71,5%

5%

4%

3%

Guarda

98.997

103.284

57.891

-41,5%

1%

2%

2%

Leiria

150.698

120.171

52.072

-65,4%

2%

2%

1%

Lisboa

1.233.398

1.169.517

480.171

-61,1%

19%

17%

13%

Portalegre

92.316

85.973

45.328

-50,9%

1%

1%

1%

Porto

1.022.414

1.202.379

282.527

-72,4%

15%

18%

8%

Santarém

199.240

233.431

48.429

-75,7%

3%

3%

1%

Setúbal

363.909

219.963

93.866

-74,2%

5%

3%

3%

V. Castelo

118.734

54.771

27.989

-76,4%

2%

1%

1%

Vila Real

96.045

106.341

51.957

-45,9%

1%

2%

1%

Viseu

167.546

125.731

54.653

-67,4%

3%

2%

2%

Vários distritos

1.386.028

984.655

21%

27%

FONTE ; Relatórios do OE de 2002, 2005 e 2008

Embora o Plano de Investimento da Administração Central – PIDDAC –não inclua a totalidade dos investimentos do Estado, no entanto ele é o Plano mais importante dos investimentos realizados pelo Estado, sendo um indicador importante da actividade realizada pelo Estado neste campo assim como das prioridades definidas pelo Governo. Entre 2002 e 2008, o investimento realizado pelo governo através do PIDDAC reduz-se em -45,5% a nível do País. No entanto, a diminuição atinge - 77,7% no distrito de Aveiro; -82,6% no de Braga; -63,9% no de Bragança; -75,7% no de Santarém; -74,2% no de Setúbal; -76,4% no de Viana do Castelo; -67,4%no de Viseu. É evidente que redução tão drástica e tão desigual do investimento público contribuirá para agravar ainda mais as desigualdades regionais.


Eugénio Rosa – Economista