quinta-feira, julho 13, 2006

O tio da América


Se fosse hoje, podia ter usado pelo menos o dobro dos rostos usados.

quarta-feira, julho 12, 2006

Para matar saudades...

Não é comida desta vez...

Lembra-se do Conan, Marco, Heidi, Os Cinco, Sandokan, etc.?
Então matem aí saudades:

Clica aqui

Mais festa...!


O lagar é em Casegas! Tenho de vos puxar as orelhas ou a quem vos faz a publicidadade, tenho tenho...!Gostei da imagem/cores mas a informação está muito pobrezinha...muito mesmo! Os cartazes foram à borla? Se foram já cá não está quem falou...
Lá estaremos para uns tintóis! Se tiver tempo....
PS: verifiquem o site www.olagar.sapo.pt (não está a funcionar)

terça-feira, julho 11, 2006

Finalmente o cartaz!


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OS PECADOS SEXUAIS

Image Hosted by ImageShack.us Em matéria de sexo, as secções das revistas femininas tipo «consultório do amor» estão a substituir a velha confissão da Igreja Católica.Dantes, os pecados (muito especialmente os ligados ao sexo) tratavam-se no confessionário, a dois, e ficavam selados pelo segredo da confissão – a inconfidência do padre era delito grave e se ele revelasse os pecados de alguma paroquiana arriscava-se a ser repreendido pelo seu bispo e mesmo a ir para o Inferno. Por isso as mulheres (e os homens) não receavam conta-los, pois tinham a certeza de jamais seriam divulgados. É claro que se pecava tanto ou mais do que agora, sobretudo no que toca a pecados sexuais, mas o que se passava na alcova não vinha para a praça pública. As coisas mudaram e muito; e hoje as meninas e senhoras (e os homens) contam tudo; já não ao padre (que guardava segredo) mas nas páginas das revista femininas com tiragens de dezenas ou centenas de milhar. Contam, sem pudor, as fraquezas da carne e os vícios sexuais mais abjectos. Fazem-no sob a forma de «consultas de amor» com uma liberdade de conceitos e de linguagem que nos deixa de boca aberta. Todos conhecemos essas secções pois são o atractivo de tais revistas. Coisas assim:«O meu namorado gosta que eu lhe faça sexo oral e eu também não desgosto de o fazer, mas acho o sabor do esperma muito desagradável. Embora saiba que ele é uma pessoa muito limpa, não consigo vencer a repugnância e custa-me engolir. Só não lho digo por vergonha e para que ele não me ache uma moça muito antiquada. Que devo fazer?».A consultora, responsável pela secção na revista, responde:«Não há razão para se sentir envergonhada. Há muitas mulheres a quem isso acontece e, realmente, o sabor do esperma varia de homem para homem. Mas não se preocupe que, se insistir, o que agora lhe repugna, tornar-se-á agradável e até desejável».Isto pode parecer incrível aos leitores de boa formação moral. Nós achamos simplesmente curioso, sobretudo o facto de a consultora dizer que «o sabor do esperma varia de homem para homem». Supomos que ela seja uma provadora emérita e experimentada. (Nota: Tão rápida caminha a engenharia biológica que um dia os homens produzirão esperma com sabor a morango ou a framboesa, à vontade das suas amadas.)

segunda-feira, julho 10, 2006

Curriculum de J.Pereira...

...o homem dos sete oficios...

HABILITAÇÕES ACADÉMICAS / CURSOS DE FORMAÇÃO E WORKSHOPS
Licenciatura em Artes Plásticas (Escultura), pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, em 1999.
1986/88 - Curso de Iniciação ao Desenho (aulas com modelo), ministradas pelo escultor Quintino Sebastião. Sociedade Nacional de Belas Artes.
1997 - Workshop, integrado no projecto transfronteiriço ”ALÉM DA ÀGUA”, orientado pelo escultor António Matos, usando-se pedras de granito retiradas do leito do Guadiana.
1999 - Frequentou a Oficina Experimental de Fundição em Bronze, método da cera perdida, orientada pelo escultor Colin Figue, na Associação Cultural de Arte e Comunicação ”Oficinas do Convento” de Montemor-o-Novo.
2003- Beca Alfonso Ariza, Casa Museu Alfonso Ariza, La Rambla, Cordova, Espanha
2005 - Fábrica Electrónica - Restart, Convite para desenvolver na Escola um projecto na área do vídeo, usando os meios da Escola e sendo esta responsável pela produção, pós-produção e divulgação. Resultou o vídeo “Kitt Make yourself”.
2006- Pós Graduação: Curso “Desenhar a Paisagem”, organizado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e Oficinas do Convento, Com orientação do Dr. Javier Maderuelo da Univercidade de Alcalá de Henares
2006 - Curso Paisagen y Pensamiento em Huesca (Completar)

INTERVENÇÕES NO ESPAÇO PÚBLICO
1996/98 - Instalação no Parque Natural da Serra da Estrela. Ley, uma Linha na Paisagem.
1997 - Vidigueira. Instalação na Zona dos Quintalões. Projecto Além da Àgua (trabalho colectivo).
2002 - Instalação ”Presépio”, junto ao Teatro Curvo Semedo, Montemor-o-Novo.

EXPOSIÇÕES COLECTIVAS (Selecção)
1987 - 1.ª Mostra Portuguesa de Artes e Ideias - Forum Picoas, Lisboa
1989 - IV Salão Primavera do Casino do Estoril, Estoril
1991 - VI Salão Primavera do Casino do Estoril, Estoril
1992 - Arte Jovem / Arte Actual, Galeria de Arte do Casino Estoril, Estoril
1993 - Animação do Chiado, Galeria da ESBAL, Lisboa
1995 - VIII Salão Primavera do Casino do Estoril, Estoril
- Exposição Colectiva, Centro Cultural de Portel, Portel
1996 - Pessoa no Casino, Casino do Estoril, Estoril
1997 - Jovens Escultores da FBAUL, Galeria Municipal Gymnásio, Lisboa
- IX Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira, Vila Nova da Cerveira
1999 - Exposição no Convento, Convento de Nossa Senhora da Saudação, Montemor-o-Novo
2002 - Exposição ”Rituais”, Convento de S. Francisco, Montemor-o-Novo - Instalação ”A Sopa”.
2002 - Monsaraz Museu Aberto ”Que Rompam as Águas”, Monsaraz - ”Árvores”.
2003-Contemporâneos temporariamente, Temporariamente contemporâneos
Galeria Vaca no teto, Montemor-o-Novo
2003- Instalação AS ESPÉRIDES. Danças com Livros, Convento da Saudação, Montemor-o-Novo.
2003- Casa Museu Alfonso Ariza, La Rambla Cordova, Espanha.
2004 - Monsaraz Museu Aberto, Cisterna de Monsaraz. Instalação “Epifania”
- Evento “Paralelo 40 graus Norte” Estação de Fatela Penamacor, Fundão. Instalação “Camuflagem”.
2004 - Instalação “Camuflagem”, Galeria Vaca no Teto, Montemor-o-Novo
2004 - Instalação “Camuflagem”, Festival de Cinema Digital da Covilhã, NOVIDAD
2005 - Inatalação “Camuflagem”, Galeria ZDB, Lisboa
2005 - Exposição, “Masala”, Biblioteca António Boto, Abrantes. Com Ana Marchand e Francisco Xavier Menezes.
2005 - Escrita na Paisagem, Festival dos ventos, Castelo Novo, Fundão
2005 - “Best Of” Restart, Lisboa, Vídeo “Make yourself”
2005 - Escrita na Paisagem, “Andamentos”, Évora
2005 - Rio, Montemor-o-Novo
2006 - Encontro da Primavera, Herdade do Freixo (Percurso com intervenções)
2006 - Instituto de Arte Dramática, O Acto, Estarreja, Intalações: Camuflagem e Retorno ao pó

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
1999 - Março; Galeria Municipal de Montemor-o-Novo
2000 - PASSAGEMEMÓRIA - Julho - Câmara Municipal de Évora - INATEL, Évora
- ESPAÇOS DE SILÊNCIO - Agosto - Centro Cultural Raiano - Idanha a Nova
2001 - CORPO SANTO - Fevereiro - Casa do Corpo Santo / Museu do Barroco - Setúbal
2002 - Belgais - Centro para o Estudo das Artes - Castelo Branco.
2003-DO TRABALHO DOS DIAS, Galeria Municipal de Montemor-o-Novo
2004 - Vaca no Teto, Montemor-o-Novo
2005 - “Ecce Homo”, Câmara Municipal do Fundão
2006 - Biblioteca Municipal da Covilhã, “Uma Linha no Território”

PRÉMIOS
1991 - Prémio de Desenho do VI Salão Primavera do Casino do Estoril
1995 - Menção Honrosa / Escultura do VIII Salão Primavera do Casino do Estoril

Invejável...

João Pereira I

sábado, julho 08, 2006

João Pereira na Biblioteca Municipal da Covilhã

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O escultor de Casegas, João Pereira, apresenta finalmente na região o trabalho, "Ley, uma linha no território", Um trabalho iniciado em 1996, já conhecido noutros sítios mas ainda não divulgado na região. Este trabalho, é composto de quatro construções, que se inspiram nas construções primitivas portuguesas, mais explicitamente nos "malhões", construções pastorís. As quatro construções, encontram-se em linha reta e ligam a serra do pigeiro entre Casegas e o Sobral e o Cântaro Magro da Serra de Estrela, passando pela Alvoaça, entre Unhais e Alvoco, onde se encontram as outras duas. Algumas pessoas já se tinham deparado com estas construções, mas não sabiam que se tratava de um trabalho de arte contemporânea. Agora, finalmente, têm a oportunidade de se informarem sobre este trabalho visitando a outra parte deste trabalho - a documentação e outros objectos - que se encontra disponível na Galeria da Biblioteca Municipal da Covilhã até final de julho. Alem de fotografias dos trabalhos, podem ver como foram construidos alguns destes trabalhos, ver que materiais foram utilizados na sua construção, ver um vídeo sobre o trabalho deste autor e ver, ou tomar contacto com a variedade geológica que se encontra nesta linha, observando aquilo que à primeira vista pode parecer uma brincadeira e que é uma linha de pedras que se encontra colocada no chão da galeria. Estas pedras (100), foram recolhidas na linha imaginária que liga as quatro construções e constituem um mapa geológico da região. Se começar-mos pelo lado da Serra, temos os granitos, depois na zona de Unhais, aparecem quartzo e outros tipos de pedra e depois aparecem os xistos e os veios de quartzo característicos do território de Casegas e acaba com o xisto negro do Sobral. Os textos do folheto, que serve de catálogo, aclaram-nos das intenções do autor e o folheto, ao ser um mapa com a localização das construções fornece também a informação para quem quizer aventurar-se neste território à descoberta.

sexta-feira, julho 07, 2006

AMEMOS CASEGAS. DESONRA É NÃO AMAR



Referindo-se à actual crise e à sua vivência real, António Paulouro Neves, distinto Director do Jornal do Fundão de quem sou assinante há trinta e tal anos, afirma em artigo de 29 de Junho, de que se instalou em Portugal “um nacional – cepticismo que o ambiente social, de norte a sul, não deixa de amplificar em queixumes e não sei quantas mil desgraças com impacte real no quotidiano”.
Constatando efectivamente que sendo a crise à escala mundial, em Portugal, devido fundamentalmente a debilidades próprias, específicas, a angústia parece ser dado adquirido e persistente. No caso concreto português os horizontes estão hoje cerrados para muitos de nós. O número dos que andam zangados com o país cresce a olhos vistos. E quem acaba por sofrer muito mais são sempre os mais jovens, os que procuram o primeiro emprego.
E convirá novamente aqui relembrar o jornalista: “ não admira, por isso, que os portugueses dêem expressão a uma certa neurose colectiva que, para além dos seus fundamentos contestatários, desenvolve sobretudo um, certo demissionismo cívico, visível tantas vezes na indiferença com que se encaram as questões da sociedade e outras num silencio que mal esconde uma auto-fagelação mítica.”
Digo eu agora, Caseguenses, não nos deixemos abater por este “ nacional – cepticismo”. Com tamanho nevoeiro, sebastânico, à nossa frente, urge que não nos demitamos do dever cívico de, como cidadãos, denunciar o que não está correcto. E vós sabeis, nós sabemos que esses desmandos têm já história e continuam no país, na nossa terra. Muitas das nossas cidades e aldeias estão a ser maltratadas pela incompetência, por gente medíocre. Devemos estar atentos ao caciquismo e fazer a denúncia do nacional porreirismo. Nós não podemos desperdiçar mais tempo. É necessário começar a congregar forças em Casegas para que a tacanhez e o conservadorismo retrógrado seja vencido.
Num país como o nosso em que a realidade muitas vezes mais parece estar ausente, perante um país que continua conquistado, e sempre e ainda à beira mar plantado, nós sabemos quanto custa a liberdade e quão doloroso é para nós o sonho sonhado, que, sempiterno, por adormecido, misteriosamente continua por não ser cumprido.
Em tempo deveras controverso, como o que atravessamos hoje, é importante que saibamos não ter medo, e ser fortes, resistindo, porque, e como disse Camilo José Cela, " resistir é vencer.” Urge que em Casegas todos se mobilizem, nomeadamente os mais jovens, e que tomemos consciência dos problemas da nossa aldeia que não queremos ver a mais morrer. É importante que se discutam ideias e se proponham soluções. É necessário que não se desista.
Amemos Casegas. Desonra é não amar.

E valará a pena finalizar com a filosofia sempre sábia de Manuel Alegre, que dirigindo-se a outra grande poetisa, em carta, diz a SOFIA:

“Talvez a própria vida seja isto
Passar montanha e mar sem se dar conta
De que o único sentido é procurar.
Como os Índios do seu poema eu não desisto
Sou um Português errante a caminhar
Em busca do País que não se encontra”.

Do Tonho, filho de outro Tonho, o Tonho Alves

Uma caminhada para ver as figuras rupestres

Lembram se do putosito do Tó Manel? Olhem-no aí a escrever sobre casegas como gente grande... Obrigado Miguel! Um abraço!








Os participantes tiveram a oportunidade de ver algumas figuras rupestres existentes naquela zona


"A organização levou os participantes por caminhos na serra para conhecerem algumas das figuras rupestres que têm sido descobertas naquela zona

NESTA aldeia que está enredada por serras e por uma ribeira que a atravessa, onde há mulheres que nela lavam a roupa e onde os ra­pazes mais jovens se lançam do cimo de uma árvore para o açude, já desde o passado distante que assim é, como a lembrança perdi­da no tempo.
Perdidas no tempo estão tam­bém as figuras rupestres que sur­gem cada vez em maior número por essas serras. Foi com o intuito de as divulgar, que foi organizado no passado dia dois de Julho uma caminhada de cerca de 20 quiló­metros. A adesão dos participan­tes rondou algumas dezenas de pessoas. Muitos destes tiveram o privilégio de percorrer as serras que rodeiam Casegas num per­curso que os levou ao local da Portela da Casa Branca, onde ou­trora os almocreves que por aqui passavam se encontravam e reu­niam. Aqui se fez uma pausa para recuperar forças comendo qual­quer coisa e ganhar novo ânimo para os restantes quilómetros que passariam bem perto da localida­de de Erada, prosseguindo depois para Casegas, onde se preparou um almoço convívio.
Luciano Branco Duarte, é um funcionário público que para além de ter descoberto já várias figuras rupestres na região - as últimas das quais há cerca de 20 dias, e que puderam ser vistas por aqueles que participaram nesta "Caminhada Arqueológica" - também se dedica à organização destas iniciativas: caminhadas te­máticas como a "Dos Mineiros" ou a "Dos Ganhões". Salienta so­bretudo o convívio que estas ac­ções proporcionam, mas relembra que faltam os apoios, sobretudo por parte da Câmara Municipal da Covilhã, "no financiamento de uma equipa de arqueólogos para se executarem os levantamentos necessários". Toda esta região tem um grande potencial arqueo­lógico. Para o Instituto Português de Arqueologia, estas descobertas têm uma importância a nacional, não só em quantidade também na zona onde estão situadas, que é a cordilheira central Serra da Estrela, onde existia um vazio que agora começa preenchido. Cronologicamente esta arte rupestre data especialmente do período da Proto-História, do período Moderno contemporâneo. São visíveis setes (pequenas covas), antropomorfes (com figuras fálicas) e podomorfes (desenhos de pés), feitas por método de abrasão método de picotagem na rocha.


FICHA
Figuras
Perdidas no tempo estão também as figuras rupestres que surgem cada vez em maior número por es­sas serras.
Passeio
Foi com o intuito de as divulgar, que foi organizado no passado dia dois de Julho, uma caminhada de cerca de 20 quilómetros. A adesão dos participantes rondou algumas dezenas de pessoas."
Miguel Geraldes

Aínda a praia fluvial...

Reforçando o que já havia sido proposto neste post, eis que surge mais uma opinião de peso relativa à requalificação do espaço da "praia fluvial":
Carta do nosso sempre inconformado (e bem), Tó Luìs ao JF.
À edilidade local pede-se que coloque esta infra-estrutura na linha da frente das suas prioridades porque o tempo urge!
CASEGAS está confrontada em todos os sectores com a necessi­dade de aproveitar melhor os escassos recursos de que dispõe. E não são muitos como sabem. A tarefa fundamental, fazer mais e melhor com os mesmos meios, obriga-nos a uma exigência maior no trabalho de todos os dias, com todas as forças vivas desta terra sem excepção, para combater a desertificação. Qual­quer que seja o posicionamento ideológico em que nos coloque­mos, dificilmente poderá es­capar a esta exigência. Parafra­seando localmente um político americano da década de sessenta "Não perguntem o que a vossa terra pode fazer por vocês, mas antes o que podem vocês fazer por ela". De vez em quando, bus­camos nos compêndios das fra­ses com história uma ideia inspi­radora que se adeqúe ao estado de espírito do meio local em que vivemos. Isto a propósito do de­ficiente aproveitamento da área de lazer na ribeira de Casegas, transformando-a numa praia flu­vial através de uma candidatura de projecto, integrada no 4.° Qua­dro comunitário de apoio de 2007 a 2013. À edilidade local pede-se que coloque esta infra­-estrutura na linha da frente das suas prioridades porque o tempo urge. A sua candidatura a ser bem sucedida, constituiria um dos alicerces em que assentaria algum desenvolvimento econó­mico, que contribuiria para ren­tabilizar algum pequeno comér­cio e turismo locais. Apelamos para que a edilidade se transfor­me num condomínio de todos os caseguenses descentralizando a sua gestão, exercitando a cidada­nia a níveis de excelência, indo ao encontro de todas as associa­ções e forças vivas, revitalizando o Conselho Cultural para o trans­formar num órgão de apoio ao desenvolvimento do projecto. Sendo a edilidade local o motor político e o representante de to­dos os caseguenses, aquela tem a obrigação cívica de se rodear de todas as sensibilidades para tra­balhar em equipa, de auscultar, de conhecer, de desenhar políti­cas e conceitos adaptados à nossa realidade local, sob pena de num futuro que se aproxima perder­mos a nossa identidade. Se não tivermos visão estratégica, parce­ria e cooperação q.b. estaremos condenados à subalternização (veja-se a proposta do governo para a extinção de freguesias, a extinção da escola a curto prazo). Para vencermos num mundo glo­balizado temos que ser inovado­res, com alguma capacidade competitiva, e a praia fluvial se­ria uma sustentabilidade, que se transformaria numa força mobili­zadora da economia local, de­tentora de uma capacidade de promover o desenvolvimento co­munitário, a coesão social e a identidade cívica desta aldeia desertificada.
ANTÓNIO LUÍS BRANCO ROMÃO
CASEGAS

Que se lixe!

Image Hosted by ImageShack.us Que se lixe MIGUEL ESTEVES CARDOSO
Pronto. Que se lixe. Levem lá a taça, que a gente continua cá, se não se importam. Vamos ali fazer um piquenique com os alemães e voltamos já.
Possa, já se sabia que tinha de ser com o raio dos franceses e que Portugal jogar mal ou bem seria irrelevante. Mas tanto?! A ironia, muito francesa porque é daquelas pesadas e óbvias que não têm graça nenhuma, é que Portugal jogou muito bem e a França não jogou nada. Aliás, quanto melhor jogava Portugal, mais aumentava a probabilidade da França ganhar. É azar. É esse o termo técnico, exactamente.
Não foi só o árbitro, embora este tudo tenha feito para ser a estrela principal da partida. Não, é o azar que os franceses dão. Mesmo quando estão cabisbaixos e amedrontados, cheios de vontade que o tempo passasse e os poupasse, dão azar.
E porquê? Porque os portugueses também dão azar aos franceses, coitados. Dão-lhes o azar de pô-los a jogar mal. E o azar de fazerem figura de tontos e medricas. Os franceses também não mereciam tal azar. Tanto mais que cada jogo com eles traz uma vingança pré-fabricada: depois desta meia-final, já ninguém poderá dizer que Zidane e os "bleus" renasceram milagrosamente. Onde? Quem? Não, o milagre foi só um: o de não terem perdido.
Em contrapartida, os franceses dão aos portugueses o azar de perder. Bonito serviço. Assim não dá gosto; não se pode trabalhar; nem há condições para jogar; é escusado. E quando jogarmos outra vez com os franceses, vai acontecer a mesma coisa. O azar existe e o azar reincidente e metódico, no caso da França, existe mais ainda. Antes fosse ao contrário? Talvez não. Mais vale perder como perdemos, a jogar como campeões, do que ganhar a jogar como os franceses, como perdedores natos, receosos e trapalhões, sem saber o que se passa ou o que se vai passar. Fizeram má figura e ganharam. Que os italianos lhes sejam leves!
Dirão uns que não faz mal, que já foi muito bom chegarem às meias-finais. Mas não é verdade. Para chegarem às meias-finais foi preciso pensarem que podia ser campeões do mundo. E agora custa um bocadinho – um bocadinho nobre e bonito mas muito custoso – voltar atrás. Se a esplêndida selecção portuguesa tivesse pensado que bastaria chegar às meias-finais nem tinha ganho ao México e muito menos à Holanda e à Inglaterra.
Foi bonito saber, como ficou sabido e comprovado, que não é assim tão difícil Portugal ser campeão do mundo. O próximo Mundial, em 2010, parece muito mais apetecível por causa disso. É ganhável – como era este. Não se pode subestimar a segurança que o Mundial 2006 trouxe à selecção. Já não se pode falar em sonhos como se fossem delírios. Não: os sonhos agora passaram a objectivos, altamente práticos e alcançáveis. É obra.
Portugal já não é o "outsider" que era nos primeiros dias do mês passado. Por muito que isso custe aos detractores e inimigos (que utilizaram esse estatuto marginal para nos marginalizar ainda mais), a partir de agora Portugal é não só um campeão potencial como um campeão provável.
Tanto crescemos que finalmente ficámos crescidos, adultos, senhores. É bom que os outros senhores do futebol comecem a habituar-se à presença e à ameaça constantes dos novos senhores. Porque os antigos menininhos portugueses, que eram tão giros e que tanto jeitinho davam, desapareceram para sempre.
Este Mundial já está ganho. Que se lixe. Venha outro!

sábado, julho 01, 2006

Caseguense ganha "O mais requintado"

Rui Jorge Costa cumprimenta Presidente da RTSE (Região de Turismo da Serra da Estrela), Jorge Patrão na entrega do diploma.

O nosso Á Manjedoura, ganhou prémio do Prato Mais Requintado numa mostra gastronómica de Queijo Serra da Estrala.
O concurso consistia, segundo o Á Manjedoura, ne criação de um prato que tivesse como ingrediente o Queijo da Serra. O nosso conterrâneo aínda foi entervistado pela SIC, mas lamentávelmente a peça foi cortada. Agora é só futebol...
O prato era "Lombinhos de Chiba"-lembra-se de cada uma este-, que cosa "macabra"!
Clique aqui para ver outros promenores publicados pelos nossos amigos do Mafia da Cova.
Aaaaaah, já me esquecia, pôs os Japoneses a comer Burlhões...e parece que os gajos adoraram!!
Parabéns Á Manjedoura!