Mostrar mensagens com a etiqueta sócretinices. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sócretinices. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, maio 27, 2011

Pouca vergonha ou nenhuma!


PS paga apoio com refeições

Seguem José Sócrates para todo o lado, de norte a sul do País, em autocarros pagos pelo PS.

Depois são usados para compor os comícios, agitar bandeiras, e puxar pelo partido, apesar de muitos deles não perceberem uma palavra de português e não poderem votar. Em troca têm refeições grátis.

Tratam-se de imigrantes provenientes da Índia e Paquistão, trabalhadores nas lojas do Martim Moniz, Lisboa, e na construção civil.

Estiveram com José Sócrates em Beja, Coimbra e no comício de ontem em Évora, onde deram nas vistas ao exibir os seus turbantes. Até à porta da RTP, no dia do debate com Passos Coelho, realizado na sexta-feira, estiveram de bandeiras em punho.

Além do transporte, conforme o CM verificou, o PS disponibiliza refeições e lanches. Deixaram os seus trabalhos para apoiar Sócrates, mas disseram ao CM que não são pagos por isso. "Não são pagos" garantiu também ontem fonte do PS, justificando que a presença dos imigrantes está inserida "na estrutura voluntária da campanha".

Singh Gurmukh, indiano e trabalhador na construção civil, é acompanhado por quatro dezenas de imigrantes asiáticos em Évora.

Diz que segue Sócrates de "graça" como reconhecimento pelo apoio à sua comunidade. "Só pagam o autocarro e a comida", disse num português pouco perceptível.
A par desta comunidade, o comício contou ainda com mais de uma centena de africanos, que viajaram em dois autocarros da zona do Cacém, Sintra. "Chegámos esta tarde. Apoio Sócrates ", disse Sandim Cassama, da Guiné-Bissau, e residente em Portugal há 20 anos.

Mascarado dá trabalho a seguranças

Junto ao recinto preparado para o discurso de Sócrates deu nas vistas um homem mascarado de Darth Vader (personagem do filme ‘Guerra das Estrelas’) vestido de fraque.

A sua presença foi seguida de perto pela segurança privada do líder do PS. Até porque, na quarta-feira, em Vila Franca de Xira , originou distúrbios e confusão.

Palco do comício criticado nas redes sociais
A praça do Giraldo foi ontem ocupada por um megapalco e bancadas para o comício de Sócrates. A população local manifestou desagrado, mas foi na página do Face book do grupo Sentir Évora que se registaram mais críticas.

Quem comentou classificou de "chocante" os gastos com a campanha em tempos de crise.

sexta-feira, maio 06, 2011


«O discurso de Sócrates na terça-feira sobre o acordo com o triunvirato BCE-FEEF- FMI teve um carácter absolutamente singular na história da comunicação política portuguesa, porventura mundial e até histórica. Desde os discursos políticos de Péricles e o último do verdadeiro Sócrates, na versão de Platão, nunca antes um dirigente nacional, a quem coube anunciar um acordo que moldará a vida colectiva nos anos seguintes, teve a cobardia política de esconder o que realmente o documento estabelece e a ousadia de inventar o que o documento não diz.
A retórica do primeiro-ministro foi delirante: o acordo não prevê a revisão constitucional, o fim da escola pública, não prevê crocodilos a voar nem terramotos às segundas, quartas e sextas. O acordo não prevê nada disso. Nos manuais de retórica, procurei, entre as figuras de estilo registadas pelos peritos da linguagem desde Roma Antiga, uma que se assemelhasse a este ilusionismo, como lhe chamou Helena Matos (PÚBLICO, 05.05). Não encontrei. Há figuras de estilo em que se nega uma coisa para afirmar outra, mas nenhum autor, desde há mais de dois milénios, parece ter previsto esta velhacaria política de omitir a realidade concreta (má), substiuindo-a por invenções concretas (boas).
Ao pé deste recurso discursivo, espelho de uma governação limitada ao “luzes-câmaras-acção!” e o país que se dane, o resto do que aconteceu na terça-feira não passou de detalhes, mas vale a pena registar.
- Sócrates chamou “conferência de imprensa” à declaração sem direito a perguntas.
- Semanas depois de desaparecido da vida pública, como um ministro de Stalin ou Brejnev, Teixeira dos Santos marcou inusitada presença espectral atrás do líder.
- O governo agendou a declaração para as 20h30, coincidindo com o intervalo do habitual “serviço público” da bola na RTP1, mas atrasou para as 20h40, dificultando à RTP1 ouvir a oposição em directo, o que esta preferiu não fazer, mesmo quando Catroga já estava no ar na TVI e na SIC às 20h47. A RTP1 deu anúncios e voltou ao futebol, que recomeçou às 20h50.
- A Central de Propaganda é tão boa a criar imagens como a proibi-las: impediu aos repórteres de imagem fotografar a declaração; só houve as imagens oficiais da TV e dum fotógrafo do governo. A preocupação de Sócrates em controlar ao máximo a visão de si que sai nos media motivou este acto de censura, por receio da liberdade do olhar dos repórteres fotográficos, que sempre ultrapassa a rigidez das câmaras de TV.
O objectivo desta operação de desinformação visou enganar os cidadãos mais ingénuos, que não acompanham as manobras políticas e propagandísticas em detalhe ou que são crédulos em relação aos governantes. A acção foi planeada ao pormenor. Durante semanas, a Central de Propaganda, e até o próprio Sócrates, conseguiram endrominar alguma imprensa, passando-lhe falsas medidas, que nunca estiveram previstas, para assustar os portugueses. “Houve desinformação gritante nos últimos dias, com exagero claro de medidas de austeridade”, escreveu Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios (05.05). Beneficiário único da desinformação: o Governo. Que desinformação perversa, esta de inventar mentiras para que o primeiro-ministro as possa depois desmentir.
Os media que serviram de mensageiros das falsas medidas de austeridade deveriam pedir desculpa aos seus leitores ou espectadores. Os proprietários e os jornalistas destes media deviam perguntar a si mesmos se as baixas vendas de jornais não estarão relacionadas com uma persistente subserviência à mentira e à amplificação da propaganda do poder. Como escrevia Pedro Guerreiro, ou se está ao serviço de fontes mentirosas ou ao serviço dos leitores.»


Eduardo Cintra Torres, Público

domingo, fevereiro 20, 2011

Viram por ai a malta do PS e do PSD? Não me parece...

Precaver o futuro?


O Parlamento chumbou hoje, com votos contra do PS e PSD, projetos de BE, PCP e CDS que limitavam as remunerações dos gestores públicos e alargava a limitação aos órgãos diretivos de institutos públicos, autoridades reguladoras independentes, empresas regionais, municipais, intermunicipais e metropolitanas.

Numa altura em que o país não tem dinheiro para nada pode parecer estranho que não pense que pode poupar alguma coisa com gente que ganha milhares, dezenas de milhares e em alguns casos centenas de milhares de euros, sem contabilizar os cartões de crédito, carros, telefones, prémios e todas as outras alcavalas que recebem. Porque será que votaram contra? Talvez, porque já sabem que um dia, quando deixarem de ser deputados, o seu futuro passa por ocuparem cargos nessas em presas públicas? Se o seu destino fosse irem parar a uma fábrica ou trabalharem numa caixa de supermercado não tivessem aprovado as leis de trabalho que retiram direitos e facilita os despedimentos e tivessem exigido que o acordo para aumentar o ordenado mínimo para 500 euros fosse cumprido.


Kaos

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

A festa do desempregado



Depois de o Eurostat ter divulgado que a taxa do desemprego se manteve em Dezembro em Portugal nos 10,9%, Valter Lemos sublinhou que a tendência quanto ao desemprego é de "estabilidade" e que 2010 foi "bastante melhor" do que as previsões da "esmagadora maioria" dos comentadores e organizações internacionais. "Todos os que pensaram que Portugal ultrapassaria os 11% em 2010 falharam. As previsões do Governo foram as mais certeiras", disse o responsável .

Porreiro pá!, só 10.9% de desempregados e aqueles sacanas a dizer que ia chegar aos 11%.
Na verdade, entre Setembro e Dezembro, todos os dias mais 236 pessoas ficaram sem emprego, 10 por hora, uma em cada 6 minutos do dia. Mais 21712 desempregados em 3 meses, mas a percentagem mantém-se igual. Boa Valter, podes mesmo fazer uma festa que as centenas de milhares que já caíram na miséria e desespero do desemprego não deixarão de te brindar, senão for com champanhe será com alguns nomes que é melhor nem aqui dizer

KAOS

quinta-feira, novembro 04, 2010

José Mário Branco - FMI (ao vivo/audio) parte 1



A ver se nos entendemos!
Afinal é a musica escrita em finai dos anos 70 que é actualissima, ou é o país que está igual aos finais dos anos 70?

quinta-feira, outubro 28, 2010

Comunicado aos encarregados de educação do 1º ciclo

COMUNICADO

Caros Encarregados de Educação dos alunos do 1º ciclo, Em virtude do Orçamento de Estado, houve um aumento do IVA de 6% para 23% referente ao leite com chocolate que é fornecido pelos estabelecimentos de ensino públicos, ao pequeno almoço dos alunos.

Por este motivo, e por uma razão económica, todas as manhãs, passa a ser disponibilizado aos mesmos 1 pacote de vinho tinto/branco PORTA DA RAVESSA que mantêm a taxa de IVA a 13%.

Pela Ministra
Isabel Alçada

sexta-feira, abril 16, 2010

OS SOCRASÍADAS

O meio literário português foi surpreendido hoje por uma nova versão, lida revista e ampliada (mais uma), declaradamente plagiada d' Os Lusíadas e que fala da nossa (querida) Primadona Ministra Sócratina

OS SOCRASÍADAS


Os votos e os ladrões assinalados

Que do nordeste agreste transmontano

Por artifícios nunca d'antes perpetrados

Passaram inda além das trafulhices,

Sem perigos e guerras esforçados

De quem vive a política na gandaia

E da gente humilde fanaram

A massa com que tanto enriqueceram;
E também as memórias ingloriosas
Daqueles sem vergonha que se foram apossando
Com engodo e fraude do poder alternativo
Que do norte ao sul andaram mentindo,
E aqueles que por obras viciosas
Se vão da lei sempre se cagando,
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

Cassem do vernáculo e da gramática
Os erros nos discursos que fizeram;
Cale-se de Machado e de Queirós
Os textos sublimes que escreveram;
Que eu canto o peito ilustre Socritano,
A quem ministros e secretários obedeceram.
Cesse tudo o que o PS antigo canta,
Que outro PS apequenado se alevanta.

Deste ócio parlamentar sem mais temores,
Alcança os que são de fama amigos
Milhares de "boys" e graus maiores;
Encostando-se sempre nos amigos
Companheiros de rambóia e assessores;
Foram anos dourados, entre os finos
Lençóis de fio egípcio, puros linhos;

Se esta gente que busca Ministério.
Cuja valia e obras tanto acusaste,
Não queres que padeçam vitupério,
Como há já tanto tempo que ordenaste,
E ouças mais, pois não és juiz de direito,
Dar razões a quem sucede que é suspeito.

Passando ao largo o vento acalma
Mas não duraria muito a calmaria
Eis que um falso amigo denuncia
Que um certo Freeport e seus adelos
Trazem malas cheias de al$gria
Mês a mês, com acertada pontaria,
Pontualidade de antemão agradecida
Pelos súbditos que dançavam a quadrilha.

Entre gentes tão fiéis e tão medrosas,
Mostra quanto pode; e com razão,
É tão fácil entre ovelhas ser leão.
Sabe bem o que o um certo Vara arquictetou,
E de tudo o que viu com olho atento,
Negou e negando assim ficou,
Até mesmo quando outro companheiro
Numa REN foi apanhado com dinheiro.
São uns malandros, explicou.
Mas, com risonho e ledo fingimento,
Tratá-los duramente determina,
Pois assim engana o povo, imagina.

Mas não lhe sucedeu como cuidava.
Eis que aparecem logo em companhia
Uns comparsas que frequentavam aquela
assembleia, que de bordel em nada parecia.

Corrupto já lhe chamam os inimigos,
Danoso e mau ao fraco corpo humano
E, além disso, nenhum contentamento,
Que sequer da esperança fosse engano.

Mas vê-se bem, num e noutro bando,
Partido desigual e dissonante
São muitos contra muitos; quando a gente
Começa a alvoroçar-se totalmente
«Viram todos o rosto aonde havia
a causa principal do reboliço:
entra em cena um caseiro, que trazia
o testemunho sincero do serviço
que as damas ali prestavam
para tão selecta companhia,
e onde fortunas repartiam..
Não perguntava, mas sabia
As alegres badaladas que ali via.

É um suceder de ventos malcheirosos.
Denuncia a imprensa dos maldosos
que o divino comandava um corpore activo
não explicando à roda solta a gastança
com uns cartões em prol da segurança
da coroa e do cetro SO-lalante..
São rubis, esmeraldas, diamantes,
em luzentes assentos bem cuidados,
estofados à conta do erário.
Outros serviçais todos assentados
na Nação e no Simplex concertavam
desculpas para os fulanos que acusavam
fazendo coro com os sociais democratas que gritavam.
(Precedem os antigos, mais honrados,
Mais abaixo os menores se assentavam);
Quando o divino alto, assim dizendo,
com tom de voz começa grave e horrendo:
- «Eternos moradores do luzente,
Estelífero Pólo e claro Assento:
sou o grande valor pros crédulos e inocentes,
de mim não perdeis o pensamento,
deveis de ter sabido claramente
como é dos fatos grandes certo intento
que por ela se esqueçam os humanos
Varas, Felgueiras, Gregos e Romanos"

Mas em particular o esperto mui sabia,
que mentir o faz mais elegante,
Vereis como sorria e escarnecia,
Quando das artes bélicas, diante
Dele, com larga voz tratava e mentia.
Para a disciplina militar ali prestante:
"-não se aprende, senhores, na fantasia,
sonhando, imaginando ou estudando,
senão vendo, cochichando e armando"..
Mas eis que fala falso, mas alto e rude,
da boca dos pequenos sabia, contudo,
que o louvor sai às vezes acabado.
"Tem-me falta na vida honesto estudo,
com longa malandragem misturado,
E engenho, que aqui vereis presente,
cousas que juntas se acham raramente".

"Para servir-vos, braço às armas feito,
Para cantar-vos, minto às Musas dada;
Só me falece ser a vós aceito,
De quem virtude deve ser prezada".

"Se isto o Céu concede, e o vosso peito
Oh dígna empresa, dígno empreiteiro,
com a ladroagem mente e vaticina
olhando a sua substituta assaz divina,
as más, as ladras, as serpentuosas Medusas,
agora a seu lado, na falsidade inclusa":
"faça vista grossa para temas nauseantes".
"Falaram-lhe até que uma tal de Hipotenuza
e sua amiga uma tal de Geometria
acusam-no de comportamento ultrajante"!

"Não as conheço, nunca ouvi falar,
como saber e conhecer não é meu forte,
dos amigos acuados não me afasto, me aproximo,
somos vinhos da mesma pipa, e subestimo,
aqueles que intentam me acusar.
O tempo passa, tudo há de se abafar!"

"Com a minha estimada e leda Musa
que me inspira o engodo e a farra plena,
apanágio do malandro e do farsante,
passeio pelo país com o Magalhães,
dando "rebuçados", passando adiante,
da fome e da miséria com a minha errante
metamorfose ambulante..."
Eu sou um filho da puta, um mentecapto,
Aldrabão e um donzel...
Qu'em Nova York apanhado fui num hotel
Pelas gentes dos jornais e do Landru
Com essa outra Georjete do teatro
Quando ambos levávamos no cú!!!

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Censura. Eles andem aí....

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.

Este artigo foi censurado no JN

terça-feira, janeiro 05, 2010

"O Palhaço", mais um jornalista a ir de caravelas...Vai uma apostinha?


O palhaço
00h30m
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.

in JN

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Ó Fernanda ! Canse-o !...


Requerimento a Fernanda Câncio (namorada do nosso PM!),
por Euleriano Ponati, poeta não titular



Ó Fernanda, dado

que já estou cansado

do ar teatral

a que ele equivale

em todo o horário

de cada canal,

no noticiário,

no telejornal,

ligando-se ao povo,

do qual ele se afasta,

gastando de novo

a fala já gasta

e a pôr agastado

quem muito se agasta

por ser enganado.

Ó Fernanda, dado

que é tempo de basta,

que já estou cansado

do excesso de carga,

do excesso de banda,

da banda que é larga,

da gente que é branda,

da frase que é ópio,

do estilo que é próprio

para a propaganda,

da falta de estudo,

do tudo que é zero,

dos logros a esmo

e do exagero

que o nega a si mesmo,

do acto que é baço,

do sério que é escasso,

mantendo a mentira,

mantendo a vaidade,

negando a verdade,

que sempre enjoou,

nas pedras que atira,

mas sem que refira

o caos que criou.

Ó Fernanda, dado

que já estou cansado,

que falta paciência,

por ter suportado

em exagerado

o que é aparência.

Ó Fernanda, dado

que já estou cansado,

ao fim e ao cabo,

das farsas que ele faz,

a querer que o diabo

me leve o que ele traz,

ele que é um amigo

de Sao Satanás,

entenda o que eu digo:

Eu já estou cansado!

Sem aviso prévio,

ó Fernanda, prive-o

de ser contestado!

Retire-o do Estado!

Torne-o bem privado!

Ó Fernanda, leve-o!

Traga-nos alívio!

Tenha-o só num pátio

para o seu convívio!

Ó Fernanda, trate-o!

Ó Fernanda, amanse-o!

Ó Fernanda, ate-o!

Ó Fernanda, canse-o!



Euleriano Ponati

(poeta não titular
)

sexta-feira, novembro 13, 2009

...e mais uma do KAOS para esta avestruz e outras aves de rapina


Todos sabem o que penso e a falta de confiança que o Engenheiro me merece. Nem duvido, por todas as histórias tão mal contadas que aconteceram no passado, que até possa haver motivos para investigação e acusação por razões menos claras, neste e em outros casos em que está envolvido. Já a Manuela Ferreira Leite tem o condão de dizer o pior que pode dizer de cada vez que abre a boca. Em vez de ir para a Assembleia, armada em Urubu por cima do cadáver político do Engenheiro fazer folclore político, mais valia que apresentasse propostas e soluções que obviem a que a corrupção seja possível em Portugal. Proponha acabar com o sigilo bancário, com o enriquecimento ilícito e o agravar das penas para os culpados. É que também não nos podemos esquecer que as leis que temos, as leis que permitem que este país esteja nesta bandalheira, que a corrupção esteja institucionalizada e que nunca se consiga condenar os culpados também é da responsabilidade do PSD. O que falta é uma verdadeira vontade de acabar com a corrupção e o compadrio por parte de todos os que no poder, não vão tentações do diabo fazê-los cair em tentação.

Sócrates foi à pica


O nosso Primeiro-ministro e a Ministra da Saúde foram tomar a Vacina contra a Gripe dos Porcos à frente das câmaras das televisões e do flash dos jornalistas. Quero acreditar, embora me custe, que por uma preocupação genuína com a saúde dos portugueses não se cansam de fazer campanha para que todos acabemos com uma picada no braço. Imagino que tenham tomado a vacina destinada ao comum dos mortais e não a outra que, em alguns países, está a ser ministrada a governantes, militares e aos mais poderosos.
Pessoalmente, já tive os meus dois filhos com a gripe e pareceu-me em tudo idêntica a uma gripe normal desta época do ano. Nós pais, escapámos ilesos aos vírus que certamente inundaram a nossa casa; tivemos sorte. Mas, uma coisa é certa, com tantas dúvidas lançadas sobre a segurança desta vacina, com médicos a não a tomarem e a aconselhar a que nós não a tomemos, cá em casa essa vacina não entra.

Mais uma malha gamada ao Kaos.Sempre bem vinda

sexta-feira, setembro 11, 2009

sábado, setembro 05, 2009

A tipa do caroço....

Esta parece andar a festejar cedo demais...
A menina para além de só comer fruta sem caroço, porque a criada lha prepara (dito pela própria num video já aqui divulgado), pelos vistos também gosta da fruta sem casca.
É a sociedade decadente em que vivemos, com os partidos políticos a dar exemplo com o PS no seu melhor estilo.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Uma Barbie com caroço



Já não sou um jovem, mas acredito muito na juventude de hoje. Sei que são diferentes daquilo que eu era quando tinha a idade deles, sei que no meu tempo éramos mais “revolucionários”, mais “contestatários”, mais “hippies”, mas também os tempos eram outros e o mundo tecnológico em que vivem hoje pouco ou nada se compara ao que vivi noutros tempos. Eu envelheci a ver a tecnologia nascer e crescer, eles já nasceram no meio dela. Uma coisa é certa, quem diz que "Só como cerejas quando a minha empregada tira os caroços por mim. E uvas sem grainhas. É uma trabalheira", não pode ser mandatária para a juventude de um partido que tem socialista no nome. Quando o Engenheiro “Ken”, numa jogada “à Berlusconi”, escolheu a Carolina Patrocínio para mandatária devia tê-la avisado para só sorrir e abanar a “peidinha” ao passar para os jornalistas, mas nunca abrira a boca. Quem diz que tem uma criada para lhe tirar os caroços das cerejas e as grainhas das uvas, porque dá uma enorme trabalheira, não pode acabar a dizer que não gosta de perder, que "prefere fazer batota a perder”. Batota é o que tudo isto é, das notícias às eleições, de Boliqueime a São Bento. Quando permitimos que gente desta se torne no rosto de uma juventude, atingimos o fundo da degradação moral e social de um país.

KAOS


Que otária..
não podiam escolher melhor!