sábado, junho 14, 2008
Com raça desta, não quero eu nada!
kaos
Biltres da pior espécie!
Aquela raça de gente que é capaz de vender a mãe e dizer que fui eu. Lembram os jogadores dos "dados e copo" na "Boite do Pneu" do falecido Ti Zé Campos.
Mas de que raio é feito esta gente?
Gostava de saber o que acham os discretos e sempre ausentes "senhores PS" de Casegas, acerca das atitudes desta gente.
Ou vão manter a passividade típica, a mesma que tem aquando das eleições autárquicas em Casegas, a mesma passividade responsável pela passiva Junta de freguesia que temos tão passiva que nem mencionada é em Boletins Municipais por mais grossos quanto a lista telefónica sejam.
Façam com que eu tenha razão, razão para dizer que são tão previsiveis quanto o senhor Ingenhêro e o resto desta escumalha Bilderberg.
quinta-feira, março 13, 2008
O tratado em 10 parágrafos
1. Tal como pretendia a dita «constituição europeia», o «Tratado de Lisboa» confere à União Europeia personalidade jurídica, lançando assim as bases para a criação de um super-estado. Neste sentido, são criados os cargos de Presidente do Conselho Europeu, pondo fim às presidências rotativas, e de Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, ao qual competirá a condução da política externa e de segurança comum da União.
2. Os estados-membros ficam comprometidos a melhorar progressivamente as suas capacidades militares e a colocá-las à disposição da União de modo a contribuir para os objectivos definidos pelo Conselho em matéria de política de segurança e de defesa. Para a promoção da escalada militarista é criada a Agência Europeia de Defesa que identifica as necessidades operacionais e executa medidas de reforço da base industrial e tecnológica da defesa. Prevendo o aumento da despesa militar dos estados-membros, o tratado subordina expressamente os compromissos e a cooperação neste domínio ao quadro da NATO ou, por outras palavras, ao comando dos Estados Unidos.
3. O âmbito das competências exclusivas da União é substancialmente alargado, passando a incluir regras de concorrência do mercado interno e a conservação dos recursos biológico do mar, para além da política comercial comum, da união aduaneira, política monetária da zona euro e acordos internacionais.
4.Incomparavelmente mais vasto é o campo das ditas competências «partilhadas», nas quais, reza o tratado, «os estados-membros exercem a sua competência na medida em que a União não tenha exercido a sua». Na realidade, também aqui, as instâncias supranacionais prevalecem sobre os órgãos nacionais democraticamente eleitos, com a agravante de poderem interferir em domínios que afectam o quotidiano das pessoas: mercado interno, política social, coesão, agricultura e pescas, ambiente, defesa dos consumidores, transportes, energia, espaço de liberdade, segurança e justiça, etc. Todas estas políticas nacionais são subordinadas às regras do mercado capitalista, garantidas por «um sistema que assegura que a concorrência não seja falseada». Dito de outro modo, os estados terão dificuldades crescentes para financiar serviços públicos, apoiar as micro e pequenas empresas, ou a economia social.
5. A Carta dos Direitos Fundamentais, documento minimalista que reduz conquistas históricas dos trabalhadores a uma expressão ridícula, adquire «o mesmo valor jurídico que os tratados», sendo que a interpretação do seu articulado é agora balizada pelas anotações do relatório de Giscard d’Estaing sobre os trabalhos da Convenção. Como exemplo, refira-se que, nela, o direito constitucional ao trabalho é transformado num alegado «direito de trabalhar» e numa hipotética «liberdade de procurar emprego, de trabalhar». A «Carta» representa uma regressão de mais de meio século, ficando aquém da Declaração Universal dos Direitos do Homem, da Carta Social Europeia do Conselho da Europa e, naturalmente, a anos de luz da Constituição da República Portuguesa, uma das mais avançadas da Europa e importante obstáculo ao avanço das reformas neoliberais.
6. A institucionalização da regra de maioria dupla na tomada de decisão («O Conselho delibera por maioria qualificada, salvo disposição em contrário nos Tratados») significa, na prática, que nenhuma decisão poderá ser tomada contra a vontade dos quatro maiores estados da UE (Alemanha, França, Itália, Reino Unido), o que se traduz no reconhecimento «constitucional» do «directório dos grandes», que já hoje determina o rumo do essencial das políticas comunitárias, das quais é também o principal beneficiário. Este grupo de países, com a Espanha e a Polónia, dominarão igualmente a maioria dos deputados do Parlamento Europeu. Sem possibilidade de vetar uma decisão que fira o interesse nacional, Portugal perde também o comissário permanente na Comissão Europeia e fica sem dois deputados no Parlamento Europeu.
7. Salários, condições de trabalho e sistemas de protecção social ficam debaixo do fogo da «concorrência livre e não falseada» à escala da União. Sem entraves à liberdade de estabelecimento das empresas, as deslocalizações e o dumping social acentuar-se-ão. É o próprio tratado que o afirma ao prever que a «harmonização» das «condições de vida e de trabalho» e a «promoção do emprego» resultarão «do funcionamento do mercado interno» que «favorecerá a harmonização dos sistemas sociais» tendo em conta a «necessidade de manter a capacidade concorrencial da economia da União». As recentes decisões do Tribunal de Justiça Europeu sobre os casos Laval e Viking são a alarmante antecipação de futuras decisões em que os direitos dos trabalhadores serão preteridos em favor do capital explorador.
8. O alargamento dos poderes da União, que passaria a tutelar com exclusividade o sector das pescas, por exemplo, põe em causa o direito soberano e inalienável de cada país a utilizar os seus recursos para o desenvolvimento da sua economia e elevação do bem-estar da sua população.
9. A decisão por maioria constitui um procedimento normal no funcionamento das instituições democráticas de cada país. Todavia, este método torna-se intolerável no relacionamento entre estados soberanos, como são os 27 países que integram a União Europeia, já que os interesses das chamadas «grandes» nações passariam a impor-se aos restantes parceiros impedidos de evocar o interesse nacional. A eliminação das decisões por unanimidade (único princípio aceitável no relacionamento multilateral entre estados), e a aplicação de um sistema de maioria qualificada (55% de países e 65% da população) vêm assim acentuar o carácter antidemocrático da União Europeia (igualmente expresso no alargamento das competências exclusivas da UE), visando retirar aos povos a capacidade de decidirem democraticamente sobre questões centrais que afectarão as suas vidas e as gerações vindouras.
10. A tendência para o esvaziamento dos órgãos nacionais (os únicos que resultam directamente da vontade democrática dos povos), é também visível na redução das competências dos parlamentos nacionais, que perdem poder de decisão em áreas fundamentais, transformando-se numa espécie de órgãos consultivos sem direito de vetar decisões comunitárias contrárias aos interesses nacionais. Por outro lado, o reforço das competências do Parlamento Europeu, sendo feito à custa dos poderes dos parlamentos nacionais, coloca em clara desvantagem países como Portugal que, em consequência do novo projecto de tratado, veriam ainda mais reduzidas as suas já hoje fracas representações no hemiciclo de Estrasburgo e Bruxelas.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Diz que é uma espécie de ditadura modernizada!
Noticia do dia
Em Fevereiro de 2005, os socialistas, liderados por José Sócrates, venceram, pela primeira vez, em Portugal, as eleições legislativas com maioria absoluta e assumiram como compromisso programático a realização de um referendo ao então Tratado Constitucional da UE.
José Sócrates, que hoje vai propor a ratificação em Portugal do novo Tratado da UE por via parlamentar, apenas se afastou da defesa do referendo depois dos resultados negativos das consultas populares à Constituição Europeia em França e na Holanda.
«Nenhuma razão impede que o Tratado Europeu seja sufragado pelos portugueses, em simultâneo com as eleições autárquicas»
(José Sócrates, 12 de Março de 2005)
Piada do dia:
- Então senhor 1º Ministro, disse que ia haver referendo ao Tratado europeu, e agora nada?
- Ah e tal, mas agora já não se chama assim!
Senhor Sócrates, sabemos que há quem chore de alegria. Mas não acha que querer que riamos de tristeza, é assim um bocadito a abusar?
Mentiroso!!!Toma lá os resultados do Casegas Vai Nua!
Bom proveito!
| Sim, deve haver um referendo e esclarecimento (21) | |
| Estou pouco esclarecido, não há muita informação (14) | |
| Não, que decidam por mim (11) | |
| Não me interessa. A Europa não tem servido a Portugal (1) |
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Resultados do Referendo
Inscritos: 720
Votantes: 261 (36,25%)
Em branco: 1 (0,38%)
Nulos: 5 (1,92%)
Sim: 121 (47,45%)
Nao: 134 (52,55%)
Resultados no Concelho da COVILHA
Inscritos: 49.600
Votantes: 20.906 (42,15%)
Em branco: 271 (1,30%)
Nulos: 143 (0,68%)
Sim: 13.780 (67,25%)
Nao: 6.712 (32,75%)
Resultados no Distrito de CASTELO BRANCO
Inscritos: 187.601
Votantes: 76.098 (40,56%)
Em branco: 998 (1,31%)
Nulos: 687 (0,90%)
Sim: 45.863 (61,63%)
Nao: 28.550 (38,37%)
Resultados TOTAL DO PAIS
Inscritos: 8.832.628
Votantes: 3.851.613 (43,61%)
Em branco: 48.185 (1,25%)
Nulos: 26.297143 (0,68%)
Sim: 2.238.053 (59,25%)
Nao: 1.539.078 (40,75%)
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Pensamento do dia
Nunca um coxo treinou atletas para a maratona nem um mudo deu aulas de dicção. Só os padres não prescindem de dar conselhos sobre a reprodução e a sexualidade!E já não vou falar daquele senhor com tempo de antena privilegiado, que tem a mania que sabe tudo! Daria um excelente actor! Faz-me lembrar uma história que se passou com um parente meu, a quem um homem lhe segredou ao ouvido na feira dos burros:
- Ó amigo, quem não o conhecer que o compre!
Autoria do Post: Alm0creve
(até já me estava a tardar este ainda não ter dito nada acerca do aborto)
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Pensem nisto e divulguem
Eis a crueldade no seu pior. Porque se não houvesse abortos na clandestinidade e nas condições de indignidade e de riscos para a saúde das mulheres, certamente a sociedade portuguesa não seria chamada a votar esta Lei de despenalização em referendo. Mas essa chaga social existe. É um facto. Não vale fechar os olhos a ela. Existe. E é para tentar introduzir nela uma réstia de humanidade e de dignidade humana, que a Lei de despenalização vai a referendo. E é por isso que eu, padre/presbítero da Igreja católica, ao contrário do Bispo de Viseu e de toda a hierarquia episcopal, votarei SIM no referendo. Sem hesitar. Como um acto de ternura para com as mulheres pobres do meu país!(É o ultimo que te publico)
sábado, janeiro 20, 2007
A triste realidade do aborto em Portugal
Por ano, milhares de mulheres portuguesas continuam a pedir um número de telefone clandestino para fazerem um aborto.
Cada vez maior número de mulheres vão a Espanha para interromper uma gravidez. Também a utilização de medicamentos abortivos, feita sem qualquer acompanhamento médico, tem vindo a aumentar.
Portugal é o segundo país da União Europeia com maior taxa de maternidade na adolescência. Em 2000, cerca de 7500 jovens portuguesas com menos de 19 anos foram mães. Segundo o Relatório Ganhos de Saúde em Portugal, publicado em Março de
O aborto clandestino e inseguro continua a ser praticado, com graves riscos para a saúde das mulheres. Não sendo possível, em termos estatísticos, visualizar a realidade do aborto clandestino em Portugal, existe, no entanto, um estudo realizado por três médicos: Carlos Matias, Isabel Marinho Falcão e José Falcão, que aponta para os 40 mil abortos ilegais por ano.
Outras estimativas (OMS - Organização Mundial de Saúde) apontam para um número inferior, cerca de 20 mil abortos por ano, legais e ilegais (20% dos nados-vivos), sendo que a esmagadora maioria são abortos ilegais, dado os limites impostos pela actual lei e as dificuldades e aplicá-la. Em Portugal, no ano 2000, praticaram-se 574 abortos legais. O último Inquérito Nacional de Fertilidade, de 1997, referia que 7% de todas as mulheres portuguesas em idade fértil já tinham abortado - umas 180 mil.
Um número crescente de mulheres vão abortar a Espanha. Em contacto telefónico com apenas 19 das 60 clínicas privadas que praticam a interrupção voluntária da gravidez, contabilizaram-se 3200 mulheres portuguesas que anualmente recorrerm a essas clínicas. Desde 1999 que triplicou o número de portuguesas atendidas nesses serviços.
A utilização de fármacos como o Cytotec, sem qualquer acompanhamento médico, torna-se uma realidade crescente em muitos bairros sociais, onde um comprimido, no "mercado negro", pode atingir os
Um estudo da Associação para o Planeamento da Família (APF) em oito bairros sociais das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto revelou que 30% das mulheres desses bairros já tinham abortado. A grande maioria apenas tinha feito um aborto, mas 18% tinha feito dois e 12% três ou mais abortos. Uma em cada cinco mulheres que tinham abortado referiram que tiveram complicações posteriores.
terça-feira, janeiro 09, 2007
11 de Fevereiro - Diga Sim à IVG
"O Grupo de cidadãos EM MOVIMENTO PELO SIM, Interrupção Voluntária da Gravidez – A Mulher decide, a Sociedade respeita, o Estado garante organiza na próxima sexta-feira, dia 12, pelas 21 horas, na Oriental de São Martinho, um debate com a presença de Natacha Amaro, membro de Direcção Nacional do MDM, inserida no programa de iniciativas promovidas pelo movimento.
EM MOVIMENTO PELO SIM é constituido por um conjunto de cidadãos, pelo Movimento de Utentes do Serviço Publico, pela CGTP e pelo MDM."

Porquê?
Porque:
- De um ponto de vista liberal, não se pode tolerar que o Estado imponha aos cidadãos um qualquer ponto de vista moral. Os cidadãos devem ser livres de agir de acordo com as suas consciências, enquanto a sua actuação não fizer diminuir a liberdade dos outros cidadãos. Não podemos admitir que o Estado imponha aos cidadãos o seu julgamento moral sobre o que se pode ou não pode fazer.
- O aborto é uma realidade lamentável mas inescapável. Embora seja triste que muitas mulheres efectuem abortos, essa é uma realidade que não podemos evitar. Podemos naturalmente tentar evitar o maior número possível de abortos individuais, mas devemos também procurar que os abortos que, de qualquer forma, serão praticados, o sejam nas melhores condições possíveis e com o menor sofrimento possível. Só a despenalização do aborto, dentro de um prazo realista (praticável), permite garantir que todas as mulheres que estejam firmemente determinadas a abortar o farão em condições seguras e não traumatizantes.
- Médicos Pela Escolha
- Eu Voto Sim
- Jovens pelo sim
- Movimento de Cidadania e Reponsabilidade pelo Sim
- Women on Waves
- http://peladespenalizacaodaivg.blogspot.com/
- http://www.mdmulheres.com
- http://www.cgtp.pt/ivg/
IVG: A MULHER DECIDE, A SOCIEDADE RESPEITA, O ESTADO GARANTE
