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sábado, julho 25, 2009

Novidades de casegas não tenho...enviem-me vocês

Hoje apetece-me ser eu! Posso?

Foi desta que me desprendi da terra. O que tem de ser é que tem força...o "adeus" inevitável à CPC , à qual já não conseguia dedicar muito do meu tempo...bestial enquanto havia tempo, besta quando deixou de haver. Ficou a obra, é o que importa. A instituição para mim há-de valer sempre mais que o individuo. De mim, daqui por uns anos já ninguém se lembra, mas a CPC está lá viva e isso é que importa. Os tempos da CGTP ensinaram-me a olhar primeiro pelos outros...É bom?É mau? Sei lá...sinto-me bem assim, quero lá saber...!
Boa sorte sempre para quem queira manter a CPC de pé (de forma desinteressada...sim, porque meia volta aparece um malabarista ou outro e há que estar atento, denunciarei sempre.), e sempre que eu possa ajudar a associação é só abrir a boca que eu lá estarei (se puder claro), quem me conhece sabe que desde os meus 10/11 anos de idade que assim é.
Deixei uma coisa por fazer...propor o Zé Mário para sócio honorário e dizer que estes titulos não se compram, adquirem-se com trabalho e dedicação. Numa segunda linha, se se pode dizer, um dia alguém se lembre também, dum Rui Carvalho, dum Balocas (apesar de alguns exessos. Mas quem não erra?), dum Gabriel, dum Joaquim Amaro, dum Ruben, o Joaquim Serrão, agora mais afastado, mas não deve ser esquecido...e o Jóia! O Jóia Siiiim!!!Desta gente que sempre se manteve fiel à associação com a sua dedicação da forma que soube e pôde.

O "adeus" a Casegas, Covilhã, Serra e alguma boa boémia ao bom estilo caseguense, a identidade de um povo!
As voltas da vida...melhores dias virão...

Depois da passagem pelo Hotel Turismo e H2otel em Unhais da Serra , um reencontro com a minha colega de curso e amiga São, actual Chef da Arca dos Sabores no Clube de Campo da Covilhã e com o meu professor-mentor, que me ensinou a andar: o ganda maluco Chef Orlando , actual Chef executivo dos hotéis da Natura IMB Hotels com quem me orgulho de ter trabalhado mais uma vez e com quem aprendi mais umas coisitas claro. Tive aí oportunidade de conhecer a aprender umas coisitas com o brasileiro Valdir Lubave expert em cogumelos, Chef da Pousada de Belmonte com um curriculum invejável. Nunca mais me vou esquecer do "Rui, larga essa pôrra e vem lá pa Unhais!". Quem me dera trabalhar com ele hoje...
Este dá pano para mangas, é uma malha! Deixava-me "a ler"...simplesmente genial o Valdir!

Mas como quem mais paga, mas amigo é, e até me dá um jeitão o dinheiro, não que eu lhe ligue muito, mas porque preciso dele...Ala que se faz tarde!
Hoje vivo aqui, numa antiga adega transformada em Hotel rural, que pertence também ao Cortiço: Villa Meã , longe de tudo, mas muito fixe. Dá para plantar umas ervas aromáticas para passar o tempo das folgas, já trouxe um serpão, vamos a ver é se se safa...há também alecrim, e alfazema ou lavanda, e já plantei também, hortelã-pimenta, salva e estragão...vamos a ver é se se safam heh!

Armanda com quem tenho diariamente formação intensiva de linguagem gestual. Não ouve mas percebe tudo; Pestana, imigrante brasileiro, que começou do nada, mas agora já mete "os gamelinhas" da sala "na lama". Ainda se escalda e corta às vezes e grita "Ai buceta!", mas já se safa bem. Nas horas vagas é o Zézé Camarinha de Viseu, um pinga-amor.
Eu e Claudio Pimenta, fiel companheiro que me ajudou na integração no famoso "Restaurante Tipico O Cortiço" . Excelente profissional! Emigrou para a Suíça. Abraço Claudio e boa sorte!

Se alguém se lembrar de vir fazer um visita, não o faça sem fazer reserva. Isto no verão é pior que Fátima, e acreditem que não estou a exagerar nada...!Tem dias que enche e esvazia 3 vezes!Entra e sai, entra e sai que nem as abelhas para o cortiço. Ando sempre no lodo...todos os dias!
ASAE aqui "risca" pouco...higiene tá tudo bem, mas cá o presuntinho pendurado, a panela de ferro e o jarro de madeira..."Não há puta que arreganhe a beiça!". Olha, por falar em beiça o 1º ministro da ASAE queimou-a cá a comer arroz de carqueija que vai em caçoulos de barro preto por vezes quase incandescentes para a mesa. Vá, qué pa ver se abres a pestana!
Um agradável visita à cozinha...Rita Guerra. "Empaturrei-me de comida!", disse...Quem diria?
Ao lado o Zé, irmão do Claudio, semítico e forreta até à quinta casa, não envia fotos por mail para não gastar internet. SMS, também é mentira. Mas no fundo não é dos piores... O sorriso amarelo é por causa dos pijamas novos que o Ti Sarafa (Sr. Serafim, o patrão) nos abrigou a vestir...mesmo à padeiro...! Dasss! São estes contratos manhos dos FDP da "Elis", que nunca viram uma farda à frente e depois põe-se a inventar estas merdas apaneleiradas à estilista de trazer por casa.
Até comentei "ó Rita, peço desculpa por teres de tirar foto comigo vestido com estas calças de pijama". E ainda há dias disse ao Fernando Mendes, ao gordo, se não queria levar estas fatiotas todas para a montra do "Preço Certo", mas não tive sorte...
Com o Paulo Gonzo...tipo porreiro e de bom trato! Um "tá-se bem"!
...e hoje esta agradável surpresa dos meus companheiros das andanças a Velha Gaiteira (esta é que é...quanto mais velha melhor!) que passou por aqui a caminho do Festival Tribal de Nelas e de mais uma edição de "L'Burro i L'Gueiteiro" em terras de Miranda do Douro. Sempre a bombar estes! Ainda não é desta que vou a Miranda companheiros!
Ah, afinal tenho uma noticia de Casegas: A CPC estará também representada com um dos seus bombos que foi solicitado pelo artesão Telmo Valezim, dos Tok´Avakalhar para uma exposição de instrumentos tradicionais, integrada no "L'Burro i L'Gueiteiro" .
Ai as cobertas de fitas! Se a minha mãe sonha...!


Ah, pediam-me comentar da desresponsablização das entidades competentes que se demitem dos seus deveres. Sim, é verdade, a JFC deve dinheiro à CPC, pois prometeu-o sempre a cada ano a que presidi à associação, mas nunca o recebemos.
A JFC tem uma verba destinada às associações. Que é feito desse dinheiro?
Queriam entregá-lo em cima de um palco duma festarola qualquer para inglês ver?
"- AAAAh, estão a ver, uma esmolinha para a CPC, assim é que é, vamos erguer-lhe uma estátua na eira!"
Não tenho jeito para fantochadas, lamento!
Como se o dinheiro fosse deles e não dos impostos que pagamos todos para ajudar as colectividades!
O que me incomoda mais ainda, é que este tipo de atitude, já está normalizada e ninguém acha absurdo! A estupidificação no seu melhor!
Até porque as verbas das associações, são suas,das associações por direito e não das Juntas, as Juntas são apenas intermediárias, os correios vá...

Estas verbas, são entregues a quem?
Jesus Cristo, o maior comunista que passou por este planeta, dizem, ensinava a partilhar o pão...agora não vamos deixar de seguir a palavra do senhor só porque afinal o rapaz seria de outra cor que não a laranja?
Todos têm direito ao pão...e se houver vinho também!
Sim, porque até aí já houve deturpação, porque nas suas patuscadas com os apóstolos, Cristo dividia o tintol com os seus camaradas...a coisa agora já não é bem assim...
Cá para mim, as contas de sumir começaram com esta deturpação...assim de mansinho e tal "ah, é só pa limpar aqui umas miolitas, nem é pa beber tão a ver?"É só para não deitar fora que é estragação..."
Agora já nem isso, o descaramento é total:

-O tintol é meu, é meu até ao fim e só só dou a quem me apetecer!
Por amor de Deus, vejam lá se dividem os papo secos e o tintol como deve de ser...
A JFC, deve dinheiro à CPC sim! Façam o favor de dar o seu a seu dono! Bem hajam.


"Vocês podem-me acorrentar, torturar e até destruir meu corpo, mas nunca aprisionarão minha mente." (Gandhi)


“Eu não tenho vergonha de dizer palavrões, de sentir secreções. As mentiras usuais que nos fodem subtilmente, essas sim são imorais, estas sim são indecentes.”(Leila Miccolis)


"Do rio que tudo arrasta se diz violento, mas nao se dizem violentas as margens que o oprimem"



Até um dia destes! E um abraço da terra do gajo que batia na mãe!






quarta-feira, maio 13, 2009

sábado, março 29, 2008

Casegas lá fora. Correio "Avec".

Não hà là Estrela, hà là Alpes...A minha querida prima Sandra(ganda maluca!), Silvie e Noel.
Silvie, estás bem? Parece que vais fazer uma pega de touros...ou um agente do Matrix
Christien, João Claude, e Armando
(Qual dos seis o mais maluco? Bem a Noel não é das piores...)
UM ABRAÇO A TODOS! ATÉ PARA O VERÃO!

quarta-feira, janeiro 23, 2008

terça-feira, novembro 27, 2007

Desafio: -Quem os consegue identificar todos?

Banda de Casegas nos anos 30

Banda de Casegas nos anos 50
(clique sobre a imagem para ampliar)
Deixe as suas respostas nos comentários. A quem acertar os nomes todos, o César Mendes paga um queijo fresco!

quarta-feira, novembro 14, 2007

Ceia Medieval no ATENEU de Coímbra



"Campanitas de Toledo" pelos Rebimbómalho e Freire



Cantigas de Escárnio e Mal dizer. Por Rui Damasceno, o grande!



"Laurindinha" pelos Rebimbómalho e Freire

quinta-feira, agosto 23, 2007

Aínda a "Feira dos produtos" ou lá como lhe chamam...

Ai, desculpem-me, mas não me contive em publicar este comentário do post "Reportagem em directo" do Egas, feito pelo nosso leitor "ponto da situação"
lol!!!!!!

E dizia Sá de Miranda que tudo é feito de mudança….

Diz-me espelho meu se haverá coisas piores que aquela pseudo Feira da Literatura e dos Produtos Locais?!!!

LITERATURA?!!! PRODUTOS LOCAIS?!!!

O vinho que vendiam era Espanhol comprado no Lidl e empacotado como em edições anteriores? Os chás e mezinhas foram cultivados ou apanhados na área de Casegas? O pão que se vendeu foi produzido em Casegas? E os “bibelots” e outras inutilidades “os monos” Made In China fornecidos pela mercearia oficial? As Associações Locais foram convidadas e estiveram representadas?

O cardeal “Dubois” disse ter preferido que a Gioconda nos mostrasse o cú. Quando se pensa que milhões de pessoas sonharam diante do sorriso da Gioconda, o que não teria sido se fosse o seu cú! O da Gioconda, claro…

O confessor duma tal Senhora Sablière dizia que:
As bestas não desdenham o cu marciano. Eva andou de amores com uma serpente. Leda foi amada por um cisne. Pasiphaé por um touro. Nas mil e uma noites, uma rapariga casa com um bode, um príncipe desposa uma tartaruga gigante, uma mulher vive com um urso e uma adolescente fornica com um macaco enorme.

CONFUSÕES À PARTE, TUDO ISTO É DEMAIS….

Mas como dizia um amigo meu, graças ao fato-de-banho lua cheia, ao slip desvio e ao string, podemos mostrar o cú e manter o pudor. Desta forma a moral e a decência ficam salvaguardadas.

Não há pachorra… e que venha a próxima Feira.
Volte sempre "ponto da situação"!

domingo, julho 01, 2007

Ainda sobre a morte do Padre António


HOMENAGEM DUM GRUPO DE AMIGOS DO BATALHÃO DE CAÇADORES 2858 “ OS GARRAS” QUE NO SÁBADO DIA 30 DE JUNHO SE DESLOCOU A CASEGAS ONDE MANDOU CELEBRAR UMA MISSA PELA SUA ALMA E RUMOU DEPOIS AO CEMITÉRIO ONDE DEPÔS UMA LÁPIDE SOBRE A SUA CAMPA.

No final da Missa o amigo Pinto residente na Trofa lembrou o Padre António desta forma:

"Diz quem sabe que o nosso melhor património não é o dinheiro, nem os bens materiais, mas sim a Família e os amigos, quando eles são de facto verdadeiros amigos na acepção da palavra.
E porque assim é, estamos hoje todos mais pobres porque perdemos um pedaço do nosso património com a morte do querido amigo, Padre Carvalho. Para muitos era o Padre Carvalho, para outros um cidadão comum, para nós era o nosso Capelão e connosco integrou o Batalhão de Caçadores 2858 “ Os Garras”.

De uma ou outra forma, ele era um Amigo.
Um amigo muito especial que estava sempre disponível para ajudar com um sorriso, uma palavra amiga, um gesto, ou uma atitude que alegrava sempre os nossos corações e nos ajudava a resistir.
E foi por isso que chegou a ter problemas com os seus superiores hierárquicos, porque sempre estava ao lado dos mais desfavorecidos.

É por esta razão que aqui viemos, hoje, prestar esta simbólica homenagem a um Companheiro que durante 24 meses nos ajudou nos momentos mais difíceis a cumprir a nossa Missão, numa Guerra injusta, como ele muito bem dizia.

Sentimos e sabemos que o poder político vem ignorando cada vez mais aquilo que foi a nossa missão em terras do ex-Território Ultramarino Português, votando ao esquecimento os ex-combatentes.

Sinto e sei que estas breves palavras que aqui expresso com grande pesar, são insuficientes para descrever tudo o que me vai na alma sobre este nosso amigo. Ele merecia muito mais!

Os teus amigos, que hoje aqui te vieram homenagear pedem a Deus que descanses em paz e até amanhã António, porque um dia voltaremos a estar junto de ti."

Um abraço dos teus companheiros da C.C.S. Batalhão de Caçadores 2858

quarta-feira, junho 13, 2007

Noticias de Casegas

Em Casegas
Demonstração de atletismo em cadeira de rodas
No próximo dia 9 de Junho decorre em Casegas uma Demonstração de Atletismo em Cadeira de Rodas que conta com a organização de Jorge Neves, ex-atleta portador de deficiência visual e motora.

Com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã, da Junta de Freguesia de Casegas, do Inatel e dos Bombeiros Voluntários e da GNR da Covilhã, este evento é o primeiro do género nesta localidade.

Jorge Neves, ex-atleta, dedica-se agora à organização de provas que permitam à população da sua terra-natal ter um contacto mais directo com o desporto adaptado e com os atletas portadores de deficiência.

Já com duas provas organizadas, kick-boxing e BTT, Jorge Neves prepara-se para apresentar anualmente a Casegas uma modalidade diferente. “Este é o terceiro evento que organizo, no futuro vou trazer a Casegas o futebol para cegos, o basquetebol em cadeira de rodas, a esgrima em cadeira de rodas e o ténis em cadeira de rodas” salientou.

Fonte: Infordesporto

Ninguém tirou fotos?

sábado, junho 02, 2007

MORREU O PADRE ANTÓNIO

O “TI CURA”, como o tratava o António Padeiro

O primeiro pensamento que me veio à memória ao conhecer a triste notícia, foram as palavras que proferiu na missa do meu casamento no último dia do ano de 1977. Tinha morrido Charlie Chaplin “Charlot” no dia de Natal desse mesmo ano e relembro que o Padre António, durante a homilia, recordou o ingénuo vagabundo de bengala e chapéu de côco, galanteador irresistível, como um homem que lutou desde criança para conquistar o pão para comer, que venceu, que viu a glória do sucesso, mas que nunca vendeu a sua dignidade e se referiu a ele dizendo que morreu um fautor da paz.

Chaplin disse que “O Homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar…” O Padre António não morreu, porque “a morte não é o fim. Não é sequer o princípio do fim. Mas é o fim do princípio” (Winston Churchill). Não há solidão mais triste e pungente do que a do homem sem amigos e por isso amou a vida e granjeou amizades por onde passou, o que em muitas circunstâncias testemunhei. Ao sacerdócio, juntou e abraçou a carreira de educador, iniciada na então Telescola de Casegas, facto que a minha mulher há pouco me recordou, deixando escapar umas lágrimas mais furtivas, lembrando que apenas resta ela dos primeiros quatro professores do Posto de Telescola, e que foram: o saudoso Professor Zé Matos e a mulher Dona Carmo, prematuramente desaparecidos, e o Padre António que também agora nos deixa.

Esforço-me por remexer no baú das minhas recordações de infância e são ténues as memórias que guardo do Padre António. Aparecem bem vivas mais tarde e revisito-as hoje com saudade e pesar.

Separam-nos, é certo, 17 anos de vida, e a boa vizinhança dos meus avós maternos com os Pais e Tio do Padre António, vivida diariamente no “Favacal”, fez crescer em mim uma amizade “quase” familiar pela sua família.

Estávamos nos finais dos anos 60, início da década de 70, quando o Padre António regressado de Angola onde serviu o exército como capelão, regressa à Terra onde fixa residência. Traz o saber, e a força das convicções e juventude. Sacerdote “moderno” envolve-se no quotidiano da Aldeia. A sua participação cívica, envolve-o no dia a dia da Comunidade que anima na organização de festas, na Liga de Amigos, no estímulo à construção do Monumento em Honra do Anjo da Guarda, e leva-o mais tarde à Presidência da Casa do Povo e da Junta de Freguesia assumindo claramente as suas opções políticas que não misturava com a condição de sacerdote.

Foi um acérrimo defensor da liberdade e contribuiu para a construção do Estado Social que a Democracia permitiu edificar.

Sem temer a hierarquia eclesiástica conservadora, e o julgamento crítico arraigado nalguns extractos da População e sobrevivente aos 40 anos de obscurantismo, convivia activamente com a juventude que então enchia o Salão, a Casa do Povo e os cafés das Aldeia e que escolhia a Fonte de Baixo, a Eira, o Adro, a Vinha, o Marco e a Ponte para as suas tertúlias e convívios.

Tantas e tantas noites no “forno” do António Padeiro a fortalecerem uma grande amizade.

Quantas vezes o nascer do sol nos surpreendeu na “pipa” do Ti Zé Marcos, onde bebericando um copo, gostava encontrar-se com os amigos após o cumprimento das obrigações sacerdotais que lhe foram confiadas na Mata da Rainha e mais tarde em São Martinho e Barroca do Zêzere.

Eram dele, o primeiro gira discos e gravador de “fita” que vi, e que o irmão e amigo, Dr. João Alberto “martirizava” num constante movimento, com a música de Zeca Afonso, do Adriano, do Zé Mário Branco, e tantos outras que ainda conhecemos como os ”anos 60.”

Foi dum duplicador que possuía, accionado manualmente através duma manivela, que saíram os primeiros “panfletos e propaganda eleitoral” que distribuímos à População. Muitos dos álbuns de fotografias de alguns casamentos, tiveram-no como fotógrafo de circunstância, ( o “Rosel” como o tratava de forma amistosa o António Padeiro) e foram feitos com a sua “Pentax”, ajudado num ou outro caso por mim e pelo Zé Luís Branco.

São agora duas e meia da manhã e um turbilhão de recordações e sentimentos fazem-me acreditar que a viagem mais importante que podemos fazer na vida, é encontrar pessoas pelo caminho.

Muitas tenho encontrado.

Casegas perdeu hoje um filho ilustre, um Homem bom e um amigo.

Até sempre Padre António.

Casegas 31/05/2007

César Araújo Craveiro

segunda-feira, maio 14, 2007

Lembram-se d´ A CARLOTA?

Horácio como correspondente e ATENÇÃO, A ENVIAR NOTICIAS, acto raro dos correspondentes Caseguenses da imprensa regional nos dias de hoje...E festas como há muito não existem em Casegas! Volta festa do emigrante!
Embrulhem, e a preto e branco!

segunda-feira, abril 30, 2007

Adeus Acenssão...!


O sorriso de boa disposição estampado no rosto era uma constante, apesar de uma vida inteira de trabalho árduo do campo, a caminho do Cascalhal com o T´xquim dos Bigodes e finalmente já mais só no seu lar e no quintal que deixou semeado e também, uma companhia aqui em casa.

Até estranhava quando não ouvia a Acenssão subir as escadas acima e me perguntar: “Tão a tu mãe?” ou "Amanhã quero um burlhão!"

Uma mulher admirável, “desembaraçada” e inteligente! Duvido que haja alguém da mesma idade em Casegas e com o mesmo “desembaraço” e inteligência. Ultrapassava os mais adversos problemas sozinha…lembram-se do post do Almocreve(Clique para relembrar)? Ela metia-se no autocarro, ia à ”Câmbra”e ao urbanismo e vinha de lá toda contente, que era lá bem tratada…quando não conseguia resolver qualquer coisa cá, lá ia ela, metia-se no autocarro para fazer frente aos “engravatados”.

Vou ter saudades de quando vinha aqui para o meu lado para lhe mostrar o blog e trazer fotos para o post do seu também falecido T´Xquim dos Bigodes (clique para relembrar) ou só para dizer <<ó Ri Jorge, manda lá um “meil” pó meu Zé para o Canadá…>>.

Foi-se esta semana, teimosa e bem disposta e apesar dos problemas de coração, morreu a trabalhar até ao último dia. “Teve uma morte santa”, como diz o povo, não deu trabalho a ninguém, antes pelo contrário, sempre voluntariosa!

Adeus Acensão e obrigado pela tua humildade, boa disposição e companhia…

O funeral realizar-se-á amanhã, Segunda-Feira...

Eu, como sempre, não a irei acompanhar, prefiro ficar com a imagem dela aqui ao meu lado, a querer que lhe mostrasse sempre mais da “Intrenet” e do blog…

Até sempre companheira!

segunda-feira, abril 09, 2007

Então aí vai um pouco do filme...do que consegui!



Possa...ainda falam de algum pessoal do blog, olhem que estes eram bem piores!!!
Então esta aqui de enterrar o galo e enfiar-lhe umas cacetadas na crista de olhos vendados...porra!
E o chorar do entrudo? Encostava os primórdios deste blog a um canto...pois pois, boas peças!

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Toma lá mais Padrinho, por estas bandas é só pedir!


REIS BRASIL

Reis Brasil (Casegas, 1908 - Dezembro de 2002), pseudónimo de José Gomes Brás, escritor e professor português que se dedicou sobretudo ao estudo da obra de Luís Vaz de Camões.
Ainda criança foi para Espanha, onde fez estudos de humanidades no Seminário (Postulado da Província Bética nos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria). Concluído o noviciado, em Jerez de la Frontera, recebeu Ordens Menores na Congregação dos Padres Claretianos (estudo da mística espanhola: Santa Tereza e São João da Cruz).
Passou os anos seguintes ligados ao estudo e ao ensino. Fez Estudos Superiores em Filosofia (Águas Santas e Universidade de Madrid), foi Professor no Colégio de Montanchez (História da Igreja), estudou Ciências Psicológicas, doutorou-se em Filosofia, com classificação final de Muito Bom, por unanimidade.
A sua ligação à religião foi ainda mais aprofundada com os Estudos Superiores em Teologia (Zafra) e posterior Doutoramento. Fez ainda Estudos Superiores em Direito Canónico e Direito Comparado, convivendo com Marañon e Ortega y Gasset. Nesta mesma altura publicou em vários jornais e revistas espanholas.
Com 27 anos, a Guerra Civil de Espanha obriga-o a voltar a Portugal, deixando para trás uma imensa biblioteca e inúmeros manuscritos. Convidado pelo Arcebispo D.Manuel Mendes da Conceição, leccionou no Seminário Maior de Évora.
Professor do ensino particular em Lisboa (Latim, Grego, História e Filosofia), deu ainda aulas no Colégio Campos Monteiro, em Torre de Moncorvo, enquanto prestava provas em todas as disciplinas do Curso de Filologia Românica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, para lhe ser dada equiparação portuguesa à licenciatura que fizera em Espanha.
Exerceu a actividade de Conferencista e professor na Escola Técnica Marquês de Pombal, estagiou no Liceu Normal de Pedro Nunes e fez o Exame de Estado para professor do ensino secundário, tendo dado aulas nocturnas na Escola Machado de Castro. Foi professor ainda no Liceu Gil Vicente e no Liceu Nacional de Santarém.
Requisitado pelo Instituto de Alta Cultura, ocupou o lugar de Leitor de Português na Faculdade de Letras da Universidade de Toulouse, durante 5 anos, onde reanimou o estudo da Língua e Literatura Portuguesa.
De volta a Portugal, regressou ao Liceu de Santarém e leccionou depois nos liceus de São João do Estoril, D. Pedro V e, por fim, no Liceu Passos Manuel, até 1978, altura em que se reformou. Aí organizou o espólio e reservados da Biblioteca.
O seu contributo enquanto docente foi reconhecido com a medalha de ouro da cidade de Santarém.

"QUERO DOUTORAR-ME EM CAMÕES E NÃO ARRANJO JÚRI À ALTURA!" - Reis Brasil

Saiba mais: aqui

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Toma lá mais um Padrinho!


in Enciclopédia Portuguesa Brasileira

Recordar a Senhora Purificação Madeira Duarte

As notícias que lemos, ouvimos e vemos todos os dias obrigam-nos a reflectir. Bem sabemos que reflectir exige esforço e tempo, e na polvorosa que é a vida da maioria de nós, não há tempo nem predisposição para grandes reflexões. E é pena, porque afinal as coisas acontecem muito diferentes do que nós pensaríamos ou esperaríamos, e somos surpreendidos. Talvez como nunca, a união é necessária sobretudo para quem menos se pode defender. Isto para recordar Purificação Madeira Duarte ( A Senhora Purificação) que dedicou uma vida inteira ao serviço do povo de Casegas como profissional de enfermagem.

Para quando o reconhecimento e a exaltação de uma mulher num momento em que os valores cívicos são subestimados?
Estas iniciativas deveriam e poderiam ser tomadas pelas forças vivas da aldeia, em prol de uma figura ainda viva, que em tempos difíceis, décadas atrás, contribuiu abnegadamente para minorar e tratar a nível de cuidados de enfermagem toda a população da aldeia. Muitas vezes com prejuízo da sua vida privada, nunca deixou de atender aqueles que a procuravam a qualquer hora do dia ou da noite, isto em tempos onde as dificuldades eram soberanas em todo o lado. Foi e é uma referência de João Semana da enfermagem para todos nós. Como cidadã e como profissional desenvolveu uma intensa actividade sem nunca regatear o que quer que seja. Sendo ainda viva e com uma saúde bastante débil, fragilizada e quase invisual, seria pertinente homenageá-la como exemplo de abnegação e incansável de competência, de humanismo, de dedicação e altruísmo que a tornou uma cidadã exemplar. Recordá-la e homenageá-la, será um acto de reencontro com a dignidade de assumir as convicções que nortearam um comportamento de grande integridade, de incontestável dedicação face às actuais contradições, e aos oportunismos que se detectam nas relações entre pessoas e entre instituições. Recordar e homenagear a
“Senhora Purificação” perpetuando o seu nome numa sala do posto médico, ou numa rua, seria um acto de gratidão e reconhecimento pelos serviços prestados à comunidade caseguense e que dignificaria quem o prestasse.
por Tó Luís

sábado, fevereiro 10, 2007

O "T´Xquim dos Bigodes"

(clique sobre as fotos para as aumentar)

Com o bigode aínda bem preto, montando "O Cavalo da Parada", o que cobria as éguas por estas paragens
Sempre brincalhão e amigo das crianças (Com os filhos do "Tonito", da tia Maria Geraldes e do Ti Pinto, a Gisela e o Hugo.)Um abraço Gi e Hugo!
A "amolar" a gadanha. Por trás avista-se o seu instrumento de precurssão, com que tocava às avé marias
Mais o "Tonito" Pinto (aínda estou à espera daquela partida de Ping-Pong!!)
Com o Rui Carvalho, fresquinho que nem uma alface! Já tem uns anitos esta ó Rui!
O Joãosito do Rui, mais as crianças do Sobral, quando andavam na creche do centro gritavam-lhe ao passar: "ó T´Xquim, tire aí o chapéu p´ra lhe vermos a careca!!". Então ele fazia-lhes a vontade, pegava na vara, enfiava-a no chapéu e erguia-o no ar para satisfazer os miúdos, dizendo duas ou três "laironas"
Ascenção com as "bajas" a secar. Ao fundo um bidon cortado, para o T´Xquim fazer mais um bombo com pele de vaca!
Na casa do Cascalhal...Da miúda tenho algumas duvidas acerca de sua identidade, ou é a Susana Gaspar ou a Gisela, filha do Tonho Pinto e neta do Ti Pinto e da Ti Maria Geraldes, se alguma das duas nos puder ajudar, agradecia!

Com o famoso bigode no seu auge!

Num casamento em Unhais da Serra com a sua esposa Ascensão

Na brincadeira com as sua irmã De Jesus

Descalço no cascalhal
Montado na esposa do Asno, uma mula, a ultima que teve se não me falha a memória! lol

Uma figura castiça e carismática de Casegas.
Tenho recordações quase familiares do T´Xquim Madeira desde que me lembro que sou gente, o vizinho da "Rua de Baixo" (actualmente, "Rua da Santo António" e a nossa "Das Escolas", vá-se lá saber porquê, ainda por cima quando se vive em frente à capela, mas enfim...) do cavalo e dos bigodes.
Muitas memórias guardo desta figura emblemática e castiça de Casegas...
Lembro-me de o "chatear" constantemente: "ó T´Xquim", estique lá os bigodes!” E ele prontamente, com o seu ar sempre bem disposto, logo esticava os seus bigodes cujas pontas lhe chegavam atrás do pescoço!
Gostava muito da sua cervejinha Sagres, não era homem de muitos copos, mas a sua paragem no "Tonho Sacristão", à ida e à vinda do Casacalhal era sagrada! Sempre natural, para não fazer mal!
A Ti Ascenção e a mula ou o cavalo iam à frente, ele logo os agarrava mais adiante em passadas largas com as suas galochas pretas, que usava sempre "p´ra mor de atravessar a rbêra" (como diria o nosso Almocreve nos momentos de maior inspiração)!
Um homem bom, não se metia com ninguém, sempre bem disposto e a trabalhar!
Saciou a fome a muita gente. Aos domingos, na casa da fazenda no cascalhal, passava o dia a fazer comida para os que por ali passavam e outros que já iam a contar com o almoço!
O "sino" também não falhava um minuto, andava sempre mais certo que os toques da igreja, tocava às "Ave-Marias" de manhã à tarde e à noite, vindo a assumir esta tarefa mais tarde a ainda nos dias de hoje o Ti Zé Vicente do Cramoço (se bem que não o voltei a ouvir). O que muita gente não sabe é que não havia sino algum na casa do Cascalhal, mas sim um pedaço de ferro que o Ti João Campos lhe touxe do Rio, no qual batia com um martelo. E esta hein!

Nunca esquecerei aquela figura marcada pelo trabalho árduo dos campos, apesar das faces lisas e sempre rosadas tratadas com trabalho e borralho das terras, a quem chateava para me deixar dar uma volta com o seu chapéu preto de vez em quando…

Até sempre “ó T´Xquim”!

PS: Gilberto, sei que tens mais fotos com o T´Xquim a tocar pífaro, e outras. Se puderes envia daí do Canadá. O meu mail é rui_j_costa@hotmail.com



terça-feira, fevereiro 06, 2007

Monsenhor Joaquim Alves Brás nos "Grandes Covilhocos"

Pois é caros conterrâneos, parece que o Monsenhor Joaquim Alves Brás é um dos candidatos a "Grande Covilhoco". Por isso, não deixem de passar no Máfia da Cova e deixar um pequeno comentário no post em questão.

O link é:

terça-feira, janeiro 16, 2007

Correio do Leitor: recordar o "Ti" Horácio

RECORDANDO O "TI HORÁCIO"....

(Sempre a facturar...)

(1999?)
Fotos cedidas pela Marina
(clique nas fotos para aumentar)