Trata-se de uma cantiga da ceifa, recolhida por Rodney Gallop em Casegas, na Covilhã, em 1953, tendo sido incluída por Michel Giacometti no "Cancioneiro Popular português" sob o nº 81. Em relação À canção que foi fixada por Fernado Lopes-Graça na sua obra "A canção popular portuguesa", José Afonso apenas utiliza duas quadras: a primeira e a última. de referir que Fernando Lopes Graça registou este canto de trabalho sob o título Já são horas da merenda.
in " A música tradicional na obra de José Afonso" de Mário Correia
Vídeos de um engenho que o maluco do Ginjas instalou na ribeira. Reproduz um som semelhante ao de uma ave, entalado entre calhaus. Á noite tem que por em "mute", pois ouve-se pelo povo todo...
Nos instrumentos o Ricardo da "da Velha Gaiteira", a sua companheira Adriana, a mais bonita e melhor tocadora de caixa de Portugal e Holanda (:p), e o Telmo dos Tok´Avacalhar com a Caixa da CPC que havia acabado de reparar, o "dôdomaliuke". Foi uma festa para uns velhotes que se aproximaram para escutar. O momento contou também com a participação especial do "Quim 2", o Floriano e com o filósofo Gilberto que cantarolava rock antigo em hebraico.
Poderão ouvi-los à séria nos "Sons da Fraga Dura" em Casegas este mês.
A organização do Sons da Fraga Dura, Festival de Música Tradicional Portuguesa pretende, promover a cultura popular, fomentar a partilha e conhecimento de outras culturas e tradições. Se as características de um povo perduram na memória através da divulgação dos seus conceitos e mostras culturais, estes grupos de música popular portuguesa fazem questão de manter vivas todas essas recordações.
Nesta primeira edição a realizar em 23, 24 e 25 de Julho, dá-se realce aos membranofones (caixas bombos adufes), e instrumentos de sopro (flauta tamborileira, gaitas de fole).
Encontra-se exposto o quadro do caseguense José Luis Madeira, que este conterrâneo (que apesar de ausente, mais presente que muitos), ofereceu para ajudar a financiar a ida dos grupos a Casegas.
O quadro esta exposto na Casa do Povo para ser vendido pela melhor oferta. A ultima oferta esta em 290€.
1ª MOSTRA GASTRONÓMICA LOCAL - sabores que o tempo não apaga!
“Para o Português o coração é a medida de todas as coisas”
Falar em gastronomia é necessariamente falar de cultura. Não é por acaso que Resolução do Conselho de Ministros nº 96/2000 de 26 de Julho considera a Gastronomia Portuguesa como bem imaterial integrante do Património Cultural Português.
Nada define melhor um Povo que a sua cozinha, e os hábitos culinários de uma região são sem dúvida o melhor caminho para conhecer a sua herança cultural”.
À SUA ESPERA NOS DIAS 23, 24 e 25 DE JULHO, ENTRE OUTRAS IGUARIAS TEMOS:
Feijões com Couves
Burlhão à Moda de Casegas
Chanfana, a Tchbita Guisada
CAMINHADA NOCTURNA
(clicar sobre as fotos para melhor visualizar)
Pedestrianismo é o desporto dos que andam a pé. Sendo a modalidade mais simples do montanhismo, é acessível a toda a gente, seja qual for a sua idade ou preparação física. Caminhar proporciona um contacto directo com a natureza e as populações locais, ensinando a respeitá-las.
Os percursos pedestres organizados pelo núcleo de caminhadas da Casa do Povo têm vindo a assumir uma grande importância no que respeita à preservação e valorização do património natural, cultural e humano, promovendo a divulgação da Freguesia, a identificação do seu passado rural, a preservação da natureza, o intercâmbio cultural entre as pessoas através do conhecimento de gentes, costumes e tradições, e contribuindo para o desenvolvimento socio-económico desses locais.
Não faltem ! Nos dias 23, 24 e 25 de Julho venham até à Casa do Povo e ao Parque de Lazer da Ribeira. Pensamos em si que aqui vive todo o ano mas também nos filhos da diáspora“nos nossos emigrantes”
Só a vossa presença e participação nos motivará para continuarmos a apostar na divulgação da cultura e tradições da nossa Terra.
O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis". (Fernando Pessoa)
Eu, por motivos pessoais, não estarei presente neste evento e sonho meu, com muita pena minha. Darei o contributo possível se me for solicitado, como sempre aliás.
Mas não deixem de ir, pois a julgar pelos grupos, perderiam o maior evento musical e de expressão popular tradicional realizado em Casegas (que eu me lembre...20, 25 anos). Do qual destaco os meus amigos e companheiros das andanças (a gravar 1º album) Velha Gaiteira, os Tok´ Avacalhar e As Adufeiras do Paúl (um espetáculoimperdivelque fará qualquer um que tenha idade para isso, recuar 50 anos no tempo).
Escrever sugestões nos comentários clicando no "urra aqui" A moderação de comentários foi reactivada, uma vez que o primeiro comentário feito ao post anterior foi feito por uma besta, uma das do costume que anda por cá de férias. Ando a pensar seriamente em desafiar o Jorge Pelicano a vir para cá realizar o seu próximo filme "Ainda há Tacanhos".
(esta imagem é uma brincadeira, logo tratamos de um logótipo "em maneiras" só para o grupo)
Depois de várias investidas e contactos desenvolvidos junto dos proprietários dos bombos existentes em Casegas após este post, não consigo manifestar outro sentimento que o de frustração. Deste modo passo a divulgar os nomes dos "Proprietários dos bombos" cuja disponibilidade é meritória de menção e louvor: Zé da Moita Tonho Azinheiro Chico (C.Branco) Joaquim Nunes Não sei se se me escapou algum(a recordar-me logo adicionarei mais algum à lista), mas pelo menos estes estariam disponíveis para ceder ou doar os bombos à Casa do Povo, mas lamentavelmente ao que se consta não se consegue quantificar a quota que os proprietários têm nos bombos, logo basta uma não cedência para bloquear o processo. Foi a leitura que fiz da situação e o sucedido. Mas não desistiremos por isso.
Deste modo lançamos dois desafios: 1- Pedido individual aos proprietários dos bombos, ou alguém que tenha um em casa, da cedência destes membranofones ou outros instrumentos tradicionais para que o grupo possa arrancar com o mínimo de condições. Uma segunda hipótese: A casa do povo já tem encomendada um caixa "como deve de ser" ao Telmo dos Tocavakalhar e já está a ser fabricada, mas não tem condições para aquisição de pelo menos 2 Bombos. Na semana passado fui a Silvares com o Telmo comprar um pífaro ao Ti Paulo de Silvares, que tem em stock dois bons bombos por 150€ cada, o que é um excelente preço, tendo em conta que um bombo custa em qualquer sitio, entre 200 a 250€. Se alguém pudesse contribuir ou adquirir estes bombos, a CPC agradecia e os putos também.
O 2º desafio é...(ponho um post a seguir para não dar confusão). Tem a ver com um concurso para se escolher um nome para o grupo. Deixo já a minha proposta, uns nomes que o meu avô me chamava, o que não era nada justo, uma vez que desde os 4 anitos lhe desamolava os pregos enferrujados (que arrancava e guardava na lata do leite em pó ou cacau Molico ou Milo, já não sei.. ) em cima do torno ou da bigorna. - Uma nos dedos, uma no prego, uma nos dedos uma no prego...também lhe podia dizer que que os martelos que ele fazia é que eram rombos heh!
Então ai vai o meu contributo: "Estraga Albardas Rompe Silhas" (que se dizia a quando estragávamos ou rompíamos alguma coisa) ou uma frase muito utilizado pelos antigos: Dá-lhe "Até ao diabo dzabunda" (que queria dizer "dá-lhe até não poderes mais") o mal da frase é que era dita quando alguém estava a levar porrada em vez de um bombo heh! Ainda a ouvi algumas vezes, pois também fiz das minhas, então quando me juntava com o Noel, era cá uma dulpa, mas também as levou da Ti Alice, não fui só eu. Não era só sandes de manteiga em papos-secos que que o Carlitos trazia dentro do Kispo azul para a malta e escavalgar num cavalito sem rodas pela vinha abaixo ou jogar matrecos e umas futebolas "à coca-cola" com o Tino(não dava para as bolas, a Ti Brasita e a Ti Piedade da Vinha confiscavam-nas)...de vez em quando levavam umas chineladas e não piavam!
Sugiram nomes que depois ponho um quadro de votação na sidebar.
Já sabem que para comentar, é só clicar ao fundo dos posts em "urra aqui". Aguardamos noticias.
Saudações associativas a todos os Caseguenses de bem
Ora aí está mais uma bela oportunidade para se inscreverem no RNAJ (para além da do Grupo Desportivo) que a Casa do Povo apoiaria de bom grado. O antigo ensaio da banda está vago à espera que alguém ocupe, é apenas uma questão de gerirem e organizarem o tempo em função das outras actividades que desenvolvem e em que participam. Fiquei contente de vos ver a tocar estes instrumentos e de ver adesão feminina ao grupo, o que é muito invulgar, e ainda mais numa terra conservadora como Casegas, espero que seja o prenuncio da reviravolta das mentalidades caseguenses, algumas ainda tacanhas em demasia. Isso com mais um pifarosito ou uma gaita de foles portuguesa e certamente com um empurrãosito da Velha Gaiteira (recém nomeados pela Balconytv Music Video Awards 2008 na categoria de Best International Act) e do Ricardo, que agora está como antropólogo a tempo inteiro na Casa do Povo do Paúl e tenho a certeza que teria todo gosto em vos ensinar a "gaitar". A seguir venham os intercâmbios! Penso que sendo vocês todos músicos, isso com mais um instrumento ou outro (alguns de fabrico artesanal), um grupo do género tem todas as condições para ter sucesso em Casegas, o que poderá passar com alguma fusões com a Banda ou com o grupo de cantares. Os meu parabéns ao grupo e em especial à jovem filha do Gabriel Mateus cujo nome não sei (desculpa lá isso)! É assim mesmo! Selecções destas sim! Esperava daqui a uns tempos ve-los a subir a eira com eles como numa das primeiras actuações destes "caramelos":
(roubando um pouco da rubrica do atumnespereira) Para os mais novos:
A grade era uma grelha feita de madeira, sob a qual era colocado um peso para que os dentes de madeira em forma de lâmina enterrasse na terra. Era puxada, por burros, cavalos, machos, mulas, bois... Servia para desterroar a terra depois de lavrada e torna-la mais "fofa" para semear ou para gradar depois de espalhada uma semente...se bem que na Ferraria havia lá cada calhau que até fazia faísca, que tratada a terra ou não, quando se acertava num calhau parecia ficar doente de Parkinson por momentos . Uma vez, tinha eu 4 ou 5 anitos, o meu avô, T´Xquim Bernardo punha-me a fazer Surf juntamente com uma pedra em cima da grade...um vez enfiei o pé no intervalo da grelha, andei meio hora à procura da sapatilha. Eram tempos um pouco mais lixados que hoje...e nas vinha o trabalho tinha de ser humano...A propósito vou-me confessar:
Uma vez enganámos o meu pai: Tinhamos lá uma boa vinha, com cerca de 1/2Ha, dava branco com 12 graus (dificil nos solos de Casegas). Tinha eu uns 10 anitos, mais ou menos...o meu irmão um pouco mais velho...O meu pai propôs-nos cavar a vinha por 12 contos se quizessemos, em vez de contratar alguém. Ora como na altura, os papás e as mamãs não enchiam os bolsos de dinheiro aos putos a torto e a direito como é agora e se fizéssemos birra ainda levávamos nas trombas por cima,resolvemos aceitar Hercúlea tarefa lol
Resultado: Uma turra infernal, só de olhar para o cimo da vinha, o desânimo era notório, comparado, só as ida a pé ás serra quando nunca mais se viam as torres... Depressa chegámos á conclusão que aquilo não "ia dar"... - Então como vamos resolver isto? Bem, para não sermos completamente desonestos, decidimos, cavar em volta das videiras, e a terra cavada, espalha-la pela não cavada, para que ficasse tudo castanho cor de terra. Mas depois havia outro problema...o tempo! Não podíamos acabar muito depressa, logo, cavávamos de manhã, comíamos a merenda ao almoço, e dormíamos a sesta e ala pa casa que à tarde não se podia lá andar.
Foi sol de pouca dura, não levou muito tempo, o Ti Zé Francela, ou o T´Zé Almedilha, que por ali passavam todos os dias, logo se encarregaram de nos "xibar" "- Olha que eles anda lá só a emborralhar a vinha!" lol Claro que deu bronca, mas já tinhamos o dinheiro no bolso heh! Fogo...eramos putos a cavar meio campo de futebol em solo cheio de pedras com cerca de 800 a 1000 videiras...vai lá vai...
Acho que não foi grave! Na altura levámos com a correia de pneu, mas já não me doi! heheh!!!
20 anos depois... O Ti Zé Julio, pai do Henrique, meu cunhado, inventou uma geringonça que liga ao tractor, cava no intervalo das videiras, detecta a cepa, salta fora e entra outra vez a seguir...Se o conhecessemos na altura, chamávamos-lhe um figo, meu amigo! lol