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sábado, abril 21, 2007

Se as árvores falassem

Correio do Leitor enviado por "Joaquim Até Ver"

No últimos anos os nossos autarcas, não sei se contagiados com os maus exemplos que por aí abundam, elegeram o Fernando a podador-mor, quiçá orientado por algum capataz licenciado na Independente em “Copas mal formadas e gomos adventícios.”

Um dos plátanos que está junto à fonte da Eira tem os dias contados e os outros não vão ter melhor sorte. As árvores excessivamente podadas ficam quase sempre deformadas e susceptíveis a podridões.

No lameiro da ribeira, as podas praticadas contrariam a forma natural das árvores, e jamais veremos a exuberância e esplendor dos “prunus serrulata” e “liquidambar styraciflua”, algumas das espécies ali existentes.

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Seguem-se alguns excertos do texto "Se as árvores falassem"*, da autoria do Dr. Francisco Coimbra, e que é uma lição sobre as árvores no ambiente urbano.:

«As árvores que dignificam as nossas praças e avenidas e embelezam os nossos jardins e parques são um elemento essencial de qualidade de vida, autênticos oásis no "deserto" que são tantos dos nossos espaços urbanos actuais. E, no entanto, é por demais evidente a ainda quase absoluta ausência de sensibilidade para o papel da Árvore em Meio Urbano. (...)

De facto, é inacreditável como certos preconceitos sobre a poda de árvores ornamentais estão arreigados nos responsáveis pela sua gestão e manutenção. É frequente ouvirmos dizer, como justificação, que as "podas" radicais, ou "rolagens", rejuvenescem e fortalecem as árvores, ou que são a única forma económica de controlar a sua altura e perigosidade... quando, na verdade, devia dizer-se de uma poda o mesmo que de um árbitro: - tanto melhor quanto menos se der por ela! (...)

1. A poda drástica rejuvenesce a árvore?- NÃO! (...) O facto de, após uma operação traumática, as árvores apresentarem uma rebentação intensa - como tentativa "desesperada" de repor a copa inicial - não significa rejuvenescimento, mas sim um "canto-de-cisne", à custa da delapidação das suas reservas energéticas.(...)
2. Fortalece-a? - NÃO, a poda radical é um acto traumatizante e debilitante, uma porta aberta às enfermidades. (...)
3. Torna-a menos perigosa? -NÃO, estas "podas" induzem a formação, nos bordos das zonas de corte, de rebentos de grande fragilidade mecânica, pois têm uma inserção anormal e superficial no tronco. (...)
4. É a única forma de a controlar em altura? - NÃO, a quebra da hierarquia -que estava estabelecida entre os ramos naturalmente formados - permite o desenvolvimento de novos ramos de forte crescimento vertical, mas agora de uma forma desorganizada e muito mais densa! (...)
5. É mais barata? - NÃO, se a gestão do património arbóreo for pensada a médio e longo prazo! (...)»

Bem, e melhor que o Professor Gonçalo Ribeiro Telles, ninguém o poderá expressar:

«Qualquer supressão de que resulta um aspecto definitivamente mutilado da árvore deve considerar-se inadmissível visto comprometer definitivamente a finalidade estética da planta ornamental. É preferível nesse caso a supressão pura e simples do indivíduo. Apenas se exceptuarão os casos raros de indivíduos ligados a factos históricos ou quando se pense que seja possível uma reconstituição aceitável da planta.
Normalmente os cortes devem fazer-se de modo a não se notarem. O maior elogio que se pode fazer a um podador de árvores ornamentais é que não se perceba que a árvore foi podada. A forma da árvore é perfeita e portanto não é necessário corrigi-la no sentido estético nem fisiológico.»

«Se não há espaço para a árvore é preferível plantar só o arbusto, ou mesmo só a flor e não contar depois com a tesoura para manter com proporções de criança o gigante que se escolheu impensadamente.»

in "A Árvore em Portugal" de Francisco Caldeira Cabral e Gonçalo Ribeiro Telles (Assírio & Alvim, 1999. 2ª ed.) p. 161

quarta-feira, abril 18, 2007

A ESTRADA DO NOSSO DESCONTENTAMENTO

O desespero de quem diariamente utiliza o Caminho Municipal entre Casegas e Paul, em obras há mais de 6 meses, ameaça transformar-se em calvário. Sete Kms de buracos, poeira e pedras soltas, sem fim à vista, ameaçam transformar-se num calvário e o padecimento dos condutores eterniza-se.

Homens e máquinas vão saltitando com a frente dos trabalhos. Pela manhã escavam do lado de Casegas, à tarde do lado do Paul, e de novo voltam aos mesmo locais cumprindo um programa de trabalhos que nos baralha e nos deixa a sensação que se pretende adiar a sua conclusão, não sei se por falta de dinheiro ou se para coincidir com qualquer calendário eleitoralista do Município. Já à chegada ao Paul deparamos com o troço que atravessa a quinta do casal onde tudo está na mesma, julgo que pelo facto de o proprietário da quinta, exigir e bem, uma passagem desnivelada sobre a via destinada à passagem de máquinas agrícolas e do enorme rebanho que se alimenta nos férteis terrenos da quinta.

Pelo meio perdeu-se uma oportunidade de corrigir o traçado e dotar a ligação entre Paul e Casegas de parte de uma via moderna para servir as ignoradas Populações do Sul do Concelho, e de ligação ainda ao Concelho de Seia via Pedras Lavradas e Concelho de Pampilhosa da Serra via São Jorge da Beira. Ganha-se um escasso metro na largura, mas continuamos a ter curvas perigosas, inclinações acentuadas e o convite a uma maior velocidade que irá aumentar inevitavelmente a sinistralidade.

Mas como me dizia um amigo: que se espera duma Câmara que “baptiza” modestos arruamentos na Cidade de AVENIDAS E ALAMEDAS?
O caminho Municipal Casegas Paul no léxico Municipal passará a ser, talvez um IC (Itinerário Complementar) ou porque não um IP (Itinerário Principal)?
Quem somos nós para duvidar?
Da ligeira correcção que foi feita de algumas curvas, ficou o traçado antigo que praticamente à mesma cota poderia ser aproveitado como zona de paragem, mas que decidiram simplesmente “entulhar”.
Na zona de “aterro” do Ribeiro das Maias, um aqueduto construído, irá descarregar as águas no centro do “barroco” e destruirá inevitavelmente as pequenas parcelas agrícolas a jusante. Será que os proprietários o consentiram?
Sem qualquer aparente benefício, à descida para o Casal “repetiram” uma curva ao lado da existente que acentuou mais a forte inclinação.
De pontes ou pontões nada nos dizem e como tal impõe-se manter a proibição de circulação a viaturas com peso bruto superior a 3,5 toneladas para que a “nossa “ ponte continue a resistir.

Mais que nunca me convenço que as boas acessibilidades podem ser parte importante da solução para travar a desertificação das zonas rurais. Ninguém escolhe viver a 30 ou 40 Kms da Cidade se os transportes públicos levam 60 minutos a percorrer um trajecto sinuoso e onde o perigo espreita em cada curva.
Mais que um prazer, é um acto heróico viver hoje nos confins de tudo, onde paira a ameaça iminente de encerrar a Escola e o Posto de Saúde.

Será que não merecíamos mais?

Enviado por "Joaquim Até Ver"

sábado, dezembro 23, 2006

Joyeux Nöel from Luxemburg

"Feliz natal e bom ano novo
Para os meus pais e amigos de casegas.

Paula, Pinto e Isabel"


Boas festas do blog também para vocês, caros conterrâneos e amigos!

terça-feira, outubro 10, 2006

Contributo de um Caseguense em referência ao post anterior

"É com satisfação, que leio esta noticia, os senhores da Covilhã, quando foi para dar agua a Casegas, nunca apareciam. Nos anos de seca, que muitos de nos se lembram, tínhamos de ir ás fontes de cima, de baixo e ás quelhas, buscar agua para encher o pote. Canalizada, só o presidente da junta, o padre e um professor (sem medo). Depois, do 25 de Abril, teve o povo (que quis) pagar as tubarias, abrir as valas, comprar o contador e depois a junta só cobrava a água. Como a água do pomar, já não dava, lá foi o povo explorar a do recanto. O terreno para construção do posso, dos tanques e passagem da tubaria, foi doado. para despesas, pois a câmara não ajudou tanto como devia, pagou um tanque, deu as manilhas e pouco mais, foram vendidos, a quem quis,1000 metros cúbicos a 1 escudo. Depois, não sei porque, pois de certeza, muita gentinha boa, não chegou a consumir os metros que tinha pago, lá resolveram fazer negocio entregar as águas de Casegas, de mão beijada, à Covilhã.
Como não estou ai desde essa data estou desactualizado, vou-me informando lendo os jornais, da Covilhã e fundadoras de Casegas nunca vem muita coisa. Agora, devido ás novas tecnologias, o blogg tem sido a fonte de maior interesse. Aos participantes muito obrigado e força para a frente, para traz mij'a burra.
Só uma opinião, se os senhores da Covilhã querem levar tanto dinheiro por metro, porque não limpam as contas com os caseguenses? Primeiro deviam avaliar o que o povo fez, pagar a quem merecia e depois que levem o preço de lei. Quanto a minha opinião, as aguas de Casegas deviam permanecer caseguenses."
(Amigo de Casegas)

E que contributo!
Obrigado "amigo de Casegas"!
É pena que contributos destes não apareçam mais vezes e que ande por aí toda a gente escondida, a ler bloggs com ar de comprometidos com alguma coisa.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Raras Fresquinhas do meu mail!


Acabo de ser informado de que a nova direcção da Casa do Povo já tomou posse, com o da Ovelhita à cabeça a quem deixo aqui os votos de um bom trabalho!

E AIIIIIINDA (claro que não ia fazer um post só por causa da CPC…), UMA NOTICIA BOMBÁSTICA!!
Assembleia de Freguesia aprova unanimemente a moção de censura apresentada pela CDU, condenando a intenção de Carlos Pinto e do executivo PSD da Câmara Municipal da Covilhã, de privatização da água, trocando por miúdos: “entregar o ouro aos bandidos”.
Carlos Pinto que de pois de ter dito isto ao Jornal “O Interior”: «Entendo que há zonas onde eles - os privados – não devem meter a mão e a água é uma delas», vem mais uma vez, e como já se vem tornando hábito a dar o dito pelo não dito e manifestar intenções de fazer dum bem essencial a todos nós, numa negociata altamente rentável para os amigos. Se não acredita, constate:
-2001, o preço médio do m3 de água na Covilhã, custava 1,27 € em
-2006, o preço médio do m3, sem contar com o mais recente aumento é de 2,5€. Note-se ainda que, segundo dados, relativos a 2004, um consumo doméstico anual de 120 m3 custava na Covilhã 186€; em Castelo Branco, 173,52€ e no Fundão 87€. Porque temos de pagar sempre tudo mais caro que os outros? Hmmm alguém se anda a alambazar…ai anda anda!
Grandes homens foram “Senhores Junta de Freguesia de Casegas” em ter aceite a com humildade a proposta dos seus adversários políticos da CDU, pegando desta forma o touro pelos cornos. Assim é que eu gosto de os ver, com “eles” no sítio e sem subserviência.
PALMAS PARA A NOSSA JUNTA DE FREGUESIA! 20 VALORES! E para a assembleia também claro, se bem que o feito do nosso executivo é mais hercúleo, é como um cão morder o dono.
Continuem assim e voto em vocês nas próximas autárquicas!

sexta-feira, setembro 29, 2006

CORREIO DO LEITOR

"O QUE É A VIDA ?"
  • O "POBRE" e o "RICO" sao duas pessoas.
  • O "SOLDADO" defende os DOIS.
  • O "CONTRIBUINTE" paga para os TRÊS.
  • O "TRABALHADOR" trabalha para os QUATRO.
  • O "VÁDIO" come dos CINCO.
  • O "USURÁRIO" vigarisa os SEIS.
  • O "ADVOGADO" defende os SETE.
  • O "BEBADO" mija nos OITO.
  • O "CONFESSOR" obsolve os NOVE.
  • O "MÉDICO" mata os DEZ.
  • O "CANGALHEIRO" enterra os ONZE.
    E, a CAIXA DE PREVIDENCIA fica com o dinheiro dos DOZE.
(Enviado por: MADE)